Todos os dias você usa o alfabeto para escrever e o dinheiro para comprar coisas. Muita gente também segue religiões que acreditam em um único Deus, como o cristianismo, o judaísmo e o islamismo.
Essas três coisas parecem modernas, mas são heranças muito antigas. Elas vieram de povos que viveram há mais de três mil anos na região do Oriente Médio (onde hoje ficam países como Irã, Iraque, Síria, Israel, Líbano e Egito).
Quando um costume antigo continua existindo até hoje, chamamos isso de permanência histórica. Estudar fenícios, persas e hebreus é entender de onde vêm hábitos que ainda usamos.
Exemplos
Exemplo de permanência histórica: você escreve seu nome usando letras criadas a partir do alfabeto inventado pelos fenícios há cerca de 3.200 anos.
Outro exemplo: quando você paga um lanche com uma moeda, está repetindo um costume que os persas ajudaram a espalhar pelo mundo.
As três grandes heranças do capítulo
Povo
Grande legado
Como aparece hoje
Fenícios
Invenção do alfabeto
As letras que usamos para escrever
Persas
Grande império e uso de moedas
O dinheiro nas compras e trocas
Hebreus
Monoteísmo ético (judaísmo)
Judaísmo, cristianismo e islamismo
2Os fenícios e o alfabeto
Antes do alfabeto, escrever era muito difícil. Nas primeiras escritas, como a dos egípcios e a dos sumérios, cada palavra ou ideia era representada por um sinal diferente, chamado pictograma. A escrita suméria chegou a ter mais de dois mil pictogramas!
Por isso, só pessoas muito treinadas, os escribas, sabiam escrever. Com o alfabeto tudo ficou mais fácil: com menos de 30 sinais (as letras) dá para escrever qualquer palavra, porque cada letra representa um som.
O alfabeto foi criado por volta do século XIII a.C. pelos fenícios, um povo de origem semita que vivia onde hoje fica o Líbano, numa região chamada Canaã. Por isso também eram chamados de cananeus.
O nome "fenício" veio dos gregos, provavelmente da palavra phoinix, que quer dizer "cor púrpura", pois eles vendiam tinta dessa cor para tecidos.
O alfabeto fenício tinha 29 letras e depois foi reduzido para 22, só com consoantes. Como eles eram comerciantes do mar, espalharam essa escrita por todo o Mediterrâneo. Os gregos adotaram o alfabeto por volta do século IX a.C. e acrescentaram as vogais. Depois os romanos fizeram novas mudanças, criando o alfabeto que usamos hoje no Ocidente.
Exemplos
Passo a passo da história do alfabeto: 1) Séc. XIII a.C. – fenícios criam um alfabeto de 29 letras, só consoantes; 2) depois reduzem para 22 letras; 3) séc. IX a.C. – gregos adotam e acrescentam as vogais; 4) séculos depois – romanos mudam de novo e nasce o alfabeto que usamos.
Comparação prática: para escrever a palavra casa em pictogramas, seria preciso conhecer um desenho específico para "casa". Com o alfabeto, bastam 4 letras que você já conhece e pode reaproveitar em milhares de outras palavras.
Escrita por pictogramas x escrita alfabética
Característica
Pictogramas (sumérios/egípcios)
Alfabeto (fenícios)
Quantidade de sinais
Milhares (mais de 2.000)
Menos de 30 (29 e depois 22)
O que cada sinal representa
Uma palavra ou ideia
Um som da língua
Quem sabia escrever
Poucas pessoas: os escribas
Muito mais gente podia aprender
Facilidade de adaptação
Difícil de usar em outra língua
Pode ser adaptado a qualquer idioma
Palavras-chave
Termo
Significado
Semita
Povos que falam línguas semíticas (hebraico, árabe, fenício). O nome vem de Sem, filho de Noé, no livro de Gênesis
Canaã
Região do Oriente Médio onde viviam os cananeus, entre eles os fenícios
Pictograma
Sinal que representa uma palavra ou ideia inteira
3A expansão fenícia pelo Mediterrâneo
Os fenícios viviam numa faixa estreita de terra entre o Mar Mediterrâneo e as montanhas do Líbano: cerca de 200 km de comprimento por 40 km de largura. Das montanhas tiravam o cedro, madeira nobre usada para construir navios.
Como tinham poucas terras boas para plantar, criavam gado e cultivavam trigo, videiras e oliveiras. Mas a vida deles girava mesmo em torno do comércio pelo mar.
Os fenícios não tinham um governo único. Cada cidade se governava sozinha: eram cidades-Estado, como Sídon, Biblos e Tiro. Antes delas, destacou-se a cidade cananeia de Ugarit, destruída no século XIII a.C.
A partir do século XIII a.C., outros povos (hebreus, filisteus, arameus) ocuparam as regiões vizinhas. Cercados por terra, os fenícios se dedicaram à navegação e começaram sua expansão marítima, disputando com egípcios e assírios as melhores rotas do Mediterrâneo.
Exemplos
Exemplo de troca comercial fenícia: eles saíam com cedro, armas, linho, pedras preciosas, tecidos e objetos de vidro e marfim, e voltavam com ouro, cobre, estanho e ferro.
Por volta de 2500 a.C., algumas cidades de Canaã viraram ponto de encontro de caravanas de mercadores, tornando-se entrepostos comerciais (locais de armazenar e negociar produtos).
Sociedade das cidades fenícias
Grupo social
Quem eram / o que faziam
Monarca (rei)
Governava a cidade-Estado
Aristocracia
Comerciantes ricos e donos de terras que ajudavam o rei
Clero
Sacerdotes poderosos, ligados à religião
Maioria da população
Camponeses, marinheiros e artesãos de joias, vidros e tecidos
Principais cidades e colônias fenícias
Nome
Tipo
Onde fica hoje
Tiro, Sídon, Biblos
Cidades-Estado da Fenícia
Líbano
Cádis e Ibiza
Colônias
Espanha
Oea (Trípoli)
Colônia
Líbia
Cartago
Colônia mais famosa
Perto de Túnis, na Tunísia
3.1Feitorias, colônias e o fim da Fenícia
Nas longas viagens, os fenícios paravam em pontos da costa da África e da Europa para descansar e se abastecer. Nesses lugares fundaram feitorias, que eram centros comerciais no litoral onde guardavam e negociavam produtos.
Com o tempo, muitas feitorias viraram colônias. As mais conhecidas foram Cádis e Ibiza (hoje na Espanha), Oea (atual Trípoli, na Líbia) e, a mais famosa de todas, Cartago, no norte da África.
A partir do século IX a.C., a Fenícia sofreu invasões de assírios, babilônios, persas e gregos. Em 64 a.C., os romanos dominaram a região, marcando o fim da civilização fenícia.
Exemplos
Sequência das invasões da Fenícia: assírios → babilônios → persas → gregos → romanos (64 a.C., fim da civilização fenícia).
3.2Para ir além: Cartago, uma potência no norte da África
Cartago foi fundada em 814 a.C. por pessoas vindas de Tiro e acabou ficando mais importante que a própria cidade que a criou. Foi a maior e mais poderosa colônia fenícia.
No fim do século V a.C., tinha mais de 400 mil habitantes e dominava o comércio do Mediterrâneo. Durante muito tempo os cartagineses pagavam com ouro; no século IV a.C. passaram a cunhar (fabricar) moedas.
O exército de Cartago não era permanente: era formado por mercenários, soldados contratados que lutavam em troca de pagamento. Eles ainda usavam elefantes de guerra para assustar os inimigos.
A partir do século II a.C., Roma quis dominar o comércio do Mediterrâneo e começou a rivalidade. O conflito ficou conhecido como Guerras Púnicas (264 a.C.–146 a.C.), porque os romanos chamavam os cartagineses de punici. Roma venceu e Cartago foi completamente destruída.
Exemplos
Linha do tempo de Cartago: 814 a.C. – fundação por gente de Tiro; séc. V a.C. – mais de 400 mil habitantes; séc. IV a.C. – começa a cunhar moedas; 264 a.C.–146 a.C. – Guerras Púnicas; 146 a.C. – destruição pelos romanos.
3.3Enquanto isso… o Império Hitita
Enquanto Ugarit crescia (séculos XIX ou XVIII a.C.), a região da Anatólia (atual Turquia) era ocupada pelos hititas, um povo de origem indo-europeia.
Eles formaram um império que chegou até a Babilônia e foi tão grandioso quanto o dos assírios e o dos egípcios. O segredo foi o forte exército, com cavalaria poderosa e carros de guerra puxados por cavalos que levavam arqueiros habilidosos.
No século XIII a.C., uma guerra civil enfraqueceu os hititas. O território foi invadido e o império chegou ao fim. A capital deles era Hattusa, hoje Patrimônio Mundial da UNESCO.
4Os persas e seu grande império
Os persas surgiram no Planalto Iraniano, na Ásia. Por volta de 2000 a.C., várias tribos se instalaram lá, vivendo da troca de produtos, do cultivo de trigo e da criação de ovelhas.
Dois povos se destacaram: os medos e os persas. No começo não havia um chefe único, pois as tribos se dividiam em clãs (conjuntos de famílias com a mesma origem), cada um com seu líder.
Por volta de 720 a.C., os medos se uniram sob um rei e formaram uma monarquia poderosa, com boa cavalaria e infantaria de arco e flecha, espada e lança.
Já os persas se unificaram em meados do século VI a.C., sob o comando de Ciro, o Grande. Ele fez de Susa a capital, dominou os medos e criou o Império Persa. Por causa dessa união, o povo também era chamado de medo-persa.
Exemplos
Passo a passo da formação do Império Persa: 1) por volta de 2000 a.C., tribos se instalam no Planalto Iraniano; 2) por volta de 720 a.C., os medos se unificam sob um rei; 3) séc. VI a.C., Ciro unifica os persas e faz de Susa a capital; 4) Ciro domina os medos e nasce o Império Persa.
4.1A expansão do Império Persa
Depois de unir medos e persas, Ciro começou uma política de conquistas. Para o leste, chegou até as margens do Rio Indo, na fronteira com a Índia. Para o oeste, dominou a Babilônia (que tinha cerca de 200 mil habitantes) e a Anatólia, entre outras regiões.
Ciro não conquistava só com a força: ele conseguiu manter a paz. Permitia que os povos vencidos continuassem com suas crenças, colocava líderes locais para administrar as terras conquistadas e poupava a vida de muitos inimigos. Isso o deixava popular.
Ciro morreu em 529 a.C. Seu filho Cambises governou até 522 a.C. e morreu sem herdeiros. Depois de disputas, um primo de Ciro, Dario, assumiu o poder.
Com Dario, o império chegou à maior extensão: cerca de 8 milhões de km², com aproximadamente 10 milhões de pessoas de culturas, línguas e origens diferentes. Seu exército muito treinado tinha mais de 100 mil homens espalhados pelo território e conquistou a Trácia e a Macedônia.
Exemplos
Comparação de tamanho: o Império Persa de Dario tinha cerca de 8 milhões de km². O Brasil tem cerca de 8,5 milhões de km² — ou seja, o império era quase do tamanho do nosso país.
Os governantes persas
Governante
Período
Principais feitos
Ciro, o Grande
meados do séc. VI a.C. até 529 a.C.
Unificou persas e medos; capital em Susa; conquistou Babilônia e Anatólia; respeitou crenças locais
Cambises
529 a.C. – 522 a.C.
Filho de Ciro; morreu sem deixar herdeiros
Dario
até 486 a.C.
Maior extensão do império; satrapias; estradas; moedas; canal ligando Mediterrâneo ao Mar Vermelho
Xerxes e sucessores
após 486 a.C.
Guerras e revoltas enfraqueceram o império, conquistado por Alexandre, o Grande
4.2Em busca da governabilidade: satrapias e sátrapas
Governar um território enorme, com povos tão diferentes, não era fácil. Dario foi um grande administrador e criou condições para que todos convivessem de forma mais ou menos pacífica.
Para isso, dividiu o império em vinte províncias chamadas satrapias. Cada uma era administrada por uma pessoa de confiança do imperador, o sátrapa.
Assim como Ciro, Dario deixou boa parte da administração nas mãos de lideranças locais e permitiu que os povos mantivessem sua religião e seus costumes. Isso conquistava a simpatia dos conquistados.
Mas Dario não confiava cegamente: tinha um rígido sistema de vigilância. Se ficasse provado que um sátrapa usava mal o cargo, ele era executado.
Exemplos
Comparação simples: as satrapias eram como os estados de um país, e os sátrapas, como governadores nomeados pelo imperador — só que vigiados de perto por espiões do rei.
4.3Leis, tributos, estradas e moedas
Dario procurava interferir o mínimo possível na cultura dos povos conquistados. Ele mantinha o sistema judiciário local e, às vezes, apenas juntava as leis em um único código. Essa codificação das leis dava mais igualdade jurídica e agradava as populações.
Os tributos (impostos pagos ao império) também mudaram. Antes, cada reino pagava de forma aleatória, muitas vezes sem ter condições. Dario mandou funcionários levantarem as reais condições de cada lugar e só depois definiu quanto e o que cada região deveria pagar. Isso enriqueceu o império.
Para ligar as partes do império, Dario construiu uma grande rede de estradas, com hospedarias para viajantes e um serviço de correios rápido. Assim as notícias e o exército circulavam melhor.
Dario ainda adotou a cunhagem de moedas dos lídios (povo dominado) e unificou pesos e medidas, o que facilitou o comércio e aumentou o controle do governo sobre as trocas.
Exemplos
Intercâmbio promovido por Dario: árvores frutíferas dos Montes Zagros (Irã) passaram a ser plantadas na Anatólia; o arroz indiano chegou à Mesopotâmia; o gergelim foi para o Egito; o pistache, para a Síria; alfafa, pombos e pavões foram levados para a Europa.
O dárico era a moeda de ouro dos persas, com a imagem do rei Dario segurando arco e flecha (cerca de 450 a.C.).
Dario inaugurou um canal de 145 km de comprimento e 45 m de largura ligando o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho, a partir do Egito. Foi o antecessor do Canal de Suez, aberto em 1869 (mais de 2 mil anos depois).
Medidas de Dario para governar o império
Medida
Para que servia
Divisão em 20 satrapias com sátrapas
Administrar melhor um território gigante
Respeito à religião e aos costumes locais
Ganhar apoio dos povos conquistados
Codificação das leis
Dar mais igualdade jurídica no império
Levantamento das condições locais para os tributos
Cobrar impostos mais justos e enriquecer o império
Rede de estradas, hospedarias e correios
Comunicação rápida e deslocamento do exército
Cunhagem de moedas e pesos e medidas únicos
Facilitar o comércio e controlar as trocas
Quatro capitais e palácios
Mostrar o poder e embelezar as sedes do governo
As quatro capitais do Império Persa
Capital
Pasárgada
Susa
Ecbátana
Persépolis
4.4Poder e publicidade: a imagem de Dario
Dario queria que todos vissem o que seu governo fazia. Por isso, usou imagens e obras como uma espécie de propaganda.
Antes, as imagens valorizavam os deuses e as figuras mitológicas. Dario mandou fazer imagens que destacavam ele mesmo como líder e administrador.
Dario morreu de causas naturais em 486 a.C. sem realizar um grande sonho: conquistar a Grécia. Depois dele, o império foi governado por seu filho Xerxes e outros sucessores, mas guerras e revoltas enfraqueceram tudo, até que Alexandre, o Grande, rei macedônico, conquistou o Império Persa.
Exemplos
Nos relevos do palácio de Persépolis aparecem povos como partas e báctrios levando oferendas ao rei Dario I. Isso mostrava a todos que muitos povos reconheciam o poder do imperador. Essas entregas costumavam acontecer no Ano-Novo persa, o Noruz, no primeiro dia da primavera — comemorado até hoje.
4.5Para ir além: o zoroastrismo
Os persas foram um dos primeiros povos monoteístas, isto é, que acreditavam em um único deus. Esse deus era Ahura Mazda, representante da luz e da verdade, criador do céu e da Terra.
Por volta de 1200 a.C., um profeta chamado Zaratustra (ou Zoroastro) fundou o zoroastrismo, religião baseada nesse deus único. Ela pregava a salvação para quem escolhesse uma vida justa e honrada.
Para os seguidores, quem fosse bom em vida teria uma boa vida depois da morte; quem fosse mau sofreria tormentos. Alguns estudiosos dizem que essa ideia de bem e mal ajudou na expansão persa: quem aceitava a dominação teria uma boa vida no além-túmulo; quem resistia sofreria.
Essa noção de "bem e mal" influenciou outras religiões e culturas e tem semelhanças com o judaísmo.
Exemplos
O símbolo do zoroastrismo é o faravahar, um disco solar alado, que aparece em relevos nas ruínas de Persépolis, no Irã.
5Os hebreus e o monoteísmo ético
Os hebreus eram um povo vindo da região da Mesopotâmia que falava uma língua semítica. Eles se dividiam em tribos que cresceram e formaram um reino.
Como precisavam de terras para plantar e de pasto para os rebanhos de ovelhas, viviam se deslocando de um lugar para outro.
A história desse povo está muito ligada à sua religião. No começo, quase tudo o que se sabia vinha da Bíblia, principalmente do Antigo Testamento. Hoje existem provas arqueológicas de várias partes da história hebraica, e o texto bíblico não é mais a única fonte.
Segundo o livro de Gênesis, os hebreus surgiram a partir dos patriarcas, chefes de família escolhidos por Deus para liderar os primeiros grupos ancestrais. Os três grandes patriarcas são Abraão, Isaque e Jacó.
Os três patriarcas
Patriarca
Quem era
Abraão
Saiu de Ur, na Mesopotâmia, rumo a Canaã, a "Terra Prometida"
Isaque
Filho de Abraão e Sara, o segundo patriarca
Jacó
Filho de Isaque; recebeu de Deus o nome Israel; seus 12 filhos homens teriam formado as tribos hebraicas
5.1De Ur a Canaã: a viagem de Abraão
Segundo a tradição, Abraão recebeu uma revelação de Deus: seus descendentes formariam um grande povo. Para isso, ele deveria deixar sua casa em Ur, na Mesopotâmia, e ir viver em Canaã.
Por volta dos séculos XIX ou XVIII a.C., esse grupo teria chegado à Palestina (região de Canaã), uma faixa estreita de terra entre o deserto da Síria e o Mar Mediterrâneo.
Ali se estabeleceram perto do Rio Jordão, cuidando de rebanhos e cultivando oliveiras (azeitonas), figueiras (figos) e videiras (uvas).
A palavra Israel pode ser traduzida do hebraico como "aquele que lutou com Deus". Segundo Gênesis, Deus apareceu em forma de homem a Jacó, lutou com ele a noite inteira, depois o abençoou e o chamou de Israel.
5.2A ida ao Egito e o Êxodo
Por causa de uma seca, os hebreus teriam saído da Palestina e fugido para o Egito por volta de 1700 a.C.. Lá acabaram escravizados pelos egípcios por cerca de 400 anos.
Durante esse tempo o povo cresceu muito, até conseguir escapar e voltar para Canaã. Essa fuga ficou conhecida como Êxodo, palavra que significa a partida de um povo de uma região para outra (é também o nome do segundo livro da Bíblia).
É a partir desse período, por volta do século XIII a.C., que existem registros arqueológicos dos hebreus na Palestina.
Exemplos
Linha do tempo dos hebreus: séc. XIX/XVIII a.C. – Abraão chega a Canaã; c. 1700 a.C. – fuga para o Egito por causa da seca; cerca de 400 anos de escravidão; séc. XIII a.C. – Êxodo e volta para Canaã.
5.3Para ir além: Moisés e o Êxodo
O livro de Êxodo conta que o faraó, com medo de uma rebelião, mandou matar todos os bebês hebreus. Nesse contexto nasceu Moisés, filho de Joquebede.
Para salvá-lo, a mãe o colocou numa cesta no Rio Nilo, perto de onde a filha do faraó se banhava. O menino foi encontrado, adotado e cresceu como príncipe no Egito.
Já adulto, Moisés foi para Midiã, onde Deus apareceu a ele na forma de uma planta que pegava fogo e não se queimava, e mandou que exigisse do faraó a libertação dos hebreus. O faraó recusou e, segundo o relato, dez pragas atingiram os egípcios até ele ceder.
O faraó se arrependeu e perseguiu os hebreus. Diante do Mar Vermelho, Moisés estendeu a mão e o mar se abriu; o povo passou e depois as águas se fecharam. Durante 40 anos de travessia do deserto, Moisés recebeu de Deus os Dez Mandamentos, leis seguidas pelos judeus até hoje. Ele morreu antes de entrar em Canaã.
Exemplos
A história de Moisés já virou filme: a animação O príncipe do Egito (1998), da DreamWorks, conta essa trajetória.
5.4Como viviam as tribos hebraicas
No começo, as tribos hebraicas tinham uma organização social comunitária: as terras eram de uso comum, ou seja, de todos, e não de uma pessoa só.
Durante boa parte da história hebraica, o povo era comandado por um juiz, que orientava e aconselhava a população nos momentos difíceis. Os juízes também eram líderes militares, políticos e religiosos.
Os hebreus acreditavam em um único deus: Iavé (ou Javé, ou Jeová), o mesmo que teria abençoado os patriarcas.
Mesmo assim, em momentos de dificuldade — guerras, doenças, colheitas ruins — eles muitas vezes adoravam deuses de outros povos. Com o tempo, o monoteísmo foi se firmando e virou o ponto central da cultura hebraica.
Organização hebraica antes do Reino de Israel
Aspecto
Como era
Social
Vida em tribos, terras de uso comum (comunitária)
Político
Comando de um juiz, que também era líder militar
Religioso
Crença em um único deus, Iavé (Javé/Jeová), mas com adoração ocasional a deuses de outros povos
6A religião une os hebreus: o Reino de Israel
A região onde os hebreus se instalaram vivia em conflito por causa das terras férteis. Nas guerras, povos com governos centralizados e grandes exércitos levavam vantagem. Organizados apenas em tribos, os hebreus sofriam pressão de egípcios e de povos da Mesopotâmia.
Entre eles existia a crença de que eram um povo escolhido por Javé para habitar Canaã, a "Terra Prometida". Isso criou um forte sentimento de identidade: aos poucos se viram como uma nação, e não só como tribos separadas.
Muita gente passou a pedir a união das tribos em um só reino. Foi assim que nasceu o Reino de Israel, e os hebreus passaram a ser chamados de israelitas.
O primeiro rei foi Saul. Depois vieram Davi e Salomão, que fortaleceram o reino.
Exemplos
Davi (c. 1005–966 a.C.) tomou a cidade de Jerusalém de outros povos e a transformou no maior centro religioso do reino. Ele também organizou o exército e ampliou o território. Até hoje Jerusalém é sagrada para várias religiões.
Salomão (c. 966–925 a.C.) quis mostrar o esplendor de Israel: incentivou o comércio, construiu palácios e fortificações e introduziu carros de combate no exército.
Os reis do Reino de Israel
Rei
Período aproximado
Principais feitos
Saul
por volta de 1005–1010 a.C.
Primeiro rei de Israel
Davi
1005 a.C. – 966 a.C.
Conquistou Jerusalém, organizou o exército, ampliou o território
Salomão
966 a.C. – 925 a.C.
Comércio, palácios, fortificações e carros de combate
6.1A divisão do reino e os profetas
Depois da morte de Salomão houve um conflito pelo poder e o reino se dividiu em dois. As tribos de Judá e Benjamim apoiaram Roboão, filho de Salomão, criando o Reino de Judá, ao sul. As outras tribos ficaram com o Reino de Israel, ao norte, tendo Jeroboão como rei.
A partir daí, a vida dos pobres piorou muito. Os ricos e poderosos cobravam impostos cada vez maiores, construíam palácios e se divertiam em festas.
Nesse cenário ganharam destaque os profetas. Eles existiam em várias culturas da Antiguidade e, segundo se acreditava, tinham o dom de explicar sonhos e visões, prever o futuro e falar com os deuses.
Entre os hebreus, os profetas serviram principalmente para criticar a injustiça social. Diziam que não bastava participar de cultos: era preciso praticar a justiça, ajudar o órfão, a viúva e os pobres, ser humilde e não aceitar subornos.
Exemplos
O profeta Amós criticou os poderosos assim: *"Vocês pisam no pobre e o forçam a dar-lhes o trigo... Vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais"*. Ele afirma que Deus não se agrada de festas religiosas e sacrifícios quando falta justiça.
O profeta Isaías dizia: "Ai dos que decretam leis injustas... para negarem justiça aos pobres". Esses textos mostram a época em que uma aristocracia enriquecia com o comércio e tomava as terras dos camponeses endividados.
A divisão do reino após Salomão
Reino
Localização
Tribos / rei
Fim
Reino de Judá
Sul
Judá e Benjamim, com Roboão
Conquistado pelos babilônios em 586 a.C.
Reino de Israel
Norte
Demais tribos, com Jeroboão
Dominado pelos assírios em 720 a.C.
6.2O judaísmo e o monoteísmo ético
Foram as pregações dos profetas que consolidaram a religião judaica no século VIII a.C. Assim nasceu o judaísmo, considerado a primeira religião monoteísta ética da história.
Isso quer dizer duas coisas ao mesmo tempo: acreditar em um único deus (monoteísmo) e defender preceitos morais e éticos, ou seja, regras de bom comportamento, como praticar a justiça, ser humilde e ajudar quem precisa.
Não bastava fazer sacrifícios e ir aos cultos: era preciso agir bem com as outras pessoas. Essa ideia influenciou grande parte das religiões que vieram depois, como o cristianismo e o islamismo.
O texto religioso central dos judeus é a Torá, o conjunto dos cinco livros (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Suas cópias, feitas à mão em rolos, são usadas nos cultos.
Exemplos
Segundo o historiador Jaime Pinsky, o grande legado dos hebreus foi "a concepção de um deus que não se satisfazia em ajudar os exércitos, mas que exigia um comportamento ético por parte de seus seguidores", preocupado com a exclusão social, a pobreza e a fome.
Monoteísmo x monoteísmo ético
Conceito
O que significa
Exemplo
Politeísmo
Crença em vários deuses
Egípcios, sumérios
Monoteísmo
Crença em um único deus
Zoroastrismo (Ahura Mazda)
Monoteísmo ético
Um único deus + regras morais de conduta para os fiéis
Judaísmo (Javé, Dez Mandamentos)
6.3A diáspora
O Reino de Israel durou até 720 a.C., quando foi dominado pelos assírios, povo da região central da Mesopotâmia. Muitos hebreus foram levados presos e escravizados para a Assíria — algo comum na época com os derrotados nas guerras.
O Reino de Judá foi conquistado pelos babilônios em 586 a.C., que levaram os hebreus escravizados para a Babilônia. Só os hebreus de Judá conseguiram manter sua cultura e voltar depois. Por isso o povo passou a ser chamado de judeus (a maioria vinha de Judá). Hoje "judeu" pode significar tanto um descendente dos hebreus quanto quem segue a religião judaica.
Os judeus só puderam voltar à Palestina depois de 539 a.C., quando Ciro, rei dos persas, conquistou a Mesopotâmia e permitiu o retorno, desde que pagassem tributos.
Séculos depois, os romanos invadiram a Palestina e, diante da violência, os hebreus se espalharam pelo mundo. Essa dispersão é a diáspora — a dispersão de um povo causada por perseguições políticas, religiosas ou étnicas. Eles voltaram a se reunir em 1948, quando a ONU criou o Estado de Israel; porém, os povos que já viviam ali não tiveram seu direito à terra considerado.
Exemplos
Sequência da diáspora: 720 a.C. – assírios dominam Israel; 586 a.C. – babilônios conquistam Judá e levam os hebreus para a Babilônia; 539 a.C. – Ciro, rei persa, permite o retorno; invasão romana – dispersão pelo mundo; 1948 – criação do Estado de Israel pela ONU.
Dominações sofridas pelos hebreus
Ano
Quem dominou
O que aconteceu
720 a.C.
Assírios
Fim do Reino de Israel; hebreus levados como escravizados
586 a.C.
Babilônios
Fim do Reino de Judá; escravidão na Babilônia
539 a.C.
Persas (Ciro)
Permissão para voltar à Palestina, pagando tributos
Séculos depois
Romanos
Violência e dispersão dos hebreus: a diáspora
1948
ONU
Criação do Estado de Israel na Palestina
6.4A identidade que resistiu ao tempo
Mesmo espalhados por várias regiões do mundo e separados uns dos outros, os judeus mantiveram um forte sentimento de identidade nacional e religiosa.
Isso só foi possível por causa da forte crença religiosa e da ideia de que a Palestina estava destinada a eles por vontade divina.
Até hoje a Palestina é uma região de disputas pela posse da terra. O principal confronto é entre judeus e palestinos, que reivindicam o direito de permanecer no território. Depois de 1948, as disputas aumentaram e já causaram várias guerras.
7Resumo final e revisão para a prova
Neste capítulo você estudou três povos do Oriente Médio e o que cada um deixou de herança para o mundo de hoje.
Guarde as três palavras-chave: alfabeto (fenícios), império e moedas (persas) e monoteísmo ético (hebreus).
As tabelas abaixo reúnem as datas e os nomes mais cobrados em provas. Leia cada linha em voz alta e tente lembrar o que significa antes de conferir.
Exemplos
Questão típica (UFPB): "o comércio marítimo marcou a presença histórica dos fenícios, que estabeleceram contatos com diversos povos ao longo da costa do Mar Mediterrâneo" — alternativa correta, porque a navegação foi a marca dos fenícios.
Questão típica (UFRGS): "os fenícios foram os criadores do alfabeto, posteriormente aperfeiçoado pelos gregos e latinos" — alternativa correta.
Questão típica (IFSUL): uma das principais cidades fundadas pelos fenícios foi Biblos (as outras opções, Jericó, Antioquia e Xian, não são fenícias).
Questão típica (IFSUL/UFAM): o Império Persa alcançou seu apogeu com Dario I, com fronteiras chegando ao Rio Indo, na Índia; e os persas desenvolveram o zoroastrismo e se expandiram a partir de Ciro, o Grande.
Quadro-resumo dos três povos
Item
Fenícios
Persas
Hebreus
Onde viviam
Faixa litorânea de Canaã (atual Líbano)
Planalto Iraniano (atual Irã)
Palestina / Canaã (região de Israel)
Economia
Comércio marítimo e artesanato
Agricultura, pastoreio, comércio e tributos
Pastoreio e agricultura
Política
Cidades-Estado autônomas com reis
Império com satrapias e sátrapas
Tribos com juízes; depois reino com reis
Religião
Politeísta, com clero poderoso
Zoroastrismo (Ahura Mazda), monoteísta
Judaísmo (Javé), monoteísmo ético
Maior legado
O alfabeto
Administração de império, estradas e moedas
Monoteísmo ético, base do cristianismo e do islamismo
Datas que caem na prova
Data
Acontecimento
Séc. XIII a.C.
Fenícios criam o alfabeto; Êxodo dos hebreus
814 a.C.
Fundação de Cartago
Séc. IX a.C.
Gregos adotam o alfabeto e acrescentam vogais
720 a.C.
Unificação dos medos; assírios dominam o Reino de Israel
Séc. VI a.C.
Ciro, o Grande, unifica os persas e cria o Império Persa
586 a.C.
Babilônios conquistam o Reino de Judá
539 a.C.
Ciro permite o retorno dos judeus à Palestina
486 a.C.
Morte de Dario
264–146 a.C.
Guerras Púnicas; Cartago é destruída por Roma
64 a.C.
Romanos dominam a Fenícia
1948
ONU cria o Estado de Israel
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Exercícios
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Os fenícios e o alfabeto
1Múltipla escolha
Antes do alfabeto, povos como os sumérios usavam pictogramas, ou seja, um sinal diferente para cada palavra ou ideia. Assinale a alternativa que explica por que escrever com pictogramas era mais difícil do que escrever com o alfabeto.
Resposta
Alternativa b) Porque era preciso decorar milhares de sinais, enquanto o alfabeto tem menos de 30 letras que combinamos entre si.
Resolução passo a passo
Primeiro, vamos entender a palavra-chave. Pictograma é um desenho que representa uma palavra ou uma ideia inteira. Ou seja: para cada coisa do mundo, era preciso um desenho diferente.
Agora pense no trabalho que isso dá. Se existem milhares de palavras, existem milhares de sinais para decorar. Só os escribas, que estudavam muitos anos, conseguiam escrever.
O alfabeto funciona de outro jeito: cada letra representa um som. Com poucas letras (o nosso tem 26) juntamos sons e formamos qualquer palavra, como em b + o + l + a = bola.
Por isso a resposta certa é a b. As outras estão erradas: os pictogramas não eram só de números (letra d), não eram escritos de trás para frente (letra c) e o material de escrita não era o problema (letra a).
2Dissertativo
Os fenícios viviam em uma região chamada Canaã, onde hoje fica o Líbano. Explique por que nem todos os cananeus eram chamados de fenícios e conte de onde, provavelmente, veio o nome fenício.
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Resposta
Cananeus era o nome de todos os povos que viviam em Canaã. Fenícios eram só uma parte deles: os que moravam nas cidades do litoral e viviam do comércio pelo mar. O nome fenício provavelmente veio dos gregos, da palavra phoinikes, que lembra a cor vermelho-púrpura da tinta famosa que esse povo fabricava e vendia.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender o território. Canaã era uma região da costa leste do Mediterrâneo, onde hoje ficam o Líbano e áreas vizinhas. Todos os moradores dessa região eram chamados de cananeus.
Passo 2: separar um grupo dentro do outro. Nem todo cananeu vivia do mar. Os que se instalaram nas cidades do litoral, como Tiro, Sídon e Biblos, se especializaram na navegação e no comércio. Esses ficaram conhecidos como fenícios.
Passo 3: explicar o nome. O nome não foi criado por eles mesmos, e sim pelos gregos. A palavra grega phoinikes está ligada à cor púrpura (um vermelho-arroxeado). Os fenícios fabricavam essa tinta a partir de um molusco do mar e a vendiam caríssimo.
Conclusão: cananeu é o nome geral do povo da região; fenício é o apelido dado pelos gregos ao grupo comerciante do litoral, por causa da tinta púrpura.
3Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O alfabeto fenício foi criado por volta do século XIII a.C.
b)O alfabeto fenício tinha vogais e consoantes desde o começo.
c)Os gregos adotaram o alfabeto fenício e acrescentaram as vogais por volta do século IX a.C.
d)Os romanos fizeram mudanças que levaram ao alfabeto que usamos hoje no mundo ocidental.
e)Os fenícios espalharam o alfabeto porque viajavam pelo Mediterrâneo fazendo comércio.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V — e) V
Resolução passo a passo
a) V. O alfabeto fenício surgiu por volta do século XIII a.C., a partir de escritas mais antigas usadas na região.
b) F. Esse é o pulo do gato: o alfabeto fenício tinha só consoantes. Quem lia precisava adivinhar as vogais pelo contexto, como se lêssemos csa e entendêssemos casa.
c) V. Os gregos pegaram o alfabeto dos fenícios (que eram grandes viajantes) e acrescentaram as vogais, por volta do século IX a.C.
d) V. Depois os romanos mudaram formas e acrescentaram letras. Desse alfabeto romano (latino) veio o que usamos hoje.
e) V. Os fenícios navegavam pelo Mediterrâneo comprando e vendendo. Junto com as mercadorias, levavam a escrita para outros povos.
4Calcule
O alfabeto fenício começou com 29 letras e depois foi reduzido para 22. Quantas letras foram retiradas? Depois, compare com o nosso alfabeto, que tem 26 letras: quantas letras o nosso alfabeto tem a mais do que o alfabeto fenício de 22 letras?
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Resposta
Foram retiradas 7 letras (29 − 22 = 7). E o nosso alfabeto tem 4 letras a mais que o alfabeto fenício de 22 letras (26 − 22 = 4).
Resolução passo a passo
Passo 1: primeira conta. O alfabeto começou com 29 letras e passou a ter 22. Para saber quantas sumiram, fazemos uma subtração:
29 − 22 = 7 letras retiradas.
Passo 2: segunda conta. Agora comparamos o nosso alfabeto (26 letras) com o fenício reduzido (22 letras):
26 − 22 = 4 letras a mais no nosso.
Passo 3: pensar no resultado. Mesmo com 22 letras, os fenícios conseguiam escrever tudo. Isso mostra a grande vantagem do alfabeto: poucos sinais que se combinam de muitos jeitos.
5Dissertativo
A palavra semita aparece no capítulo. O que ela significa? Cite dois idiomas semíticos citados no texto.
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Resposta
Semita é o nome dado aos povos que falam línguas aparentadas entre si, chamadas semíticas. O nome vem de Sem, um dos filhos de Noé, segundo a tradição bíblica. Dois idiomas semíticos citados no texto: o hebraico e o aramaico (o próprio fenício e o árabe também são semíticos).
Resolução passo a passo
Passo 1: de onde vem a palavra. Na Bíblia, Noé teve um filho chamado Sem. Estudiosos usaram esse nome para agrupar povos que falavam línguas parecidas: por isso o termo semita.
Passo 2: o que os une de verdade. O que aproxima esses povos não é a aparência, e sim a língua. Palavras e sons se repetem de um idioma para outro, mostrando que vieram de uma origem comum.
Passo 3: dar os exemplos. Entre os idiomas semíticos estão o fenício, o hebraico, o aramaico e o árabe. Para responder, basta citar dois deles, por exemplo hebraico e aramaico.
Dica: os fenícios eram um povo semita, e por isso o alfabeto deles se parecia com a escrita usada por outros povos vizinhos.
A expansão fenícia pelo Mediterrâneo
6Múltipla escolha
As cidades fenícias eram cidades-Estado. O que isso quer dizer?
Resposta
Alternativa b) Que cada cidade tinha seu próprio governo, com autonomia política e administrativa.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar as duas palavras. Cidade é o lugar onde as pessoas moram. Estado é a organização que governa, cobra impostos e faz leis.
Passo 2: juntar as duas. Uma cidade-Estado é uma cidade que funciona como um pequeno país: tem seu próprio rei, suas próprias leis e cuida do seu território ao redor.
Passo 3: aplicar aos fenícios. Tiro, Sídon e Biblos eram independentes umas das outras. Elas comerciavam juntas e às vezes se aliavam, mas nenhuma mandava nas outras.
Por isso a letra a está errada (não havia um rei único em Tiro), a c também (havia governo, e não era egípcio) e a d igualmente (o povo em geral não governava; quem mandava eram o rei e os comerciantes ricos).
7Calcule
Os fenícios ocupavam uma faixa de terra de cerca de 200 km de comprimento por 40 km de largura. Calcule a área aproximada desse território em quilômetros quadrados. Em seguida, explique como o tamanho e o tipo do terreno ajudam a entender por que esse povo se dedicou ao mar.
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Resposta
A área era de aproximadamente 8.000 km² (200 km × 40 km). Era um território pequeno e cheio de montanhas, com pouca terra boa para plantar, mas com um litoral cheio de portos naturais. Por isso os fenícios buscaram no mar o que a terra não dava: comércio, viagens e novas fontes de riqueza.
Resolução passo a passo
Passo 1: a conta da área. A faixa de terra tem formato parecido com um retângulo. A área do retângulo é comprimento × largura:
200 km × 40 km = 8.000 km².
Passo 2: perceber que é pouco. Para comparar, muitos municípios brasileiros sozinhos têm mais terra que isso. E boa parte desse espaço era ocupada pelas montanhas do Líbano.
Passo 3: ligar a geografia à história. Com pouca planície, era difícil viver só da agricultura. Mas o litoral tinha baías protegidas, ótimas para portos, e as montanhas tinham o cedro, madeira excelente para construir navios.
Conclusão: terra pequena e difícil + mar fácil e madeira boa = um povo que virou navegador e comerciante.
8Dissertativo
A partir do século XIII a.C., povos como hebreus, filisteus e arameus ocuparam as regiões vizinhas à Fenícia. Explique qual foi a consequência disso para os fenícios e o que eles fizeram para continuar a se desenvolver.
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Resposta
Com hebreus, filisteus e arameus ocupando as regiões vizinhas, os fenícios ficaram cercados e não puderam crescer por terra. A saída foi crescer pelo mar: eles ampliaram a navegação, o comércio marítimo e fundaram feitorias e colônias por todo o Mediterrâneo.
Resolução passo a passo
Passo 1: imaginar a situação. A Fenícia já era uma faixa estreita de terra. A partir do século XIII a.C., os vizinhos ocuparam as terras em volta, como se fechassem uma porta.
Passo 2: qual era o problema. Sem espaço para plantar mais nem para ocupar novas áreas, a população não teria como sustentar seu crescimento apenas com o que a terra oferecia.
Passo 3: qual foi a solução. Os fenícios olharam para o outro lado: o Mediterrâneo. Construíram navios com o cedro das montanhas e passaram a comprar e vender entre povos distantes.
Passo 4: o resultado. Eles criaram pontos de apoio nas rotas (as feitorias), que depois viraram cidades e colônias, como Cartago. Assim ficaram ricos e conhecidos sem precisar de um grande território.
9Dissertativo
Descreva como era organizada a sociedade das cidades fenícias, citando quem estava no topo (quem governava e quem ajudava a governar) e quem formava a maior parte da população.
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Resposta
No topo estava o rei, que governava a cidade. Ele era apoiado (e também limitado) por um conselho formado pelos grandes comerciantes ricos e pelos sacerdotes. A maior parte da população era formada por gente comum: artesãos, marinheiros, pequenos comerciantes e camponeses. Havia ainda os escravizados, na base da sociedade.
Resolução passo a passo
Passo 1: começar de cima. Cada cidade-Estado fenícia tinha um rei. Ele cuidava do governo, das alianças e das cerimônias religiosas.
Passo 2: ver quem estava ao lado do rei. Como a cidade vivia do comércio, quem tinha navios e mercadorias tinha poder. Os comerciantes ricos formavam um conselho e participavam das decisões. Os sacerdotes também tinham prestígio.
Passo 3: olhar para a maioria. Abaixo deles ficava a maior parte do povo: quem fabricava vidro e tecidos, quem remava e navegava, quem plantava e quem vendia no mercado.
Passo 4: a base. Existiam ainda os escravizados, geralmente prisioneiros de guerra ou pessoas compradas no comércio, que não tinham direitos.
Conclusão: era uma sociedade desigual, comandada por reis e por uma elite de comerciantes.
10Múltipla escolha
Nas suas viagens comerciais, os fenícios vendiam e compravam produtos diferentes. Assinale a alternativa que traz apenas produtos que os fenícios ofereciam aos outros povos.
Resposta
Alternativa b) Cedro, linho, tecidos e objetos de vidro.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o que os fenícios produziam. Eles tinham a madeira de cedro das montanhas do Líbano, fabricavam vidro, teciam linho e tingiam tecidos com a famosa tinta púrpura.
Passo 2: eliminar as alternativas erradas. A letra a fala de ouro, cobre, estanho e ferro: esses metais eles compravam de outros povos.
Passo 3: continuar eliminando. A letra c cita alimentos (arroz, gergelim, pistache, alfafa) que aparecem ligados ao mundo persa, não à produção fenícia. A letra d cita coisas do Egito — e ninguém vende pirâmide nem múmia!
Conclusão: a única lista só com produtos oferecidos pelos fenícios é a b.
Colônias fenícias e Cartago
11Dissertativo
Explique o que eram as feitorias fundadas pelos fenícios e diga o que muitas delas se tornaram com o passar do tempo.
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Resposta
Feitorias eram entrepostos comerciais: pequenos postos criados na costa para os navios pararem, guardar mercadorias, reabastecer e trocar produtos com os povos locais. Com o tempo, muitas delas cresceram e se transformaram em colônias, isto é, cidades fenícias fora da Fenícia — como Cartago.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar na viagem. As viagens pelo Mediterrâneo eram longas. Os navios precisavam de lugares para descansar, buscar água, consertar o casco e guardar carga.
Passo 2: definir o termo. Esses pontos de apoio nas rotas eram as feitorias. Elas funcionavam como armazém, porto e mercado ao mesmo tempo.
Passo 3: ver o que acontece com o tempo. Onde muita gente para, muita gente fica. Famílias se instalavam, nasciam crianças, construíam casas e templos.
Passo 4: o resultado. A feitoria virava uma colônia, uma cidade nova com costumes fenícios. A mais poderosa delas foi Cartago, no norte da África.
12Múltipla escolha
Cartago foi a colônia fenícia mais poderosa. Onde ela ficava?
Resposta
Alternativa a) No norte da África, onde hoje está Túnis, capital da Tunísia.
Resolução passo a passo
Passo 1: localizar no mapa. Cartago ficava no norte do continente africano, bem na frente da Itália, num ponto ótimo para controlar o meio do Mediterrâneo.
Passo 2: ligar ao presente. Hoje, nesse lugar fica a cidade de Túnis, capital da Tunísia. As ruínas de Cartago podem ser visitadas ali até hoje.
Passo 3: conferir as outras opções. Cádis (letra b) e Ibiza (letra d) também tiveram presença fenícia, mas não eram Cartago. Trípoli (letra c) fica na Líbia, e também não é o caso.
Conclusão: a resposta certa é a a.
13Calcule
As Guerras Púnicas aconteceram entre 264 a.C. e 146 a.C. Calcule quantos anos durou esse período de conflitos. Depois, escreva quem eram os dois adversários e qual deles venceu.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As Guerras Púnicas duraram 118 anos (264 − 146 = 118). Os adversários eram Cartago e Roma, e quem venceu foi Roma, que destruiu Cartago em 146 a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender as datas antes de Cristo. Nos anos a.C., os números vão diminuindo com o passar do tempo: 264 a.C. é mais antigo que 146 a.C.
Passo 2: fazer a conta. Como as duas datas são a.C., basta subtrair a menor da maior:
264 − 146 = 118 anos.
Passo 3: dizer quem lutava. De um lado, Cartago, a rica colônia fenícia da África. Do outro, Roma, que crescia na Itália. O nome púnicas vem de punicus, palavra que os romanos usavam para dizer fenício.
Passo 4: o desfecho. Foram três guerras. No fim, em 146 a.C., Roma venceu e arrasou Cartago, tornando-se dona do Mediterrâneo.
14Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Cartago foi fundada em 814 a.C. por pessoas vindas da cidade de Tiro.
b)O exército de Cartago era permanente e formado só por cidadãos da cidade.
c)Os mercenários eram soldados que lutavam em troca de pagamento.
d)Os cartagineses usavam elefantes como armas de guerra.
e)No século IV a.C., Cartago passou a cunhar moedas no lugar de pagar com ouro.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V — e) V
Resolução passo a passo
a) V. A tradição conta que Cartago foi fundada em 814 a.C. por pessoas vindas de Tiro, uma das principais cidades fenícias.
b) F. O exército cartaginês não era formado só por cidadãos: era montado principalmente com mercenários contratados de vários povos.
c) V. Mercenário é justamente o soldado que luta por dinheiro, e não pela sua própria terra.
d) V. Os cartagineses usavam elefantes de guerra, que assustavam os inimigos e quebravam as linhas de combate.
e) V. No século IV a.C., Cartago começou a cunhar moedas, o que facilitava muito pagar tropas e fazer negócios.
15Dissertativo
A partir do século IX a.C., a Fenícia sofreu invasões de vários povos. Cite pelo menos três desses povos e diga quem dominou a Fenícia em 64 a.C., marcando o fim dessa civilização.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A Fenícia foi invadida, entre outros, por assírios, babilônios, persas e depois pelos gregos de Alexandre, o Grande. Em 64 a.C., os romanos dominaram a região, marcando o fim da civilização fenícia independente.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender por que a Fenícia foi tão atacada. Ela era rica, tinha portos excelentes e ficava no caminho entre a Ásia, a África e a Europa. Ou seja: era um prêmio cobiçado.
Passo 2: listar os invasores em ordem. A partir do século IX a.C. vieram os assírios; depois os babilônios; em seguida os persas; mais tarde os gregos comandados por Alexandre, o Grande, que tomou Tiro.
Passo 3: dizer o fim da história. Em 64 a.C., os romanos conquistaram a região e a transformaram em parte do seu império.
Conclusão: sem independência política, a civilização fenícia acabou — mas seu maior legado, o alfabeto, continuou vivo.
O império Hitita
16Múltipla escolha
Sobre os hititas, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Eram um povo de origem indo-europeia que ocupou a região da Anatólia, na atual Turquia.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a origem. Os hititas não eram semitas: eram um povo indo-europeu, ou seja, falavam uma língua da mesma família de idiomas que deu origem ao grego, ao latim e a muitas línguas da Europa e da Índia.
Passo 2: localizar o território. Eles se instalaram na Anatólia, a grande península onde hoje fica a Turquia.
Passo 3: eliminar as erradas. A letra a descreve os fenícios (semitas, litoral, alfabeto). A letra c erra ao dizer que nunca formaram império — eles formaram um império poderoso. A letra d confunde com os fenícios de Cartago.
Conclusão: a alternativa correta é a b.
17Dissertativo
Explique o que deu força ao exército hitita e permitiu a expansão do seu império. Depois, conte o que enfraqueceu esse povo no século XIII a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A força do exército hitita vinha do domínio do ferro (armas mais duras e resistentes) e do uso de carros de guerra leves puxados por cavalos, muito rápidos no combate. No século XIII a.C., o povo se enfraqueceu por causa das guerras constantes contra egípcios e assírios, das disputas internas pelo poder e das invasões de outros povos, entre eles os chamados povos do mar.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar na tecnologia. Naquela época, a maioria dos exércitos usava armas de bronze. Os hititas trabalhavam bem o ferro, que é mais duro. Isso dava vantagem em batalha.
Passo 2: pensar na velocidade. Eles também usavam carros de guerra puxados por cavalos, com espaço para o condutor e para o guerreiro. Era como ter uma tropa muito veloz atacando de surpresa.
Passo 3: entender a expansão. Com armas melhores e mais mobilidade, o império cresceu pela Anatólia e chegou à Síria, disputando terras com o Egito.
Passo 4: entender a queda. Guerrear sem parar custa caro e cansa. Somando as brigas internas pelo trono e as ondas de invasores do século XIII a.C., o império perdeu força e se desfez.
18Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)A capital do Império Hitita era Hattusa.
b)O império hitita chegou a se estender até a Babilônia.
c)Os hititas ocuparam a Anatólia por volta dos séculos XIX ou XVIII a.C.
d)O império hitita continuou forte até a chegada dos romanos.
Resposta
a) V — b) V — c) V — d) F
Resolução passo a passo
a) V. A capital do império era Hattusa, uma cidade fortificada na Anatólia, cheia de muralhas e templos.
b) V. Em uma de suas expansões, os hititas chegaram a atacar e alcançar a Babilônia, na Mesopotâmia.
c) V. Eles se estabeleceram na Anatólia por volta dos séculos XIX ou XVIII a.C., antes de formar o império.
d) F. O império hitita se enfraqueceu e acabou já no fim do século XIII a.C. e depois. Os romanos surgiriam como grande potência muito tempo depois, e não enfrentaram esse império.
Os persas e a formação do império
19Múltipla escolha
Os antigos persas viviam no Planalto Iraniano. Assinale a alternativa que descreve corretamente as tribos que ali se instalaram por volta de 2000 a.C.
Resposta
Alternativa b) Viviam da troca de produtos, do cultivo do trigo e da criação de ovelhas.
Resolução passo a passo
Passo 1: localizar o lugar. O Planalto Iraniano fica no interior da Ásia, longe do mar Mediterrâneo. É uma região alta, com montanhas e áreas secas.
Passo 2: pensar no modo de vida possível. Sem litoral, ninguém vive de pesca no Mediterrâneo nem de construir navios (por isso a letra a está errada).
Passo 3: lembrar o texto. As tribos que chegaram por volta de 2000 a.C. eram criadoras de animais, como ovelhas, plantavam trigo e faziam trocas de produtos entre si.
Passo 4: descartar o resto. Nenhum povo vive só de guerra sem produzir comida (letra c), e a tinta púrpura era coisa dos fenícios (letra d).
20Dissertativo
Explique o que era um clã e por que a existência de vários clãs dificultava a união dos povos do Planalto Iraniano.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Clã é um grupo de várias famílias que se consideram parentes, descendentes de um mesmo antepassado. Como cada clã tinha seu próprio chefe, seus costumes e seus interesses, era difícil que todos aceitassem obedecer a um único líder — e por isso havia rivalidades e disputas entre eles.
Resolução passo a passo
Passo 1: definir a palavra. Comece pela família. Junte várias famílias que dizem ter o mesmo avô ou antepassado distante: isso é um clã.
Passo 2: ver como o clã funciona. Cada clã tem um chefe, cuida dos seus rebanhos, das suas terras e resolve seus próprios problemas.
Passo 3: imaginar muitos clãs juntos. Se cada um manda em si mesmo, quem manda em todos? Ninguém quer perder poder para o vizinho. Aparecem então disputas por pastos, água e prestígio.
Passo 4: concluir. Por isso a união demorou. Ela só aconteceu quando líderes fortes, como os medos e depois Ciro, conseguiram reunir os clãs sob um só comando.
21Dissertativo
Qual foi a importância de Ciro, o Grande, para a formação do Império Persa? Em sua resposta, cite a cidade que ele escolheu como capital e o que aconteceu com os medos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ciro, o Grande uniu as tribos persas, derrotou os medos (que até então dominavam a região) e juntou medos e persas em um só reino. Em vez de humilhar os medos, ele os tratou como parceiros e deu cargos importantes a eles. Escolheu Pasárgada como capital e depois conquistou a Lídia e a Babilônia, formando o Império Persa.
Resolução passo a passo
Passo 1: situação inicial. Antes de Ciro, os persas eram vários grupos e ficavam sob o domínio dos medos, um povo vizinho e aparentado.
Passo 2: a virada. Ciro uniu as tribos persas e venceu o rei dos medos. Assim, quem antes obedecia passou a comandar.
Passo 3: a atitude inteligente. Ele não destruiu o povo derrotado. Os medos continuaram vivendo em suas terras e muitos ocuparam cargos no governo. Isso evitou revoltas e fortaleceu o novo reino.
Passo 4: a organização. Ciro fez de Pasárgada sua capital e seguiu conquistando: a Lídia (rica em ouro e moedas) e a Babilônia.
Conclusão: Ciro é considerado o fundador do Império Persa, tanto pelas conquistas quanto pelo jeito tolerante de governar.
22Múltipla escolha
Ciro conseguiu manter a paz em um império formado por muitos povos diferentes. Assinale a alternativa que apresenta uma atitude dele que ajudou nisso.
Resposta
Alternativa b) Permitiu que os povos conquistados continuassem com suas crenças e colocou líderes locais na administração.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar no problema de Ciro. Ele governava povos com línguas, deuses e costumes muito diferentes. Se tentasse apagar tudo isso, teria revoltas o tempo todo.
Passo 2: lembrar a solução dele. Ciro praticou a tolerância: cada povo podia manter sua religião e seus costumes, desde que obedecesse ao império e pagasse tributos.
Passo 3: lembrar um exemplo famoso. Foi Ciro quem permitiu que os judeus voltassem da Babilônia para suas terras e reconstruíssem seu templo.
Passo 4: eliminar as erradas. A letra a diz o contrário da tolerância; a c e a d falam de castigos e proibições que só criariam mais inimigos e menos riqueza.
23Calcule
Os medos foram unificados por volta de 720 a.C. e as tribos persas se unificaram em meados do século VI a.C. (por volta de 550 a.C.). Aproximadamente quantos anos separam esses dois acontecimentos?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Aproximadamente 170 anos (720 a.C. − 550 a.C. = 170).
Resolução passo a passo
Passo 1: organizar as datas. Unificação dos medos: por volta de 720 a.C. Unificação das tribos persas: por volta de 550 a.C.
Passo 2: lembrar a regra dos anos a.C. Quanto maior o número, mais antigo é o ano. Então 720 a.C. veio antes de 550 a.C.
Passo 3: subtrair. Como as duas datas são antes de Cristo:
720 − 550 = 170 anos.
Passo 4: interpretar. Ou seja, os medos se organizaram cerca de um século e meto e meio antes — quase 2 séculos antes dos persas. Isso ajuda a entender por que, no início, eram os medos que mandavam.
Dario e a administração do Império Persa
24Múltipla escolha
Para governar um território enorme, Dario dividiu o império em vinte províncias. Como se chamavam essas províncias e como eram chamados os administradores colocados nelas?
Resposta
Alternativa b) Satrapias e sátrapas.
Resolução passo a passo
Passo 1: guardar as duas palavras. As províncias do império se chamavam satrapias. Quem governava cada uma era o sátrapa.
Passo 2: entender a função. O sátrapa era como um governador: cobrava tributos, cuidava da ordem e obedecia ao imperador.
Passo 3: lembrar do controle. Dario enviava inspetores, apelidados de olhos e ouvidos do rei, para vigiar se os sátrapas estavam roubando ou se preparando para trair.
Passo 4: eliminar as outras. Cidades-Estado eram dos fenícios e gregos (a); feitorias e mercenários também aparecem na história fenícia (c); juízes eram líderes hebreus (d).
25Dissertativo
Explique como Dario mudou a cobrança de tributos no Império Persa e por que essa mudança foi considerada mais justa e também mais vantajosa para o governo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Antes, a cobrança era irregular: cada região pagava conforme a vontade de quem cobrava, o que gerava injustiças e revoltas. Dario mandou avaliar a riqueza e a produção de cada satrapia e fixou um valor certo de tributo para cada uma, pago em moedas ou produtos. Ficou mais justo, porque quem produzia mais pagava mais, e mais vantajoso para o governo, porque ele passou a saber exatamente quanto entraria nos cofres para planejar obras e exércitos.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a palavra. Tributo é o que os povos dominados pagavam ao império: dinheiro, animais, grãos, metais.
Passo 2: ver o problema antigo. Sem regra fixa, uma província pobre podia ser espremida e uma rica podia pagar pouco. Isso causava revolta e prejuízo.
Passo 3: ver a solução de Dario. Ele mediu a capacidade de cada satrapia e definiu um valor fixo, combinado antes. Cada região sabia quanto e quando pagar.
Passo 4: os dois lados do benefício. Para os povos, mais justiça: o valor era proporcional ao que a região produzia. Para o império, mais organização: dava para prever a arrecadação e planejar estradas, exército e construções.
Dica: essa ideia parece com os impostos de hoje, que também são calculados por regras.
26Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Dario mandou construir uma rede de estradas com hospedarias e um serviço de correios.
b)Dario incorporou a cunhagem de moedas dos lídios e unificou pesos e medidas.
c)Dario destruiu os sistemas judiciários locais e criou um único tribunal em Susa.
d)O império de Dario tinha quatro capitais: Pasárgada, Susa, Ecbátana e Persépolis.
e)Dario conseguiu realizar seu grande sonho de conquistar a Grécia.
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V — e) F
Resolução passo a passo
a) V. Dario mandou construir uma rede de estradas, com hospedarias para descanso e um serviço de correios com mensageiros que se revezavam.
b) V. Ele aproveitou a invenção dos lídios, a cunhagem de moedas, e unificou pesos e medidas, o que facilitou o comércio no império inteiro.
c) F. Ao contrário: Dario respeitou leis e costumes locais, mantendo formas de justiça já existentes em cada região.
d) V. O império teve quatro capitais: Pasárgada, Susa, Ecbátana e Persépolis, usadas em épocas e funções diferentes.
e) F. Dario não conquistou a Grécia. Seu exército foi derrotado pelos gregos na batalha de Maratona, em 490 a.C.
27Dissertativo
Dario enviava funcionários pelo império para promover trocas culturais, agrícolas e técnicas. Cite dois exemplos dessas trocas citados no capítulo e explique por que esse intercâmbio era bom para o império.
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Resposta
Exemplos: levar plantas e cultivos de uma região para outra (como o pistache, o gergelim e a alfafa) e espalhar técnicas de irrigação e de construção, além de reunir artistas e artesãos de vários povos nas obras de Persépolis. Esse intercâmbio era bom porque aumentava a produção de alimentos, enriquecia o império e aproximava povos tão diferentes, reduzindo o risco de revoltas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a ideia. Intercâmbio é troca. Dario enviava funcionários para observar o que havia de bom em cada canto do império e levar essa novidade para outros lugares.
Passo 2: exemplo agrícola. Plantas úteis viajavam. Assim, o pistache, o gergelim e a alfafa (usada para alimentar animais) passaram a ser cultivados em novas regiões.
Passo 3: exemplo técnico e cultural. Métodos de irrigação, estilos de arte e conhecimentos de construção também circulavam. O palácio de Persépolis foi feito com materiais e trabalhadores de muitos povos.
Passo 4: por que isso ajudava. Mais alimento e mais técnica = mais riqueza e mais tributos. E povos que trocam coisas se sentem parte de um mesmo mundo, o que dá unidade ao império.
28Dissertativo
No governo de Dario, as imagens produzidas mudaram: em vez de valorizar deuses e figuras mitológicas, passaram a destacar o imperador como líder e administrador. Explique por que se pode dizer que essas imagens funcionavam como uma espécie de propaganda do poder.
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Resposta
Porque essas imagens não eram feitas só para enfeitar: elas passavam uma mensagem. Ao mostrar Dario grande, calmo, no trono, recebendo os povos que traziam presentes, elas diziam a todos que o imperador era poderoso, justo e organizador. Como muita gente não sabia ler, as imagens funcionavam como uma propaganda do poder, ensinando o povo a respeitar e obedecer o rei.
Resolução passo a passo
Passo 1: perceber a mudança. Antes, a arte destacava deuses e mitos. No governo de Dario, o destaque passou a ser o imperador e sua administração.
Passo 2: observar os detalhes das cenas. Dario aparece maior que as outras figuras, sentado no trono, com fila de povos entregando tributos e presentes.
Passo 3: descobrir a mensagem escondida. Quem vê aquela cena entende, sem precisar de palavras: o rei está no centro de tudo e todos os povos o servem.
Passo 4: chamar isso pelo nome. Quando uma imagem é feita para convencer as pessoas de uma ideia, ela é propaganda. Hoje isso acontece na TV e na internet; naquela época, acontecia em relevos de pedra nos palácios.
29Calcule
O império de Dario tinha cerca de 8 milhões de quilômetros quadrados e cerca de 10 milhões de habitantes. O canal construído por ele ligava o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e tinha 145 km de comprimento. Sabendo que o Canal de Suez foi inaugurado em 1869, calcule aproximadamente quantos anos separam a obra de Dario (por volta de 500 a.C.) do Canal de Suez.
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Resposta
Aproximadamente 2.369 anos (500 + 1869), ou seja, cerca de 2.400 anos de diferença.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a linha do tempo. Uma data é antes de Cristo (500 a.C.) e a outra é depois de Cristo (1869). Quando isso acontece, nós somamos os dois números.
Passo 2: fazer a conta.
500 + 1869 = 2.369 anos.
Passo 3: arredondar para falar melhor. Podemos dizer que passaram cerca de 2.400 anos, ou quase 24 séculos.
Passo 4: refletir. Dario já tinha construído um canal de 145 km ligando o Mediterrâneo ao Mar Vermelho. A mesma ideia só voltaria a ser realizada, com máquinas modernas, mais de dois mil anos depois, com o Canal de Suez.
30Múltipla escolha
Sobre o zoroastrismo, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Foi fundada pelo profeta Zaratustra (ou Zoroastro) e tinha como deus único Ahura Mazda.
Resolução passo a passo
Passo 1: guardar os nomes. O zoroastrismo recebe esse nome por causa do profeta Zaratustra, chamado pelos gregos de Zoroastro.
Passo 2: lembrar o deus. O deus supremo, criador e ligado ao bem e à luz, era Ahura Mazda.
Passo 3: entender a ideia central. Essa religião ensina que existe uma luta entre o bem e o mal, e que cada pessoa escolhe de que lado ficar por seus pensamentos, palavras e ações.
Passo 4: descartar as erradas. Não era politeísta com centenas de deuses (a); não foi criada por Dario, que apenas a seguia (c); e a religião dos hebreus é o judaísmo, não o zoroastrismo (d).
Os hebreus: origem, patriarcas e Êxodo
31Múltipla escolha
Segundo o livro de Gênesis, quem foram os três grandes patriarcas da tradição hebraica?
Resposta
Alternativa b) Abraão, Isaque e Jacó.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a palavra. Patriarca quer dizer o pai fundador, o antepassado que dá origem a um povo.
Passo 2: lembrar a sequência do Gênesis. Primeiro Abraão, que teria saído de Ur rumo a Canaã. Depois seu filho Isaque. Depois o filho de Isaque, Jacó, que recebeu o nome de Israel.
Passo 3: eliminar as outras. Saul, Davi e Salomão foram reis, e não patriarcas (a). Moisés, Amós e Isaías são o libertador e profetas (c). Ciro, Cambises e Dario eram reis persas (d).
Conclusão: a alternativa correta é a b.
32Dissertativo
O texto bíblico já foi a principal fonte sobre a história dos hebreus, mas hoje não é mais a única. Explique por que os historiadores atualmente usam também outros tipos de fonte para estudar esse povo.
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Resposta
Porque a Bíblia é, antes de tudo, um texto religioso, escrito e reunido muitos séculos depois dos acontecimentos, com linguagem de fé e símbolos. Ela ajuda muito, mas os historiadores precisam comparar suas informações com outras fontes, como achados arqueológicos (ruínas, cerâmicas, inscrições) e documentos escritos por egípcios, assírios e babilônios. Assim é possível verificar o que realmente aconteceu.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o que é fonte histórica. Fonte é tudo o que traz informação sobre o passado: livros, cartas, ossos, moedas, ruínas, pinturas.
Passo 2: analisar a Bíblia como fonte. Ela conta a história do povo hebreu, mas foi escrita para transmitir a fé e foi organizada bem depois dos fatos narrados. Isso não a torna inútil — só exige cuidado.
Passo 3: entender o método do historiador. Historiadores cruzam fontes: comparam versões diferentes do mesmo acontecimento para ver o que se confirma.
Passo 4: dar exemplos. A arqueologia mostra onde havia aldeias e como as pessoas viviam. Documentos de outros povos, como a estela do faraó Merneptá, citam Israel e ajudam a datar os fatos.
Conclusão: usar várias fontes deixa o conhecimento mais seguro.
33Dissertativo
Explique o que foi o Êxodo na história dos hebreus, dizendo de onde e para onde esse povo se deslocou.
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Resposta
O Êxodo foi a saída dos hebreus do Egito, onde viviam escravizados, em direção a Canaã, a chamada Terra Prometida. Segundo a tradição, essa fuga foi liderada por Moisés, e o povo teria vagado cerca de 40 anos pelo deserto até chegar ao seu destino.
Resolução passo a passo
Passo 1: traduzir a palavra. Êxodo significa saída. Já ajuda a lembrar o que aconteceu.
Passo 2: dizer de onde saíram. Os hebreus tinham ido para o Egito por volta de 1700 a.C., provavelmente por causa da fome e da seca. Com o tempo, foram escravizados pelos egípcios.
Passo 3: dizer para onde foram. Eles partiram de volta para Canaã, a terra dos seus antepassados, prometida a Abraão segundo a tradição.
Passo 4: quem liderou. Moisés conduziu o povo. A tradição fala da travessia do mar e dos Dez Mandamentos, recebidos no monte Sinai durante a caminhada.
34Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Abraão teria saído de Ur, na Mesopotâmia, para viver em Canaã.
b)O nome Israel foi dado a Jacó e pode ser traduzido como "aquele que lutou com Deus".
c)Os hebreus foram para o Egito por volta de 1700 a.C., provavelmente fugindo da seca.
d)Os doze filhos homens de Jacó teriam formado as tribos dos hebreus.
e)Moisés entrou em Canaã junto com o povo hebreu e governou a Terra Prometida.
Resposta
a) V — b) V — c) V — d) V — e) F
Resolução passo a passo
a) V. Segundo o Gênesis, Abraão saiu de Ur, cidade da Mesopotâmia, e foi viver em Canaã.
b) V. Jacó recebeu o nome de Israel, que costuma ser traduzido como aquele que lutou com Deus.
c) V. Os hebreus teriam ido para o Egito por volta de 1700 a.C., fugindo da seca e da falta de alimentos.
d) V. Os doze filhos homens de Jacó teriam dado origem às doze tribos de Israel.
e) F. Pela tradição, Moisés morreu antes de entrar em Canaã. Quem conduziu o povo para dentro da Terra Prometida foi Josué.
35Dissertativo
Antes da criação do Reino de Israel, como os hebreus se organizavam? Fale sobre o uso das terras e sobre a figura do juiz, explicando quais funções ele exercia.
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Resposta
Antes do reino, os hebreus viviam divididos em tribos, cada uma com suas famílias. As terras eram de uso coletivo, ou seja, pertenciam à tribo e não a uma pessoa só. À frente de cada grupo aparecia o juiz: um líder respeitado que comandava os guerreiros na hora do perigo, resolvia conflitos entre as pessoas e também tinha autoridade religiosa. Exemplos: Sansão, Débora e Gideão.
Resolução passo a passo
Passo 1: ver a organização social. Não havia rei nem capital. Havia tribos aparentadas, que se ajudavam quando surgia um inimigo comum.
Passo 2: entender a terra. A terra era da coletividade, repartida entre as famílias da tribo para plantar e criar animais. Ninguém era dono absoluto do território.
Passo 3: conhecer a figura do juiz. Juiz, aqui, não é como o juiz de hoje que só decide processos. Ele acumulava funções: chefe militar, conciliador de brigas e líder religioso.
Passo 4: como ele chegava ao cargo. Não era por herança. Ele surgia pelo prestígio, pela coragem ou por ser considerado inspirado por Deus.
Conclusão: era uma organização mais simples e descentralizada, que só mudou com a ameaça dos filisteus e a criação da monarquia.
36Calcule
De acordo com o texto, os hebreus teriam ficado escravizados no Egito por cerca de 400 anos, chegando lá por volta de 1700 a.C. Em que século aproximadamente teria acontecido a fuga? Confira sua resposta com a informação do capítulo sobre o século em que aparecem os primeiros registros arqueológicos dos hebreus na Palestina.
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Resposta
A fuga teria acontecido por volta de 1300 a.C., ou seja, no século XIII a.C. (1700 − 400 = 1300). Isso combina com a informação do capítulo de que os primeiros registros arqueológicos dos hebreus na Palestina são justamente do século XIII a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1: anotar os dados. Chegada ao Egito: por volta de 1700 a.C. Tempo de escravidão: cerca de 400 anos.
Passo 2: fazer a conta lembrando da regra a.C. Como o tempo passa e os números diminuem antes de Cristo, subtraímos:
1700 − 400 = 1300 a.C.
Passo 3: transformar em século. Os anos de 1400 a.C. a 1301 a.C. formam o século XIV a.C.; de 1300 a.C. a 1201 a.C., o século XIII a.C. Então 1300 a.C. está no começo do século XIII a.C.
Passo 4: conferir. O capítulo diz que os primeiros vestígios arqueológicos dos hebreus na Palestina aparecem no século XIII a.C. A conta e a arqueologia apontam para o mesmo período — ótimo sinal de que o cálculo faz sentido.
O Reino de Israel e o judaísmo
37Dissertativo
Explique por que as tribos hebraicas decidiram se unir e formar o Reino de Israel. Cite pelo menos duas razões apresentadas no capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As tribos se uniram principalmente por causa da ameaça dos filisteus e de outros povos vizinhos, que atacavam e disputavam as terras. Separadas, as tribos eram fracas. Além disso, era preciso ter um exército organizado e um governo central capaz de tomar decisões rápidas, defender o território e manter a ordem entre os grupos. Assim nasceu o Reino de Israel, com Saul como primeiro rei.
Resolução passo a passo
Passo 1: identificar o perigo. Os filisteus viviam no litoral, tinham armas de ferro e um exército forte. Eles pressionavam as tribos hebraicas.
Passo 2: comparar as forças. Cada tribo lutando sozinha, com seu juiz, perdia. Juntas, poderiam formar um exército muito maior.
Passo 3: pensar na organização. Um exército permanente precisa de comando único, de recursos e de alguém que decida por todos: daí a escolha de um rei.
Passo 4: citar outras razões. A união também ajudava a proteger as terras, evitar brigas entre as tribos e fortalecer a identidade comum do povo.
Conclusão: defesa + necessidade de um governo central = criação do Reino de Israel.
38Múltipla escolha
Relacione corretamente cada rei à sua principal ação, assinalando a alternativa certa.
Resposta
Alternativa a) Saul foi o primeiro rei; Davi tomou Jerusalém e organizou o exército; Salomão incentivou o comércio e construiu palácios.
Resolução passo a passo
Passo 1: colocar os reis em ordem. Primeiro Saul, depois Davi, depois Salomão. Essa sequência já elimina as letras b e c.
Passo 2: lembrar o feito de Davi. Ele conquistou Jerusalém e a transformou em capital política e religiosa, além de organizar o exército e ampliar o reino.
Passo 3: lembrar o feito de Salomão. Ele foi o rei do comércio e das grandes construções: palácios e o famoso Templo de Jerusalém.
Passo 4: conferir a letra d. Ela está toda trocada: Saul não construiu o Templo, os Dez Mandamentos estão ligados a Moisés e quem saiu do Egito com o povo também foi Moisés.
Conclusão: a única relação correta é a a.
39Dissertativo
Depois da morte de Salomão, o reino se dividiu. Escreva o nome dos dois reinos formados, indique qual ficava ao norte e qual ficava ao sul e diga quem foi reconhecido como rei em cada um deles.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Formaram-se o Reino de Israel, ao norte, com dez tribos, que reconheceram Jeroboão como rei; e o Reino de Judá, ao sul, com capital em Jerusalém, que reconheceu Roboão, filho de Salomão, como rei.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender o motivo da divisão. O reinado de Salomão trouxe obras caras, impostos altos e trabalhos obrigatórios. Muitas tribos ficaram descontentes.
Passo 2: ver o que aconteceu na sucessão. Depois da morte de Salomão, seu filho Roboão não atendeu aos pedidos de aliviar os impostos. As tribos do norte se separaram.
Passo 3: nomear os dois reinos. Ao norte, o Reino de Israel, com dez tribos e liderado por Jeroboão. Ao sul, o Reino de Judá, com Jerusalém, liderado por Roboão.
Passo 4: guardar a consequência. Divididos, os dois reinos ficaram mais fracos e acabaram conquistados: Israel pelos assírios (720 a.C.) e Judá pelos babilônicos (586 a.C.).
40Dissertativo
Quem eram os profetas na sociedade hebraica e qual foi o papel deles na consolidação do judaísmo? Em sua resposta, cite exemplos de atitudes que eles cobravam do povo.
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Resposta
Os profetas eram homens que se apresentavam como porta-vozes de Deus, falando em nome de Javé. Eles criticavam com dureza a injustiça e a adoração de outros deuses. Cobravam do povo e dos reis atitudes como: praticar a justiça, não explorar os pobres, cuidar de viúvas e órfãos, não aceitar suborno e ser fiel a um único Deus. Com isso, ajudaram a consolidar o judaísmo como religião monoteísta e ética.
Resolução passo a passo
Passo 1: definir o termo. Profeta é aquele que fala em nome de Deus, transmitindo uma mensagem ao povo. Exemplos: Amós, Isaías, Jeremias.
Passo 2: ver quando eles apareciam. Eles surgiam sobretudo em momentos de crise: reis injustos, ricos explorando pobres, povo adorando deuses de outras nações.
Passo 3: entender a cobrança. A mensagem central era: não basta oferecer sacrifícios e ir às festas religiosas. É preciso agir com justiça no dia a dia, tratando bem os mais fracos.
Passo 4: perceber a importância histórica. Ao repetirem que existe um só Deus e que Ele exige comportamento correto, os profetas fixaram as bases do monoteísmo ético do judaísmo.
41Múltipla escolha
Leia o trecho do profeta Amós: *"Vocês pisam no pobre e o forçam a dar-lhes o trigo. [...] Vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais."* Com base nele, assinale a alternativa que resume a mensagem do profeta.
Resposta
Alternativa b) Que não basta participar de cultos: é preciso praticar a justiça e não explorar os pobres.
Resolução passo a passo
Passo 1: ler com atenção o que Amós denuncia. Ele fala em pisar no pobre, tomar o trigo, receber suborno e impedir a justiça nos tribunais.
Passo 2: identificar o alvo da crítica. Todos esses exemplos são casos de injustiça social: os poderosos usando sua força contra quem tem menos.
Passo 3: tirar a conclusão. Se o profeta condena esses atos, a mensagem é que Deus quer justiça, e não apenas rituais bonitos.
Passo 4: eliminar as erradas. A letra a defende mais sacrifícios, justamente o que Amós considera insuficiente. A letra c inverte tudo. A letra d contraria a fidelidade a Javé que os profetas pregavam.
42Dissertativo
Explique com suas palavras o que significa dizer que o judaísmo foi a primeira religião monoteísta ética da história.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Significa que o judaísmo foi a primeira religião a juntar duas ideias: acreditar em um só Deus (monoteísmo) e afirmar que esse Deus exige das pessoas um comportamento justo e correto com o próximo (ética). Ou seja, agradar a Deus não é só fazer rituais e oferendas: é também não roubar, não mentir, não explorar os pobres e tratar todos com justiça.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar as duas palavras. Monoteísta vem de mono (um) + teo (deus): crença em um único Deus. Para os hebreus, esse Deus é Javé.
Passo 2: entender ética. Ética tem a ver com o modo certo de agir com as outras pessoas: honestidade, respeito, justiça.
Passo 3: juntar as ideias. Em muitas religiões antigas, bastava oferecer sacrifícios para agradar os deuses. No judaísmo, Deus também cobra a conduta de cada um no dia a dia.
Passo 4: lembrar o exemplo. Os Dez Mandamentos e as falas dos profetas mostram isso: não matarás, não roubarás, cuide do pobre, da viúva e do órfão.
Conclusão: fé e comportamento correto passaram a andar juntos — uma novidade que influenciou o cristianismo e o islamismo.
A diáspora e a identidade judaica
43Múltipla escolha
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a ordem dos acontecimentos que levaram os hebreus a perder suas terras.
Resposta
Alternativa b) O Reino de Israel foi dominado pelos assírios em 720 a.C. e o Reino de Judá pelos babilônicos em 586 a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem estava no norte. O Reino de Israel ficava ao norte e caiu primeiro, diante dos assírios, em 720 a.C.
Passo 2: lembrar quem estava no sul. O Reino de Judá, ao sul, resistiu mais tempo, mas foi conquistado pelos babilônicos em 586 a.C., quando Jerusalém e o Templo foram destruídos.
Passo 3: conferir a ordem no tempo. 720 a.C. é anterior a 586 a.C. Logo, primeiro Israel, depois Judá — exatamente como diz a letra b (a letra a inverte os reinos).
Passo 4: descartar o resto. Os persas de Ciro, em 539 a.C., na verdade libertaram os judeus (c). E os fenícios nunca destruíram esses reinos (d).
44Dissertativo
Explique por que os hebreus passaram a ser conhecidos como judeus e diga os dois sentidos que essa palavra pode ter hoje.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Eles passaram a ser chamados de judeus porque os que mantiveram sua cultura e sua religião eram, principalmente, os habitantes do Reino de Judá. Hoje a palavra pode ter dois sentidos: indicar a pessoa que segue a religião judaica (o judaísmo) e indicar quem pertence ao povo judeu, por origem, história e cultura, mesmo que não seja religiosa.
Resolução passo a passo
Passo 1: achar a origem do nome. O nome vem do reino do sul, Judá. Quem era de lá era chamado de judeu.
Passo 2: entender por que esse nome venceu. As tribos do norte, dominadas pelos assírios, acabaram se misturando a outros povos. Já os de Judá, mesmo levados para a Babilônia, preservaram sua religião e seus costumes.
Passo 3: separar os dois sentidos atuais. Sentido religioso: quem pratica o judaísmo. Sentido cultural e de identidade: quem se reconhece como parte do povo judeu, por descendência e tradição.
Passo 4: concluir. Por isso existem pessoas judias que são religiosas e outras que se consideram judias apenas pela cultura e pela história familiar.
45Dissertativo
O que foi a diáspora? Explique também qual foi o papel da religião judaica para que esse povo, mesmo espalhado pelo mundo, mantivesse um sentimento de identidade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A diáspora foi a dispersão dos judeus, que saíram de sua terra e se espalharam por muitas regiões do mundo, sobretudo depois das conquistas babilônica e romana. Mesmo longe uns dos outros, eles mantiveram um forte sentimento de identidade por causa da religião: a leitura da Torá, as reuniões nas sinagogas, as festas, as regras alimentares e o costume de ensinar a tradição às crianças mantiveram o grupo unido pela fé e pela memória.
Resolução passo a passo
Passo 1: traduzir a palavra. Diáspora significa dispersão, espalhamento.
Passo 2: lembrar os fatos. Em 586 a.C., os babilônicos levaram parte do povo de Judá para a Babilônia. Séculos depois, com a dominação e a repressão dos romanos na Palestina, a dispersão aumentou muito.
Passo 3: perceber o problema. Um povo sem território costuma se misturar e desaparecer. Como os judeus continuaram sendo judeus?
Passo 4: descobrir a resposta. A religião funcionou como pátria portátil. A Torá, as orações, o sábado, as festas e as sinagogas (locais de reunião e estudo) mantinham vivos os mesmos costumes em qualquer lugar do mundo.
Conclusão: a fé e a tradição substituíram o território como base da identidade.
46Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Ciro, rei dos persas, permitiu que os judeus voltassem para suas terras depois de 539 a.C., desde que pagassem tributos.
b)Somente os hebreus do Reino de Israel conseguiram manter sua cultura e voltar às suas terras.
c)A dispersão dos hebreus se agravou depois da invasão dos romanos na Palestina.
d)O Estado de Israel foi criado pela ONU em 1948, na região da Palestina.
e)Na criação do Estado de Israel, o direito à terra dos povos que já viviam na região foi plenamente respeitado.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V — e) F
Resolução passo a passo
a) V. Depois de conquistar a Babilônia, Ciro permitiu que os judeus voltassem para suas terras e reconstruíssem o Templo, desde que pagassem tributos ao império.
b) F. Foi o contrário: quem conseguiu manter a cultura e retornar foi o povo do Reino de Judá. As tribos do norte (Israel) acabaram dispersas e misturadas a outros povos.
c) V. A dispersão se agravou muito com a dominação romana na Palestina e com a repressão às revoltas judaicas.
d) V. O Estado de Israel foi criado em 1948, após decisão da ONU, na região da Palestina.
e) F. O direito à terra dos povos que já viviam ali, especialmente os palestinos, não foi respeitado, e isso gerou conflitos que continuam até hoje.
47Calcule
O Reino de Judá foi conquistado pelos babilônicos em 586 a.C. e os judeus só puderam voltar à Palestina depois de 539 a.C. Quantos anos, aproximadamente, durou esse período longe de suas terras? Depois, calcule quantos anos se passaram entre 586 a.C. e a criação do Estado de Israel, em 1948.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O período longe das terras durou cerca de 47 anos (586 − 539 = 47). E entre 586 a.C. e 1948 se passaram 2.534 anos (586 + 1948).
Resolução passo a passo
Passo 1: primeira conta, com as duas datas a.C. Como 586 a.C. é mais antigo que 539 a.C., subtraímos:
586 − 539 = 47 anos.
Esse é o tempo aproximado do chamado cativeiro da Babilônia.
Passo 2: segunda conta, cruzando o ano 1. Uma data é a.C. e a outra é d.C. Nesse caso, somamos:
586 + 1948 = 2.534 anos.
Passo 3: interpretar os números. Quase meio século de exílio já foi muito tempo. E mais de 25 séculos separam a destruição de Jerusalém da criação do Estado de Israel.
Dica: sempre que uma data for a.C. e a outra d.C., some; se as duas forem a.C., subtraia.
Revisão geral e permanências históricas
48Dissertativo
O capítulo afirma que fenícios, persas e hebreus deixaram permanências históricas em nosso cotidiano. Cite uma contribuição de cada um desses três povos que ainda influencia a vida das pessoas hoje.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Fenícios: o alfabeto, base da escrita que usamos até hoje (além da navegação e do comércio marítimo). Persas: modelos de administração que ainda existem, como as estradas com serviço de correio, o uso de moedas padronizadas, pesos e medidas unificados e a tolerância religiosa. Hebreus: o monoteísmo ético do judaísmo, que influenciou o cristianismo e o islamismo e ajudou a formar valores de justiça presentes até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender o conceito. Permanência histórica é aquilo que veio do passado e continua presente na nossa vida.
Passo 2: pensar nos fenícios. Você está lendo esta frase graças a um sistema de letras que representa sons. Esse é o alfabeto, criado por eles e adaptado por gregos e romanos.
Passo 3: pensar nos persas. Correio, estradas ligando regiões distantes, moedas e medidas iguais para todos: tudo isso o Império Persa organizou e nós usamos até hoje.
Passo 4: pensar nos hebreus. A ideia de um só Deus que exige justiça com o próximo está no judaísmo e passou para o cristianismo e o islamismo, religiões seguidas por bilhões de pessoas.
49Múltipla escolha
Sobre os povos da Antiguidade estudados no capítulo, é correto afirmar que:
Resposta
Alternativa b) os fenícios se destacaram no comércio marítimo e criaram um alfabeto que foi adaptado por gregos e romanos.
Resolução passo a passo
Passo 1: testar a letra a. Quem formou um império do Egito à Índia foram os persas, não os hebreus. Errada.
Passo 2: testar a letra c. O alfabeto foi criação dos fenícios, não dos persas. Errada.
Passo 3: testar a letra d. Os hititas eram indo-europeus e viviam na Anatólia. Tiro, Sídon e Biblos eram cidades fenícias. Errada.
Passo 4: confirmar a letra b. Os fenícios realmente viveram do comércio marítimo e criaram o alfabeto, depois melhorado pelos gregos (que acrescentaram vogais) e pelos romanos. Correta.
50Dissertativo
Compare a forma de governar dos fenícios e a dos persas. Explique quais eram as diferenças entre a organização em cidades-Estado e a organização em um grande império com satrapias.
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Resposta
Os fenícios se organizavam em cidades-Estado: cada cidade (Tiro, Sídon, Biblos) tinha seu próprio rei, suas leis e seu governo, sem obedecer a um poder central. Já os persas formaram um grande império, com um imperador único no comando. Para governar um território enorme, Dario o dividiu em satrapias, províncias administradas por sátrapas que obedeciam ao rei e enviavam tributos. Assim, o poder fenício era pequeno e descentralizado, e o persa era vasto e centralizado.
Resolução passo a passo
Passo 1: comparar o tamanho. A Fenícia era uma faixa de cerca de 8.000 km². O Império Persa chegou a cerca de 8 milhões de km². São realidades muito diferentes.
Passo 2: comparar o comando. Entre os fenícios, cada cidade mandava em si mesma. Elas se aliavam por interesse comercial, mas nenhuma governava as outras.
Passo 3: ver a solução persa. Governar milhões de pessoas exige organização. Por isso Dario criou as satrapias, nomeou sátrapas e mandou inspetores para vigiá-los.
Passo 4: ver o que unia cada modelo. Os fenícios se uniam pelo comércio; o império persa se unia por exército, tributos, estradas, moeda e leis vindas de um poder central.
Conclusão: descentralização (fenícios) x centralização com províncias (persas).
51Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro ou F para falso. Depois, escolha uma afirmação falsa e explique o erro.
a)O maior legado dos hebreus foi a construção de um grande império militar.
b)Os persas foram um dos primeiros povos monoteístas da Antiguidade.
c)O judaísmo influenciou religiões que surgiram depois, como o cristianismo e o islamismo.
d)Os fenícios eram um povo semita que vivia na região onde hoje está o Líbano.
Resposta
a) F — b) V — c) V — d) V. Afirmação falsa escolhida: a letra a. O erro é dizer que o maior legado dos hebreus foi um grande império militar. Na verdade, os hebreus formaram um reino pequeno e por pouco tempo; seu maior legado foi religioso e cultural: o judaísmo, primeira religião monoteísta ética.
Resolução passo a passo
a) F. O Reino de Israel foi pequeno, durou pouco unido e logo se dividiu e foi conquistado. Os hebreus não construíram um império militar.
b) V. Os persas seguiam o zoroastrismo, que tinha Ahura Mazda como deus supremo. Por isso são lembrados entre os primeiros povos monoteístas.
c) V. O judaísmo influenciou diretamente o cristianismo e o islamismo, que também creem em um só Deus.
d) V. Os fenícios eram um povo semita e viviam no litoral onde hoje fica o Líbano.
Explicação da falsa (letra a): o legado hebreu não está em conquistas militares, e sim na religião. A ideia de um único Deus que exige justiça entre as pessoas atravessou os séculos e chegou até nós.
52Dissertativo
Consulte um mapa atual do Oriente Médio e o mapa do Império Persa do capítulo. Cite quatro países de hoje cujos territórios já fizeram parte do Império Persa, sendo pelo menos um da África, um da Europa e um da Ásia.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Exemplos de países atuais cujos territórios pertenceram ao Império Persa: Egito (África); Grécia ou Bulgária, na antiga região da Trácia (Europa); Turquia, Irã, Iraque, Israel, Síria, Afeganistão e Paquistão (Ásia). Uma resposta possível: Egito, Grécia, Turquia e Irã.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar a extensão do império. No mapa do capítulo, o Império Persa vai do rio Indo, no leste, até o Egito e o litoral do Mediterrâneo, no oeste.
Passo 2: encontrar a parte africana. O império conquistou o Egito, que fica na África. Esse é o exemplo africano.
Passo 3: encontrar a parte europeia. Os persas dominaram a região da Trácia e a Macedônia, no sudeste da Europa. Hoje esse espaço corresponde a áreas da Grécia e da Bulgária.
Passo 4: encontrar as partes asiáticas. O coração do império ficava na Ásia: Irã (antiga Pérsia), Turquia (Anatólia), Iraque (Mesopotâmia), Israel, Síria e mais a leste Afeganistão e Paquistão.
Passo 5: montar a resposta. Basta escolher quatro países, garantindo pelo menos um de cada continente pedido, por exemplo: Egito, Grécia, Turquia e Irã.
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No Oriente Médio (região onde hoje ficam Irã, Iraque, Líbano, Israel, Síria e outros países) surgiram três povos muito importantes da Antiguidade.
Os fenícios criaram o alfabeto. Os persas montaram um enorme império e espalharam o uso de moedas. Os hebreus criaram o judaísmo, a primeira religião monoteísta ética.
Essas heranças que continuam até hoje no nosso dia a dia são chamadas de permanências históricas.
Exemplo
Usar o alfabeto para escrever e pagar com dinheiro são permanências históricas desses povos.
2Os fenícios e o alfabeto
Antes do alfabeto, cada palavra ou ideia era representada por um desenho, o pictograma. A escrita suméria chegou a ter mais de dois mil sinais, e só os escribas conseguiam aprender.
O alfabeto mudou tudo: com menos de 30 letras, cada uma com um som, dá para escrever qualquer palavra. Por isso ele pode ser adaptado a qualquer idioma.
O alfabeto foi criado por volta do século XIII a.C. pelos fenícios, povo de origem semita que vivia em Canaã (onde hoje é o Líbano). Tinha 29 letras, depois reduzidas para 22, todas consoantes.
Como comerciavam pelo Mediterrâneo, os fenícios espalharam o alfabeto. Os gregos o adotaram no século IX a.C. e acrescentaram as vogais; depois os romanos fizeram novas mudanças, criando o alfabeto que usamos hoje.
Exemplo
O nome fenícios vem do grego phoinix (cor púrpura), pois eles vendiam tinta dessa cor para tecidos.
3A expansão fenícia pelo Mediterrâneo
Os fenícios viviam numa faixa estreita de terra (cerca de 200 km por 40 km) entre o mar e as montanhas do Líbano. Das montanhas tiravam o cedro, madeira nobre usada para construir navios.
Eles não tinham um governo único: cada cidade era uma cidade-Estado, ou seja, tinha autonomia política e administrativa. As principais foram Sídon, Biblos e Tiro.
A sociedade tinha um rei (monarca), uma aristocracia de comerciantes e donos de terra, um clero poderoso e, na maioria, camponeses, marinheiros e artesãos.
Cercados por outros povos, não podiam crescer para o interior e se dedicaram à navegação. Fundaram feitorias (centros comerciais no litoral) que viraram colônias, como Cádis, Ibiza e, a mais famosa, Cartago.
A partir do século IX a.C. sofreram invasões e, em 64 a.C., foram dominados pelos romanos.
Exemplo
Trocavam cedro, vidro, tecidos e marfim por ouro, cobre, estanho e ferro.
3.1Cartago
Fundada em 814 a.C. por gente de Tiro, no norte da África (atual Tunísia), tornou-se a maior e mais rica colônia fenícia. Seu exército era formado por mercenários (soldados pagos) e usava elefantes de guerra.
Cartago disputou o comércio do Mediterrâneo com Roma nas Guerras Púnicas (264 a.C.–146 a.C.) e acabou destruída.
4Os persas e seu grande império
Os persas vieram do Planalto Iraniano, na Ásia. Por volta de 2000 a.C. viviam ali tribos divididas em clãs (grupos de famílias com a mesma origem). Dois povos se destacaram: os medos e os persas.
Por volta de 720 a.C. os medos se unificaram sob um rei. Já os persas se uniram no século VI a.C. sob Ciro, o Grande, que fez de Susa sua capital, dominou os medos e criou o Império Persa (também chamado medo-persa).
4.1A expansão do Império
Ciro conquistou terras até o Rio Indo (a leste) e a Babilônia e a Anatólia (a oeste). Seu segredo para manter a paz foi a tolerância: deixava os povos conquistados com suas crenças e colocava líderes locais para administrar.
Depois de Ciro veio Cambises e, em seguida, Dario, com quem o império chegou ao tamanho máximo: cerca de 8 milhões de km² e 10 milhões de habitantes.
4.2O governo de Dario
Para governar um território enorme, Dario dividiu o império em vinte províncias, as satrapias, comandadas por administradores de confiança, os sátrapas. Um sistema de vigilância punia com a morte quem abusasse do cargo.
Dario manteve as leis e os costumes locais, mas organizou as leis em um só código. Também mediu as reais condições de cada região antes de cobrar tributos (impostos), o que tornou a cobrança mais justa e o império mais rico.
Ele construiu uma grande rede de estradas com hospedarias e correios, incentivou a troca de plantas e técnicas entre regiões, adotou a cunhagem de moedas dos lídios e unificou pesos e medidas. Morreu em 486 a.C.; mais tarde o império foi conquistado por Alexandre, o Grande.
Exemplo
A moeda de ouro persa se chamava dárico e trazia a imagem do rei Dario com arco e flecha.
4.3O zoroastrismo
Os persas foram um dos primeiros povos monoteístas (que creem em um só deus). Seu deus era Ahura Mazda, ligado à luz e à verdade.
Por volta de 1200 a.C., o profeta Zaratustra (Zoroastro) fundou o zoroastrismo, que prometia salvação a quem vivesse de forma justa. A ideia de luta entre o bem e o mal influenciou outras religiões.
5Os hebreus e o monoteísmo ético
Os hebreus vinham da Mesopotâmia, falavam uma língua semita e se dividiam em tribos que se mudavam sempre em busca de terra e pasto.
Muito do que se sabe deles veio da Bíblia, sobretudo do Antigo Testamento, mas hoje também existem provas arqueológicas.
Segundo o livro de Gênesis, tudo começou com os patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó. Abraão teria saído de Ur rumo a Canaã (Palestina), a "Terra Prometida". Jacó recebeu o nome Israel, e seus doze filhos formaram as tribos hebraicas.
Por causa da seca, os hebreus foram para o Egito por volta de 1700 a.C. e ficaram escravizados cerca de 400 anos. A fuga de volta a Canaã, no século XIII a.C., é o Êxodo, liderado por Moisés, que teria recebido de Deus os Dez Mandamentos.
Antes de terem rei, as terras eram de uso comum e o povo era guiado por um juiz, que era líder religioso, político e militar. Acreditavam em um único deus: Iavé (Javé ou Jeová).
5.1O Reino de Israel
A crença de serem o povo escolhido por Javé criou um sentimento de identidade e uniu as tribos no Reino de Israel. A partir daí os hebreus passaram a ser chamados de israelitas.
O primeiro rei foi Saul. Depois veio Davi, que tomou Jerusalém e a tornou o centro religioso do reino. Seu filho Salomão ampliou o comércio e construiu palácios e fortificações.
5.2O judaísmo e os profetas
Depois da morte de Salomão o reino se dividiu: Reino de Judá (sul) e Reino de Israel (norte). Os ricos cobravam impostos altos e os pobres sofriam.
Nesse cenário ganharam força os profetas, que criticavam as injustiças. Diziam que não bastava participar de cultos: era preciso praticar a justiça, ajudar o pobre, a viúva e o órfão, ser humilde e recusar suborno.
Assim nasceu o monoteísmo ético: crer em um só deus e, além disso, seguir regras morais de justiça e respeito. O judaísmo foi a primeira religião assim e influenciou o cristianismo e o islamismo. Seu livro básico é a Torá (os cinco primeiros livros).
Exemplo
O profeta Amós dizia que Deus não aceitaria as ofertas de quem oprimia os pobres.
5.3A diáspora
Em 720 a.C. os assírios dominaram o Reino de Israel. Em 586 a.C. os babilônios conquistaram o Reino de Judá e levaram o povo escravizado para a Babilônia.
Como os que mantiveram a cultura e voltaram vieram de Judá, os hebreus passaram a ser chamados de judeus. Eles puderam retornar depois de 539 a.C., quando Ciro, rei persa, permitiu, desde que pagassem tributos.
Séculos depois, os romanos invadiram a Palestina e os judeus se espalharam pelo mundo: essa dispersão é a diáspora. Mesmo separados, a religião manteve a identidade do povo. Em 1948 a ONU criou o Estado de Israel — sem considerar o direito à terra dos povos que já viviam ali, o que gera conflitos até hoje.
6Enquanto isso... o Império Hitita
Nos séculos XIX–XVIII a.C., os hititas, povo indo-europeu, ocuparam a Anatólia (atual Turquia) e formaram um grande império, com capital em Hattusa.
Sua força vinha do exército, com cavalaria e carros de guerra puxados por cavalos. No século XIII a.C. uma guerra civil enfraqueceu os hititas e o império acabou.
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Exercícios
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Os fenícios e o alfabeto
1Múltipla escolha
Antes do alfabeto, povos como os sumérios usavam pictogramas, ou seja, um sinal diferente para cada palavra ou ideia. Assinale a alternativa que explica por que escrever com pictogramas era mais difícil do que escrever com o alfabeto.
Resposta
Alternativa b) Porque era preciso decorar milhares de sinais, enquanto o alfabeto tem menos de 30 letras que combinamos entre si.
Resolução passo a passo
Primeiro, vamos entender a palavra-chave. Pictograma é um desenho que representa uma palavra ou uma ideia inteira. Ou seja: para cada coisa do mundo, era preciso um desenho diferente.
Agora pense no trabalho que isso dá. Se existem milhares de palavras, existem milhares de sinais para decorar. Só os escribas, que estudavam muitos anos, conseguiam escrever.
O alfabeto funciona de outro jeito: cada letra representa um som. Com poucas letras (o nosso tem 26) juntamos sons e formamos qualquer palavra, como em b + o + l + a = bola.
Por isso a resposta certa é a b. As outras estão erradas: os pictogramas não eram só de números (letra d), não eram escritos de trás para frente (letra c) e o material de escrita não era o problema (letra a).
2Dissertativo
Os fenícios viviam em uma região chamada Canaã, onde hoje fica o Líbano. Explique por que nem todos os cananeus eram chamados de fenícios e conte de onde, provavelmente, veio o nome fenício.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cananeus era o nome de todos os povos que viviam em Canaã. Fenícios eram só uma parte deles: os que moravam nas cidades do litoral e viviam do comércio pelo mar. O nome fenício provavelmente veio dos gregos, da palavra phoinikes, que lembra a cor vermelho-púrpura da tinta famosa que esse povo fabricava e vendia.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender o território. Canaã era uma região da costa leste do Mediterrâneo, onde hoje ficam o Líbano e áreas vizinhas. Todos os moradores dessa região eram chamados de cananeus.
Passo 2: separar um grupo dentro do outro. Nem todo cananeu vivia do mar. Os que se instalaram nas cidades do litoral, como Tiro, Sídon e Biblos, se especializaram na navegação e no comércio. Esses ficaram conhecidos como fenícios.
Passo 3: explicar o nome. O nome não foi criado por eles mesmos, e sim pelos gregos. A palavra grega phoinikes está ligada à cor púrpura (um vermelho-arroxeado). Os fenícios fabricavam essa tinta a partir de um molusco do mar e a vendiam caríssimo.
Conclusão: cananeu é o nome geral do povo da região; fenício é o apelido dado pelos gregos ao grupo comerciante do litoral, por causa da tinta púrpura.
3Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O alfabeto fenício foi criado por volta do século XIII a.C.
b)O alfabeto fenício tinha vogais e consoantes desde o começo.
c)Os gregos adotaram o alfabeto fenício e acrescentaram as vogais por volta do século IX a.C.
d)Os romanos fizeram mudanças que levaram ao alfabeto que usamos hoje no mundo ocidental.
e)Os fenícios espalharam o alfabeto porque viajavam pelo Mediterrâneo fazendo comércio.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V — e) V
Resolução passo a passo
a) V. O alfabeto fenício surgiu por volta do século XIII a.C., a partir de escritas mais antigas usadas na região.
b) F. Esse é o pulo do gato: o alfabeto fenício tinha só consoantes. Quem lia precisava adivinhar as vogais pelo contexto, como se lêssemos csa e entendêssemos casa.
c) V. Os gregos pegaram o alfabeto dos fenícios (que eram grandes viajantes) e acrescentaram as vogais, por volta do século IX a.C.
d) V. Depois os romanos mudaram formas e acrescentaram letras. Desse alfabeto romano (latino) veio o que usamos hoje.
e) V. Os fenícios navegavam pelo Mediterrâneo comprando e vendendo. Junto com as mercadorias, levavam a escrita para outros povos.
A expansão fenícia pelo Mediterrâneo
4Múltipla escolha
As cidades fenícias eram cidades-Estado. O que isso quer dizer?
Resposta
Alternativa b) Que cada cidade tinha seu próprio governo, com autonomia política e administrativa.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar as duas palavras. Cidade é o lugar onde as pessoas moram. Estado é a organização que governa, cobra impostos e faz leis.
Passo 2: juntar as duas. Uma cidade-Estado é uma cidade que funciona como um pequeno país: tem seu próprio rei, suas próprias leis e cuida do seu território ao redor.
Passo 3: aplicar aos fenícios. Tiro, Sídon e Biblos eram independentes umas das outras. Elas comerciavam juntas e às vezes se aliavam, mas nenhuma mandava nas outras.
Por isso a letra a está errada (não havia um rei único em Tiro), a c também (havia governo, e não era egípcio) e a d igualmente (o povo em geral não governava; quem mandava eram o rei e os comerciantes ricos).
5Calcule
Os fenícios ocupavam uma faixa de terra de cerca de 200 km de comprimento por 40 km de largura. Calcule a área aproximada desse território em quilômetros quadrados. Em seguida, explique como o tamanho e o tipo do terreno ajudam a entender por que esse povo se dedicou ao mar.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A área era de aproximadamente 8.000 km² (200 km × 40 km). Era um território pequeno e cheio de montanhas, com pouca terra boa para plantar, mas com um litoral cheio de portos naturais. Por isso os fenícios buscaram no mar o que a terra não dava: comércio, viagens e novas fontes de riqueza.
Resolução passo a passo
Passo 1: a conta da área. A faixa de terra tem formato parecido com um retângulo. A área do retângulo é comprimento × largura:
200 km × 40 km = 8.000 km².
Passo 2: perceber que é pouco. Para comparar, muitos municípios brasileiros sozinhos têm mais terra que isso. E boa parte desse espaço era ocupada pelas montanhas do Líbano.
Passo 3: ligar a geografia à história. Com pouca planície, era difícil viver só da agricultura. Mas o litoral tinha baías protegidas, ótimas para portos, e as montanhas tinham o cedro, madeira excelente para construir navios.
Conclusão: terra pequena e difícil + mar fácil e madeira boa = um povo que virou navegador e comerciante.
6Múltipla escolha
Nas suas viagens comerciais, os fenícios vendiam e compravam produtos diferentes. Assinale a alternativa que traz apenas produtos que os fenícios ofereciam aos outros povos.
Resposta
Alternativa b) Cedro, linho, tecidos e objetos de vidro.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o que os fenícios produziam. Eles tinham a madeira de cedro das montanhas do Líbano, fabricavam vidro, teciam linho e tingiam tecidos com a famosa tinta púrpura.
Passo 2: eliminar as alternativas erradas. A letra a fala de ouro, cobre, estanho e ferro: esses metais eles compravam de outros povos.
Passo 3: continuar eliminando. A letra c cita alimentos (arroz, gergelim, pistache, alfafa) que aparecem ligados ao mundo persa, não à produção fenícia. A letra d cita coisas do Egito — e ninguém vende pirâmide nem múmia!
Conclusão: a única lista só com produtos oferecidos pelos fenícios é a b.
Colônias fenícias e Cartago
7Dissertativo
Explique o que eram as feitorias fundadas pelos fenícios e diga o que muitas delas se tornaram com o passar do tempo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Feitorias eram entrepostos comerciais: pequenos postos criados na costa para os navios pararem, guardar mercadorias, reabastecer e trocar produtos com os povos locais. Com o tempo, muitas delas cresceram e se transformaram em colônias, isto é, cidades fenícias fora da Fenícia — como Cartago.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar na viagem. As viagens pelo Mediterrâneo eram longas. Os navios precisavam de lugares para descansar, buscar água, consertar o casco e guardar carga.
Passo 2: definir o termo. Esses pontos de apoio nas rotas eram as feitorias. Elas funcionavam como armazém, porto e mercado ao mesmo tempo.
Passo 3: ver o que acontece com o tempo. Onde muita gente para, muita gente fica. Famílias se instalavam, nasciam crianças, construíam casas e templos.
Passo 4: o resultado. A feitoria virava uma colônia, uma cidade nova com costumes fenícios. A mais poderosa delas foi Cartago, no norte da África.
8Calcule
As Guerras Púnicas aconteceram entre 264 a.C. e 146 a.C. Calcule quantos anos durou esse período de conflitos. Depois, escreva quem eram os dois adversários e qual deles venceu.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As Guerras Púnicas duraram 118 anos (264 − 146 = 118). Os adversários eram Cartago e Roma, e quem venceu foi Roma, que destruiu Cartago em 146 a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender as datas antes de Cristo. Nos anos a.C., os números vão diminuindo com o passar do tempo: 264 a.C. é mais antigo que 146 a.C.
Passo 2: fazer a conta. Como as duas datas são a.C., basta subtrair a menor da maior:
264 − 146 = 118 anos.
Passo 3: dizer quem lutava. De um lado, Cartago, a rica colônia fenícia da África. Do outro, Roma, que crescia na Itália. O nome púnicas vem de punicus, palavra que os romanos usavam para dizer fenício.
Passo 4: o desfecho. Foram três guerras. No fim, em 146 a.C., Roma venceu e arrasou Cartago, tornando-se dona do Mediterrâneo.
9Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Cartago foi fundada em 814 a.C. por pessoas vindas da cidade de Tiro.
b)O exército de Cartago era permanente e formado só por cidadãos da cidade.
c)Os mercenários eram soldados que lutavam em troca de pagamento.
d)Os cartagineses usavam elefantes como armas de guerra.
e)No século IV a.C., Cartago passou a cunhar moedas no lugar de pagar com ouro.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V — e) V
Resolução passo a passo
a) V. A tradição conta que Cartago foi fundada em 814 a.C. por pessoas vindas de Tiro, uma das principais cidades fenícias.
b) F. O exército cartaginês não era formado só por cidadãos: era montado principalmente com mercenários contratados de vários povos.
c) V. Mercenário é justamente o soldado que luta por dinheiro, e não pela sua própria terra.
d) V. Os cartagineses usavam elefantes de guerra, que assustavam os inimigos e quebravam as linhas de combate.
e) V. No século IV a.C., Cartago começou a cunhar moedas, o que facilitava muito pagar tropas e fazer negócios.
O império Hitita
10Múltipla escolha
Sobre os hititas, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Eram um povo de origem indo-europeia que ocupou a região da Anatólia, na atual Turquia.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a origem. Os hititas não eram semitas: eram um povo indo-europeu, ou seja, falavam uma língua da mesma família de idiomas que deu origem ao grego, ao latim e a muitas línguas da Europa e da Índia.
Passo 2: localizar o território. Eles se instalaram na Anatólia, a grande península onde hoje fica a Turquia.
Passo 3: eliminar as erradas. A letra a descreve os fenícios (semitas, litoral, alfabeto). A letra c erra ao dizer que nunca formaram império — eles formaram um império poderoso. A letra d confunde com os fenícios de Cartago.
Conclusão: a alternativa correta é a b.
11Dissertativo
Explique o que deu força ao exército hitita e permitiu a expansão do seu império. Depois, conte o que enfraqueceu esse povo no século XIII a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A força do exército hitita vinha do domínio do ferro (armas mais duras e resistentes) e do uso de carros de guerra leves puxados por cavalos, muito rápidos no combate. No século XIII a.C., o povo se enfraqueceu por causa das guerras constantes contra egípcios e assírios, das disputas internas pelo poder e das invasões de outros povos, entre eles os chamados povos do mar.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar na tecnologia. Naquela época, a maioria dos exércitos usava armas de bronze. Os hititas trabalhavam bem o ferro, que é mais duro. Isso dava vantagem em batalha.
Passo 2: pensar na velocidade. Eles também usavam carros de guerra puxados por cavalos, com espaço para o condutor e para o guerreiro. Era como ter uma tropa muito veloz atacando de surpresa.
Passo 3: entender a expansão. Com armas melhores e mais mobilidade, o império cresceu pela Anatólia e chegou à Síria, disputando terras com o Egito.
Passo 4: entender a queda. Guerrear sem parar custa caro e cansa. Somando as brigas internas pelo trono e as ondas de invasores do século XIII a.C., o império perdeu força e se desfez.
Os persas e a formação do império
12Múltipla escolha
Os antigos persas viviam no Planalto Iraniano. Assinale a alternativa que descreve corretamente as tribos que ali se instalaram por volta de 2000 a.C.
Resposta
Alternativa b) Viviam da troca de produtos, do cultivo do trigo e da criação de ovelhas.
Resolução passo a passo
Passo 1: localizar o lugar. O Planalto Iraniano fica no interior da Ásia, longe do mar Mediterrâneo. É uma região alta, com montanhas e áreas secas.
Passo 2: pensar no modo de vida possível. Sem litoral, ninguém vive de pesca no Mediterrâneo nem de construir navios (por isso a letra a está errada).
Passo 3: lembrar o texto. As tribos que chegaram por volta de 2000 a.C. eram criadoras de animais, como ovelhas, plantavam trigo e faziam trocas de produtos entre si.
Passo 4: descartar o resto. Nenhum povo vive só de guerra sem produzir comida (letra c), e a tinta púrpura era coisa dos fenícios (letra d).
13Dissertativo
Qual foi a importância de Ciro, o Grande, para a formação do Império Persa? Em sua resposta, cite a cidade que ele escolheu como capital e o que aconteceu com os medos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ciro, o Grande uniu as tribos persas, derrotou os medos (que até então dominavam a região) e juntou medos e persas em um só reino. Em vez de humilhar os medos, ele os tratou como parceiros e deu cargos importantes a eles. Escolheu Pasárgada como capital e depois conquistou a Lídia e a Babilônia, formando o Império Persa.
Resolução passo a passo
Passo 1: situação inicial. Antes de Ciro, os persas eram vários grupos e ficavam sob o domínio dos medos, um povo vizinho e aparentado.
Passo 2: a virada. Ciro uniu as tribos persas e venceu o rei dos medos. Assim, quem antes obedecia passou a comandar.
Passo 3: a atitude inteligente. Ele não destruiu o povo derrotado. Os medos continuaram vivendo em suas terras e muitos ocuparam cargos no governo. Isso evitou revoltas e fortaleceu o novo reino.
Passo 4: a organização. Ciro fez de Pasárgada sua capital e seguiu conquistando: a Lídia (rica em ouro e moedas) e a Babilônia.
Conclusão: Ciro é considerado o fundador do Império Persa, tanto pelas conquistas quanto pelo jeito tolerante de governar.
14Múltipla escolha
Ciro conseguiu manter a paz em um império formado por muitos povos diferentes. Assinale a alternativa que apresenta uma atitude dele que ajudou nisso.
Resposta
Alternativa b) Permitiu que os povos conquistados continuassem com suas crenças e colocou líderes locais na administração.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar no problema de Ciro. Ele governava povos com línguas, deuses e costumes muito diferentes. Se tentasse apagar tudo isso, teria revoltas o tempo todo.
Passo 2: lembrar a solução dele. Ciro praticou a tolerância: cada povo podia manter sua religião e seus costumes, desde que obedecesse ao império e pagasse tributos.
Passo 3: lembrar um exemplo famoso. Foi Ciro quem permitiu que os judeus voltassem da Babilônia para suas terras e reconstruíssem seu templo.
Passo 4: eliminar as erradas. A letra a diz o contrário da tolerância; a c e a d falam de castigos e proibições que só criariam mais inimigos e menos riqueza.
Dario e a administração do Império Persa
15Múltipla escolha
Para governar um território enorme, Dario dividiu o império em vinte províncias. Como se chamavam essas províncias e como eram chamados os administradores colocados nelas?
Resposta
Alternativa b) Satrapias e sátrapas.
Resolução passo a passo
Passo 1: guardar as duas palavras. As províncias do império se chamavam satrapias. Quem governava cada uma era o sátrapa.
Passo 2: entender a função. O sátrapa era como um governador: cobrava tributos, cuidava da ordem e obedecia ao imperador.
Passo 3: lembrar do controle. Dario enviava inspetores, apelidados de olhos e ouvidos do rei, para vigiar se os sátrapas estavam roubando ou se preparando para trair.
Passo 4: eliminar as outras. Cidades-Estado eram dos fenícios e gregos (a); feitorias e mercenários também aparecem na história fenícia (c); juízes eram líderes hebreus (d).
16Dissertativo
Explique como Dario mudou a cobrança de tributos no Império Persa e por que essa mudança foi considerada mais justa e também mais vantajosa para o governo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Antes, a cobrança era irregular: cada região pagava conforme a vontade de quem cobrava, o que gerava injustiças e revoltas. Dario mandou avaliar a riqueza e a produção de cada satrapia e fixou um valor certo de tributo para cada uma, pago em moedas ou produtos. Ficou mais justo, porque quem produzia mais pagava mais, e mais vantajoso para o governo, porque ele passou a saber exatamente quanto entraria nos cofres para planejar obras e exércitos.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a palavra. Tributo é o que os povos dominados pagavam ao império: dinheiro, animais, grãos, metais.
Passo 2: ver o problema antigo. Sem regra fixa, uma província pobre podia ser espremida e uma rica podia pagar pouco. Isso causava revolta e prejuízo.
Passo 3: ver a solução de Dario. Ele mediu a capacidade de cada satrapia e definiu um valor fixo, combinado antes. Cada região sabia quanto e quando pagar.
Passo 4: os dois lados do benefício. Para os povos, mais justiça: o valor era proporcional ao que a região produzia. Para o império, mais organização: dava para prever a arrecadação e planejar estradas, exército e construções.
Dica: essa ideia parece com os impostos de hoje, que também são calculados por regras.
17Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Dario mandou construir uma rede de estradas com hospedarias e um serviço de correios.
b)Dario incorporou a cunhagem de moedas dos lídios e unificou pesos e medidas.
c)Dario destruiu os sistemas judiciários locais e criou um único tribunal em Susa.
d)O império de Dario tinha quatro capitais: Pasárgada, Susa, Ecbátana e Persépolis.
e)Dario conseguiu realizar seu grande sonho de conquistar a Grécia.
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V — e) F
Resolução passo a passo
a) V. Dario mandou construir uma rede de estradas, com hospedarias para descanso e um serviço de correios com mensageiros que se revezavam.
b) V. Ele aproveitou a invenção dos lídios, a cunhagem de moedas, e unificou pesos e medidas, o que facilitou o comércio no império inteiro.
c) F. Ao contrário: Dario respeitou leis e costumes locais, mantendo formas de justiça já existentes em cada região.
d) V. O império teve quatro capitais: Pasárgada, Susa, Ecbátana e Persépolis, usadas em épocas e funções diferentes.
e) F. Dario não conquistou a Grécia. Seu exército foi derrotado pelos gregos na batalha de Maratona, em 490 a.C.
18Múltipla escolha
Sobre o zoroastrismo, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Foi fundada pelo profeta Zaratustra (ou Zoroastro) e tinha como deus único Ahura Mazda.
Resolução passo a passo
Passo 1: guardar os nomes. O zoroastrismo recebe esse nome por causa do profeta Zaratustra, chamado pelos gregos de Zoroastro.
Passo 2: lembrar o deus. O deus supremo, criador e ligado ao bem e à luz, era Ahura Mazda.
Passo 3: entender a ideia central. Essa religião ensina que existe uma luta entre o bem e o mal, e que cada pessoa escolhe de que lado ficar por seus pensamentos, palavras e ações.
Passo 4: descartar as erradas. Não era politeísta com centenas de deuses (a); não foi criada por Dario, que apenas a seguia (c); e a religião dos hebreus é o judaísmo, não o zoroastrismo (d).
Os hebreus: origem, patriarcas e Êxodo
19Múltipla escolha
Segundo o livro de Gênesis, quem foram os três grandes patriarcas da tradição hebraica?
Resposta
Alternativa b) Abraão, Isaque e Jacó.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a palavra. Patriarca quer dizer o pai fundador, o antepassado que dá origem a um povo.
Passo 2: lembrar a sequência do Gênesis. Primeiro Abraão, que teria saído de Ur rumo a Canaã. Depois seu filho Isaque. Depois o filho de Isaque, Jacó, que recebeu o nome de Israel.
Passo 3: eliminar as outras. Saul, Davi e Salomão foram reis, e não patriarcas (a). Moisés, Amós e Isaías são o libertador e profetas (c). Ciro, Cambises e Dario eram reis persas (d).
Conclusão: a alternativa correta é a b.
20Dissertativo
Explique o que foi o Êxodo na história dos hebreus, dizendo de onde e para onde esse povo se deslocou.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Êxodo foi a saída dos hebreus do Egito, onde viviam escravizados, em direção a Canaã, a chamada Terra Prometida. Segundo a tradição, essa fuga foi liderada por Moisés, e o povo teria vagado cerca de 40 anos pelo deserto até chegar ao seu destino.
Resolução passo a passo
Passo 1: traduzir a palavra. Êxodo significa saída. Já ajuda a lembrar o que aconteceu.
Passo 2: dizer de onde saíram. Os hebreus tinham ido para o Egito por volta de 1700 a.C., provavelmente por causa da fome e da seca. Com o tempo, foram escravizados pelos egípcios.
Passo 3: dizer para onde foram. Eles partiram de volta para Canaã, a terra dos seus antepassados, prometida a Abraão segundo a tradição.
Passo 4: quem liderou. Moisés conduziu o povo. A tradição fala da travessia do mar e dos Dez Mandamentos, recebidos no monte Sinai durante a caminhada.
O Reino de Israel e o judaísmo
21Dissertativo
Explique por que as tribos hebraicas decidiram se unir e formar o Reino de Israel. Cite pelo menos duas razões apresentadas no capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As tribos se uniram principalmente por causa da ameaça dos filisteus e de outros povos vizinhos, que atacavam e disputavam as terras. Separadas, as tribos eram fracas. Além disso, era preciso ter um exército organizado e um governo central capaz de tomar decisões rápidas, defender o território e manter a ordem entre os grupos. Assim nasceu o Reino de Israel, com Saul como primeiro rei.
Resolução passo a passo
Passo 1: identificar o perigo. Os filisteus viviam no litoral, tinham armas de ferro e um exército forte. Eles pressionavam as tribos hebraicas.
Passo 2: comparar as forças. Cada tribo lutando sozinha, com seu juiz, perdia. Juntas, poderiam formar um exército muito maior.
Passo 3: pensar na organização. Um exército permanente precisa de comando único, de recursos e de alguém que decida por todos: daí a escolha de um rei.
Passo 4: citar outras razões. A união também ajudava a proteger as terras, evitar brigas entre as tribos e fortalecer a identidade comum do povo.
Conclusão: defesa + necessidade de um governo central = criação do Reino de Israel.
22Múltipla escolha
Relacione corretamente cada rei à sua principal ação, assinalando a alternativa certa.
Resposta
Alternativa a) Saul foi o primeiro rei; Davi tomou Jerusalém e organizou o exército; Salomão incentivou o comércio e construiu palácios.
Resolução passo a passo
Passo 1: colocar os reis em ordem. Primeiro Saul, depois Davi, depois Salomão. Essa sequência já elimina as letras b e c.
Passo 2: lembrar o feito de Davi. Ele conquistou Jerusalém e a transformou em capital política e religiosa, além de organizar o exército e ampliar o reino.
Passo 3: lembrar o feito de Salomão. Ele foi o rei do comércio e das grandes construções: palácios e o famoso Templo de Jerusalém.
Passo 4: conferir a letra d. Ela está toda trocada: Saul não construiu o Templo, os Dez Mandamentos estão ligados a Moisés e quem saiu do Egito com o povo também foi Moisés.
Conclusão: a única relação correta é a a.
23Dissertativo
Explique com suas palavras o que significa dizer que o judaísmo foi a primeira religião monoteísta ética da história.
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Resposta
Significa que o judaísmo foi a primeira religião a juntar duas ideias: acreditar em um só Deus (monoteísmo) e afirmar que esse Deus exige das pessoas um comportamento justo e correto com o próximo (ética). Ou seja, agradar a Deus não é só fazer rituais e oferendas: é também não roubar, não mentir, não explorar os pobres e tratar todos com justiça.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar as duas palavras. Monoteísta vem de mono (um) + teo (deus): crença em um único Deus. Para os hebreus, esse Deus é Javé.
Passo 2: entender ética. Ética tem a ver com o modo certo de agir com as outras pessoas: honestidade, respeito, justiça.
Passo 3: juntar as ideias. Em muitas religiões antigas, bastava oferecer sacrifícios para agradar os deuses. No judaísmo, Deus também cobra a conduta de cada um no dia a dia.
Passo 4: lembrar o exemplo. Os Dez Mandamentos e as falas dos profetas mostram isso: não matarás, não roubarás, cuide do pobre, da viúva e do órfão.
Conclusão: fé e comportamento correto passaram a andar juntos — uma novidade que influenciou o cristianismo e o islamismo.
A diáspora e a identidade judaica
24Dissertativo
O que foi a diáspora? Explique também qual foi o papel da religião judaica para que esse povo, mesmo espalhado pelo mundo, mantivesse um sentimento de identidade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A diáspora foi a dispersão dos judeus, que saíram de sua terra e se espalharam por muitas regiões do mundo, sobretudo depois das conquistas babilônica e romana. Mesmo longe uns dos outros, eles mantiveram um forte sentimento de identidade por causa da religião: a leitura da Torá, as reuniões nas sinagogas, as festas, as regras alimentares e o costume de ensinar a tradição às crianças mantiveram o grupo unido pela fé e pela memória.
Resolução passo a passo
Passo 1: traduzir a palavra. Diáspora significa dispersão, espalhamento.
Passo 2: lembrar os fatos. Em 586 a.C., os babilônicos levaram parte do povo de Judá para a Babilônia. Séculos depois, com a dominação e a repressão dos romanos na Palestina, a dispersão aumentou muito.
Passo 3: perceber o problema. Um povo sem território costuma se misturar e desaparecer. Como os judeus continuaram sendo judeus?
Passo 4: descobrir a resposta. A religião funcionou como pátria portátil. A Torá, as orações, o sábado, as festas e as sinagogas (locais de reunião e estudo) mantinham vivos os mesmos costumes em qualquer lugar do mundo.
Conclusão: a fé e a tradição substituíram o território como base da identidade.
25Calcule
O Reino de Judá foi conquistado pelos babilônicos em 586 a.C. e os judeus só puderam voltar à Palestina depois de 539 a.C. Quantos anos, aproximadamente, durou esse período longe de suas terras? Depois, calcule quantos anos se passaram entre 586 a.C. e a criação do Estado de Israel, em 1948.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O período longe das terras durou cerca de 47 anos (586 − 539 = 47). E entre 586 a.C. e 1948 se passaram 2.534 anos (586 + 1948).
Resolução passo a passo
Passo 1: primeira conta, com as duas datas a.C. Como 586 a.C. é mais antigo que 539 a.C., subtraímos:
586 − 539 = 47 anos.
Esse é o tempo aproximado do chamado cativeiro da Babilônia.
Passo 2: segunda conta, cruzando o ano 1. Uma data é a.C. e a outra é d.C. Nesse caso, somamos:
586 + 1948 = 2.534 anos.
Passo 3: interpretar os números. Quase meio século de exílio já foi muito tempo. E mais de 25 séculos separam a destruição de Jerusalém da criação do Estado de Israel.
Dica: sempre que uma data for a.C. e a outra d.C., some; se as duas forem a.C., subtraia.
Revisão geral e permanências históricas
26Dissertativo
O capítulo afirma que fenícios, persas e hebreus deixaram permanências históricas em nosso cotidiano. Cite uma contribuição de cada um desses três povos que ainda influencia a vida das pessoas hoje.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Fenícios: o alfabeto, base da escrita que usamos até hoje (além da navegação e do comércio marítimo). Persas: modelos de administração que ainda existem, como as estradas com serviço de correio, o uso de moedas padronizadas, pesos e medidas unificados e a tolerância religiosa. Hebreus: o monoteísmo ético do judaísmo, que influenciou o cristianismo e o islamismo e ajudou a formar valores de justiça presentes até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender o conceito. Permanência histórica é aquilo que veio do passado e continua presente na nossa vida.
Passo 2: pensar nos fenícios. Você está lendo esta frase graças a um sistema de letras que representa sons. Esse é o alfabeto, criado por eles e adaptado por gregos e romanos.
Passo 3: pensar nos persas. Correio, estradas ligando regiões distantes, moedas e medidas iguais para todos: tudo isso o Império Persa organizou e nós usamos até hoje.
Passo 4: pensar nos hebreus. A ideia de um só Deus que exige justiça com o próximo está no judaísmo e passou para o cristianismo e o islamismo, religiões seguidas por bilhões de pessoas.
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