Capítulo 10 — Grécia dos Períodos Clássico e Helenístico
Resumo completo
Capítulo 10 — Grécia dos Períodos Clássico e Helenístico
Resumo completo
1Abertura: por que estudar a Grécia Antiga?
A Grécia é um país pequeno, um pouco maior que o estado do Ceará, com cerca de 11 milhões de habitantes. Fica na região dos Bálcãs, na Europa, e sua capital é Atenas.
Mesmo sendo pequena, a Grécia deixou um legado (uma herança cultural) enorme para o mundo ocidental: ideias de política, filosofia, teatro, arte e esportes.
Para entender essa história, precisamos conhecer duas cidades: Esparta e Atenas. Elas foram as pólis (cidades-Estado gregas) mais famosas e mais poderosas.
A rivalidade entre as duas gerou guerras entre os próprios gregos. Esses conflitos enfraqueceram as pólis e abriram caminho para a conquista da Grécia pelos macedônios, no século IV a.C.
Exemplos
Exemplo de legado grego que você vê hoje: as Olimpíadas, o teatro, a palavra democracia e prédios com colunas parecidas com as do Parthenon.
O Parthenon fica na Acrópole de Atenas e era um templo dedicado à deusa Palas Atena, protetora da cidade.
Ficha rápida do capítulo
Tema
Do que trata
Esparta
Pólis militarizada e oligárquica
Atenas
Pólis comercial e berço da democracia
Guerras Médicas
Gregos contra persas
Guerra do Peloponeso
Atenas contra Esparta
Macedônios
Filipe II e Alexandre, o Grande; Helenismo
2Esparta e Atenas, as maiores pólis gregas
Os gregos fundaram pólis (cidades-Estado independentes) na Península Balcânica, mas também na Península Itálica, no Norte da África e na Ásia Menor. As principais foram Esparta, Atenas, Tebas, Corinto e Argos.
Esparta e Atenas foram, por muito tempo, as duas pólis mais influentes — e eram bem diferentes uma da outra.
Esparta foi a maior potência militar grega, famosa pela bravura de seus guerreiros. Seu governo era uma oligarquia, palavra que significa governo de poucos: só um pequeno grupo tinha poder político.
Atenas foi o berço da democracia, o regime em que todos os cidadãos participam das decisões. Por causa disso, Atenas virou uma das bases das sociedades modernas.
Exemplos
Oligarquia: imagine uma escola onde só 5 alunos decidem tudo para todos. Isso é governo de poucos.
Para alguns filósofos gregos, a oligarquia era a forma ruim da aristocracia (que significa governo dos melhores).
Esparta x Atenas — visão geral
Aspecto
Esparta
Atenas
Fundadores
Dórios
Jônios
Região
Peloponeso (montanhosa, com pântanos)
Ática (montanhosa, perto do mar)
Fundação
Por volta do século IX a.C.
Por volta do século IX a.C.
Governo
Oligarquia (e diarquia: dois reis)
Monarquia → oligarquia → democracia
Base da economia
Terras trabalhadas por hilotas
Comércio marítimo e pesca (porto do Pireu)
Marca principal
Poder militar
Política, arte e filosofia
3Esparta
Esparta foi fundada pelos dórios por volta do século IX a.C., no Peloponeso, uma península cheia de montanhas e pântanos. Ela nasceu da união de quatro aldeias vizinhas.
No século seguinte, os espartanos já controlavam um terço de todo o Peloponeso.
Quando os dórios conquistaram a região, tomaram as terras e as dividiram em lotes entre si. Muitos moradores antigos fugiram; os que ficaram foram dominados.
É por isso que a divisão social de Esparta tem tudo a ver com a conquista: quem venceu virou elite, quem resistiu virou servo e quem não resistiu ficou livre, mas sem poder político.
Exemplos
Passo a passo da formação de Esparta: 1) os dórios invadem o Peloponeso; 2) tomam as terras; 3) dividem os lotes entre eles; 4) quem resistiu vira hilota (servo); 5) quem não resistiu vira perieco (livre, mas sem direitos políticos).
3.1A sociedade espartana
A população de Esparta era dividida em três grupos.
Os esparciatas (ou espartanos) eram a elite: descendentes dos conquistadores dórios. Eram só cerca de 10% da população, mas tinham todos os privilégios. Não podiam fazer trabalho manual e viviam da renda de suas terras. Só os esparciatas com mais de 30 anos participavam da política.
Os hilotas eram servos que pertenciam ao Estado. Vinham das pessoas que resistiram aos dórios. Perderam terras e direitos, trabalhavam nas terras de Esparta e entregavam metade de tudo o que produziam. Eram a principal força de trabalho e várias vezes se revoltaram; por medo, os espartanos mantinham um clima de terror e chegavam a organizar assassinatos em massa.
Os periecos eram os que não resistiram à invasão. Eram livres, mas não podiam participar da política e eram obrigados a servir no Exército. Viviam na periferia e trabalhavam com comércio e manufatura (atividades proibidas aos esparciatas).
Exemplos
Se a cidade tinha 10 mil pessoas, apenas cerca de 1 000 seriam esparciatas (10%). Os outros 9 mil seriam hilotas e periecos.
As mulheres espartanas tinham mais direitos que em outras sociedades antigas: participavam de reuniões políticas, cuidavam das finanças da família, treinavam e competiam em esportes. Mesmo assim, o papel mais valorizado era gerar filhos fortes para a guerra.
Os três grupos sociais de Esparta
Grupo
Quem eram
Direitos
Trabalho
Esparciatas
Dórios conquistadores e descendentes (10% da população)
Todos os privilégios; política a partir dos 30 anos
Proibido trabalho manual; viviam da renda das terras
Hilotas
Povos que resistiram aos dórios
Nenhum; eram bem do Estado
Trabalhavam a terra e entregavam metade da produção
Periecos
Povos que não resistiram
Livres, mas sem direitos políticos; serviço militar obrigatório
Comércio e manufatura
3.2A organização política de Esparta
Esparta era governada por dois reis ao mesmo tempo, de forma vitalícia (até a morte) e hereditária (passava de pai para filho). Esse regime de dois reis se chama diarquia, e os reis eram chamados de diarcos.
Os reis administravam a pólis e cuidavam da religião e da guerra, mas não tinham poder absoluto: dividiam o governo com três órgãos — a Gerúsia, o Eforato e a Ápela.
A Gerúsia era formada por 28 esparciatas com mais de 60 anos, chamados gerontes. O cargo era vitalício. Eles propunham as leis e julgavam os crimes.
O Eforato tinha 5 magistrados, os éforos, eleitos pela Ápela para 1 ano. No começo tinham pouco poder, mas no século VI a.C. já eram eles que realmente governavam: fiscalizavam os reis, a Gerúsia e a Ápela, e cuidavam da educação.
A Ápela reunia os esparciatas com mais de 30 anos. Votava e aprovava as leis criadas pela Gerúsia e elegia os membros da Gerúsia e do Eforato.
Exemplos
Caminho de uma lei em Esparta: a Gerúsia propõe → a Ápela vota e aprova → os éforos fiscalizam se está sendo cumprida.
Órgãos do governo espartano
Órgão
Quem participava
Duração
Função
Reis (diarquia)
2 reis
Vitalício e hereditário
Administrar, comandar a guerra e a religião
Gerúsia
28 esparciatas com mais de 60 anos (gerontes)
Vitalício
Propor leis e julgar crimes
Eforato
5 éforos eleitos pela Ápela
1 ano
Fiscalizar reis, Gerúsia e Ápela; cuidar da educação
Ápela
Esparciatas com mais de 30 anos
Assembleia
Votar as leis e eleger gerontes e éforos
3.3A educação militar espartana
Esparta era uma sociedade militarizada: tudo era pensado para formar guerreiros.
Aos 7 anos, os meninos esparciatas saíam de casa e iam morar nos quartéis. Dos 7 aos 12 anos praticavam esportes e aprendiam valores como força, disciplina e bravura.
A partir dos 18 anos o treino ficava muito duro: andavam descalços e nus para engrossar a pele e eram chicoteados até sangrar, para aprender a suportar a dor.
Dos 20 aos 30 anos ficavam nos quartéis esperando ser convocados para a guerra. Só depois dos 30 eram dispensados do serviço, mas até os 60 anos ainda podiam ser chamados.
Os guerreiros gregos eram chamados de hoplitas. Sua armadura pesava cerca de 35 kg, por isso tinham ajudantes que carregavam as armas nas marchas.
Exemplos
Equipamento do hoplita: espada de dois gumes, lança de até 2 metros, escudo de madeira coberto de bronze (cerca de 9 kg), couraça de bronze no peito, perneiras de bronze e elmo com penacho.
O escudo espartano trazia a letra grega lambda (Λ), símbolo dos espartanos, para que eles se reconhecessem nas batalhas.
Etapas da vida militar do esparciata
Idade
O que acontecia
7 anos
Sai da família e vai para o quartel
7 a 12 anos
Esportes e valores: força, disciplina e bravura
A partir dos 18
Treino rigoroso: andar descalço e nu; chicotadas para dominar a dor
20 a 30 anos
Vive no quartel esperando convocação para a guerra
Depois dos 30
Dispensado do serviço; pode participar da política
Até 60 anos
Ainda pode ser convocado em caso de necessidade
4Atenas
Atenas também foi fundada por volta do século IX a.C., mas por outro povo: os jônios. Ficava na Ática, uma região montanhosa da Península Balcânica.
Como a cidade foi construída perto do mar, ela tinha um porto chamado Pireu. Graças a ele, os atenienses desenvolveram uma sociedade voltada para o comércio marítimo e a pesca.
Enquanto Esparta olhava para a guerra, Atenas olhava para o mar, para o comércio e para as ideias.
Exemplos
Comparação simples: Esparta = quartel; Atenas = porto, mercado e praça de debates (a Ágora).
4.1A sociedade ateniense
A sociedade de Atenas tinha três grupos: cidadãos, metecos e escravizados.
Os cidadãos eram os homens livres cujos pais também eram cidadãos. Formavam a menor parte da população, mas tinham todos os direitos civis, políticos e religiosos. Entre eles estavam os eupátridas (famílias aristocráticas donas das melhores terras), pequenos proprietários, camponeses, artesãos e comerciantes.
Mulheres, escravizados e estrangeiros não eram cidadãos. As mulheres tinham vida bem limitada: não votavam, a maioria não podia sair de casa sozinha e suas funções eram servir ao marido, ajudar na educação dos filhos e cuidar da casa.
Os metecos eram os estrangeiros e ex-escravizados que viviam em Atenas. Para os atenienses, estrangeiro era qualquer pessoa nascida fora da pólis — até um grego de Esparta. Não podiam ter terras nem direitos políticos, mas podiam virar cidadãos se prestassem grandes serviços à cidade.
Os escravizados eram a camada mais baixa e, junto com os metecos, formavam a maior parte da população. A maioria era prisioneira de guerra. Como eles faziam o trabalho pesado, os cidadãos tinham tempo livre para a cultura e a filosofia — ou seja, o brilho de Atenas foi construído sobre o trabalho escravo.
Exemplos
Um grego nascido em Esparta que fosse morar em Atenas era considerado meteco (estrangeiro).
Até os cidadãos mais pobres de Atenas costumavam ter pessoas escravizadas.
Grupos sociais de Atenas
Grupo
Quem eram
Direitos
Cidadãos
Homens livres filhos de cidadãos (eupátridas, camponeses, artesãos, comerciantes)
Direitos civis, políticos e religiosos
Metecos
Estrangeiros e ex-escravizados
Livres, mas sem direitos políticos e sem posse de terras
Escravizados
Em geral prisioneiros de guerra
Nenhum direito
Mulheres
Esposas e filhas de cidadãos
Sem cidadania; papel doméstico e familiar
4.2A política em Atenas: da monarquia à democracia
A democracia não nasceu pronta. Ela foi resultado de mudanças lentas.
No século IX a.C., Atenas era uma monarquia: havia um rei, o basileu, que governava com um conselho de aristocratas (os eupátridas). Isso durou cerca de 200 anos, até os aristocratas tomarem as funções do rei. Assim a monarquia acabou e nasceu um governo oligárquico dos eupátridas.
No poder, os eupátridas tomaram as terras dos pequenos proprietários endividados, e muitos deles viraram escravizados por dívida. Isso gerou muita tensão social e revoltas.
Para acalmar a cidade surgiram os tiranos (governantes que mandavam pela força) e os legisladores (líderes encarregados de mudar as leis).
Sólon, no início do século VI a.C., acabou com a escravidão por dívida, mandou devolver as terras aos antigos donos e enfraqueceu os eupátridas, fortalecendo a classe média.
Clístenes assumiu em 510 a.C. e fez as reformas mais profundas: dividiu a cidade e as regiões próximas em cerca de cem demos (parecidos com distritos ou bairros) e criou dez tribos. Cada tribo era formada por moradores do litoral, do interior e da área urbana ao mesmo tempo. Assim, gente de todos os grupos sociais podia fazer leis, e o poder da aristocracia diminuiu. Nascia a democracia (do grego demos = povo; cracia = governo).
📐 Para guardar
democracia = demos (povo) + cracia (governo) → governo do povo
oligarquia = oligo (poucos) + arquia (governo) → governo de poucos
Exemplos
Como funcionava a votação: bastava levantar a mão. O voto do cidadão rico valia o mesmo que o do cidadão pobre.
Cada cidadão podia apresentar um projeto de lei por ano e podia pedir a palavra para falar sobre guerra, paz, impostos etc.
Linha do tempo política de Atenas
Época
Regime / Reforma
O que mudou
Séc. IX a.C.
Monarquia
Governo do basileu com conselho de eupátridas
Cerca de 200 anos depois
Oligarquia dos eupátridas
Aristocratas tomam o poder; escravidão por dívida
Início do séc. VI a.C.
Reformas de Sólon
Fim da escravidão por dívida; devolução de terras
510 a.C.
Reformas de Clístenes
Criação dos demos e das 10 tribos; nasce a democracia
4.3Para ir além: diferentes tipos de democracia
A democracia tem cerca de 2 500 anos, mas mudou muito com o tempo. Hoje ela existe em quase cem países, de formas diferentes.
Em Atenas havia a democracia direta (ou participativa): não existia intermediário entre o cidadão e o Estado — o próprio cidadão votava as decisões. Hoje isso aparece em grupos pequenos (reunião de condomínio, associação de bairro) e na Suíça, onde a população vota nas urnas a cada três meses.
No Brasil vigora a democracia representativa: o povo elege representantes (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidente) e eles governam em nosso nome.
Por isso votar é tão importante: você está entregando poder a outra pessoa. Antes de escolher, conheça as propostas do candidato, veja se há acusações contra ele e nunca troque seu voto por favores ou presentes.
Exemplos
Democracia direta: em Appenzell, na Suíça, os cidadãos votam levantando as mãos numa assembleia na praça.
Democracia representativa: no Congresso Nacional, em Brasília, deputados e senadores eleitos pelo povo fazem as leis do Brasil.
Democracia direta x representativa
Tipo
Como funciona
Exemplos
Direta
O cidadão vota diretamente nas decisões
Atenas antiga; Suíça; reunião de condomínio
Representativa
O povo elege representantes que decidem por ele
Brasil e a maioria dos países
5Atenas em guerra: as Guerras Médicas
Entre os séculos V a.C. e IV a.C., Atenas se envolveu em várias guerras. As primeiras foram contra os persas e ficaram conhecidas como Guerras Médicas. O nome vem de medo, um dos povos que formavam o Império Persa.
No século V a.C., os persas tinham o maior império da época: ia do norte da África até o Rio Indo, na fronteira com a Índia. Nessa expansão, conquistaram colônias gregas na Ásia Menor.
No começo os persas respeitaram a autonomia dessas colônias, mas depois passaram a mandar na política local e a cobrar impostos. Revoltados, os gregos se rebelaram sob a liderança da cidade de Mileto.
Os persas reagiram e destruíram Mileto em 494 a.C. Quatro anos depois (490 a.C.), o rei Dario enviou 50 mil soldados, que foram derrotados pelos atenienses na Batalha de Maratona, na Ática.
Em 480 a.C. os persas voltaram com 250 mil homens. Eles chegaram a invadir e incendiar Atenas, mas as tropas de Esparta e Atenas, unidas, expulsaram os invasores.
Exemplos
Ordem dos fatos: 1) persas dominam colônias gregas na Ásia Menor; 2) revolta liderada por Mileto; 3) 494 a.C. — Mileto é arrasada; 4) 490 a.C. — vitória grega em Maratona; 5) 480 a.C. — nova invasão; Atenas é incendiada, mas gregos vencem.
Guerras Médicas em números
Data
Acontecimento
Resultado
494 a.C.
Persas atacam a rebelião liderada por Mileto
Mileto é destruída
490 a.C.
Dario invade com 50 mil soldados
Vitória ateniense na Batalha de Maratona
480 a.C.
Nova invasão persa com 250 mil homens
Atenas é incendiada, mas gregos unidos expulsam os persas
6Confederação de Delos e o Século de Péricles
As vitórias contra os persas fizeram de Atenas a maior potência grega. Começava aí o Período Clássico da história da Grécia.
Para se proteger de novos ataques, Atenas liderou em 478 a.C. a criação da Confederação de Delos, uma aliança militar marítima de defesa.
Esparta chegou a participar, mas saiu quando os atenienses começaram a cobrar tributos dos membros e a impor a democracia nas cidades aliadas. Em resposta, Esparta criou a Liga do Peloponeso, reunindo suas pólis aliadas.
A Confederação de Delos chegou a ter cerca de 200 pólis. Os tributos viraram uma grande fonte de renda e Atenas passou a agir como um império, conquistando possessões persas no Mar Egeu.
Com esse dinheiro, a cidade foi reconstruída: ganhou tribunais, mercados, teatros, estátuas e ginásios. Na Acrópole surgiram os templos Erecteion e Parthenon. Muitas dessas obras foram feitas quando Péricles era estratego (o magistrado mais importante de Atenas, que comandava o exército e dirigia a política), entre 446 a.C. e 431 a.C. Por isso esse tempo ficou conhecido como Século de Péricles.
Exemplos
O Parthenon foi erguido para substituir um templo destruído pelos persas em 480 a.C. e homenageava a deusa Palas Atena.
Ao longo dos séculos, o Parthenon virou igreja católica, mesquita muçulmana e até paiol de pólvora, dependendo de quem dominava a Grécia.
Os frisos de mármore do Parthenon mostram deuses (Zeus, Hera, Atena, Hefesto) na Procissão das Grandes Panateneias, festa realizada a cada quatro anos em honra de Atena. Nela os gregos ofereciam um novo peplo à estátua de 12 metros da deusa.
Duas alianças rivais
Aliança
Líder
Ano/Características
Confederação de Delos
Atenas
Criada em 478 a.C.; aliança marítima; chegou a 200 pólis; cobrava tributos
Liga do Peloponeso
Esparta
Criada para se opor a Atenas; reunia pólis aliadas dos espartanos
7A conquista do mundo grego
Esparta era a grande potência de terra e Atenas a grande potência do mar. Mesmo tendo lutado juntas contra os persas, havia entre elas uma forte rivalidade econômica, política e militar.
Essa rivalidade virou guerra nas últimas décadas do século V a.C.: a Guerra do Peloponeso. De um lado, Atenas com a Confederação de Delos; do outro, Esparta com a Liga do Peloponeso.
7.1A Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.)
Os conflitos começaram em 431 a.C. e terminaram em 404 a.C. — foram 27 anos de guerra.
Os espartanos venceram, com a ajuda dos persas. Eles acabaram com a democracia ateniense e colocaram em Atenas um governo oligárquico.
Esparta virou, por um tempo, a principal potência grega. Mas o preço foi altíssimo: quase todas as pólis se envolveram, as cidades gastaram fortunas e as populações empobreceram.
Ou seja: o vencedor também saiu enfraquecido. A Grécia ficou dividida e frágil.
Exemplos
Cálculo simples da duração: 431 a.C. − 404 a.C. = 27 anos de guerra.
Guerra do Peloponeso — resumo
Item
Informação
Período
431 a.C. a 404 a.C. (27 anos)
Lados
Atenas + Confederação de Delos x Esparta + Liga do Peloponeso
Vencedor
Esparta (com ajuda dos persas)
Consequências
Fim da democracia ateniense; governo oligárquico em Atenas; pólis empobrecidas e enfraquecidas
7.2O avanço macedônio: Filipe II e Alexandre, o Grande
Desunidas e cheias de problemas sociais, as pólis viraram alvo fácil. Ao norte do território grego vivia um povo chamado macedônios.
Por volta de 340 a.C., sob o comando do rei Filipe II, os macedônios invadiram a Grécia. Dois anos depois, Filipe foi aclamado governante grego.
Essa conquista mudou a história dos gregos: pela primeira vez as cidades ficaram unidas sob um mesmo governo e deixaram de ser Estados autônomos.
Em 336 a.C., Filipe II foi assassinado e seu filho Alexandre, de apenas 20 anos, assumiu o trono. Ele continuou a expansão: conquistou a Ásia Menor, o Oriente Médio, o norte da África, a Pérsia e chegou até as fronteiras com a Índia — tudo em apenas 12 anos. Por isso ficou conhecido como Alexandre, o Grande.
Exemplos
Alexandre fundou várias cidades por onde passou, muitas com o nome de Alexandria, abriu novas rotas comerciais e deixou generais de confiança governando as terras conquistadas.
Conquista macedônica — datas
Ano
Fato
c. 340 a.C.
Filipe II invade o território grego
c. 338 a.C.
Filipe II é aclamado governante da Grécia
336 a.C.
Filipe II é assassinado; Alexandre, com 20 anos, assume
336–324 a.C.
Em 12 anos, Alexandre conquista Ásia Menor, Oriente Médio, norte da África, Pérsia e chega à Índia
7.3O Helenismo e a cidade de Alexandria
Alexandre foi aluno do filósofo Aristóteles e admirava muito a cultura grega. Queria vê-la espalhada pelo mundo.
Por isso, conforme conquistava novos territórios, ele espalhava a cultura grega entre os povos dominados. Esse encontro do saber grego com o saber dos outros povos deu origem ao Helenismo — a fusão da cultura grega com as culturas orientais.
Com o declínio de Atenas, a cidade de Alexandria, no norte do Egito, fundada em 331 a.C., tornou-se um dos maiores centros de saber do Mundo Antigo. Lá viveram filósofos, matemáticos e astrônomos, e sua biblioteca chegou a reunir mais de 700 mil manuscritos.
Alexandria também ficou famosa pelo seu porto, onde foi construído o Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do Mundo Antigo.
Exemplos
O Farol de Alexandria foi construído em 280 a.C. pelo arquiteto Sóstrato de Cnido. Tinha de 115 a 150 metros (como um prédio de 43 andares), uma chama sempre acesa e espelhos que refletiam a luz até 50 km de distância. Foi destruído por um terremoto em 1375; em 1994 mergulhadores acharam suas ruínas no Mediterrâneo.
Cidades helenísticas importantes: Alexandria (Egito), Pérgamo e a Ilha de Rodes (Mar Egeu).
8Enquanto isso... o Segundo Império Babilônico
Na virada do século VII a.C. para o VI a.C., época em que Atenas ganhou sua primeira Constituição, a cidade da Babilônia voltou a ser um centro político e cultural importante na Mesopotâmia.
A Babilônia ficava às margens do Rio Eufrates e já tinha vivido um período de esplendor entre 1800 a.C. e 1600 a.C., sob o reinado de Hamurabi — o Primeiro Império Babilônico. Depois da morte dele, a cidade entrou em declínio e foi dominada por vários povos, como hititas e elamitas.
No fim do século VII a.C., os assírios dominavam a região, mas os caldeus conseguiram expulsá-los. No reinado de Nabucodonosor II (604 a.C.–562 a.C.), formou-se o Segundo Império Babilônico.
O rei construiu palácios, templos e jardins, e a cidade virou um grande centro comercial, cultural e científico. Em 539 a.C., porém, foi invadida pelas tropas de Ciro II e passou ao domínio dos persas.
Os dois impérios babilônicos
Império
Rei principal
Período
Fim
Primeiro Império Babilônico
Hamurabi
c. 1800–1600 a.C.
Declínio após a morte do rei; domínio de hititas, elamitas etc.
Segundo Império Babilônico
Nabucodonosor II
604–562 a.C.
Invasão persa de Ciro II em 539 a.C.
9Revisão final e dicas de prova
Guarde bem estas ideias-chave.
Esparta: fundada pelos dórios, sociedade militarizada, governo oligárquico com dois reis (diarquia), Gerúsia, Eforato e Ápela; três grupos sociais (esparciatas, hilotas e periecos).
Atenas: fundada pelos jônios, sociedade comercial, passou de monarquia a oligarquia e depois à democracia, graças às reformas de Sólon e Clístenes; três grupos (cidadãos, metecos e escravizados).
Guerras Médicas: gregos contra persas; vitórias em Maratona (490 a.C.) e em 480 a.C.
Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.): Atenas contra Esparta; venceu Esparta, mas todos saíram enfraquecidos.
Macedônios: Filipe II conquista a Grécia; Alexandre, o Grande, cria um enorme império e espalha a cultura grega, dando origem ao Helenismo.
Exemplos
Questão típica (FGV): um texto fala de guerreiros que aos 7 anos deixam a família e são educados pelo Estado, entram no serviço militar aos 20 e saem aos 60 — a resposta é Esparta.
Questão típica (UTFPR): a cultura difundida por Alexandre, com centros em Alexandria, Pérgamo e Rodes, chama-se helenística.
Questão típica (IFCE/MACKENZIE): a democracia ateniense excluía mulheres, estrangeiros (metecos) e escravizados — atendia a uma minoria da população.
Questão típica (IFSUL): a organização política de Esparta era uma oligarquia.
Democracia direta (depois das reformas de Clístenes)
Educação
Militar, dos 7 aos 30 anos
Voltada à política, artes e filosofia
Mulheres
Mais direitos; treinavam e participavam de reuniões
Papel limitado ao lar e à família
Aliança militar
Liga do Peloponeso
Confederação de Delos
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Esparta e Atenas, as maiores pólis gregas
1Múltipla escolha
Os gregos da Antiguidade viviam em pólis, que eram cidades independentes, com governo e leis próprias. Entre as mais importantes estavam Esparta, Atenas, Tebas, Corinto e Argos.
Observando o mapa da Grécia Antiga estudado no capítulo, assinale a alternativa que indica corretamente a localização de Esparta.
Resposta
Alternativa b) Na Península do Peloponeso, uma região montanhosa.
Resolução passo a passo
Primeiro, vamos lembrar o que é uma pólis: era uma cidade-Estado grega, ou seja, uma cidade independente, com governo, leis e exército próprios.
No mapa da Grécia Antiga, o território grego principal fica na Península Balcânica. A parte de baixo dessa península, ligada ao resto por uma faixa estreita de terra, é a Península do Peloponeso. É ali que ficava Esparta, numa região cheia de montanhas e longe do mar.
Agora vamos eliminar as outras opções. A letra a fala da Ática: essa era a região de Atenas, não de Esparta. A letra c fala da Macedônia, que ficava ao norte e era a terra de Filipe II e Alexandre. A letra d fala da Península Itálica, que é onde hoje fica a Itália — bem longe da Grécia.
Por isso, a resposta certa é a letra b.
2Dissertativo
Leia a frase: "Esparta e Atenas foram as duas pólis mais influentes da Grécia Antiga, mas tinham características muito diferentes."
Escreva um parágrafo curto explicando uma diferença importante entre essas duas cidades. Fale sobre o que cada uma delas mais valorizava: a guerra ou a participação dos cidadãos no governo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Esparta valorizava a guerra e formava soldados; Atenas valorizava a participação dos cidadãos no governo e o comércio. Exemplo de parágrafo: "Esparta e Atenas eram muito diferentes. Em Esparta, o mais importante era a força militar: os meninos saíam de casa aos 7 anos para virar guerreiros e o governo ficava nas mãos de poucas pessoas. Já em Atenas, o mais importante era a política: os cidadãos se reuniam em assembleias para discutir e votar as leis da cidade, e foi lá que nasceu a democracia."
Resolução passo a passo
Passo 1: descobrir o que a pergunta quer. Ela pede uma diferença entre as duas cidades, falando de guerra e de participação no governo.
Passo 2: pensar em Esparta. Lá tudo girava em torno do exército. O menino esparciata era treinado desde cedo para ser guerreiro, o trabalho manual era proibido para a elite e o governo era uma oligarquia (o poder ficava nas mãos de poucos).
Passo 3: pensar em Atenas. Lá o povo tinha porto, comércio e viagens. Os cidadãos se reuniam em assembleias e votavam as decisões da cidade. Foi em Atenas que nasceu a democracia.
Passo 4: juntar tudo em um parágrafo curto, dizendo que Esparta valorizava a guerra e Atenas valorizava a participação política. Qualquer texto com essa ideia central está correto.
3Múltipla escolha
A palavra oligarquia vem do grego e significa "governo de poucos".
Com base nessa ideia, marque a alternativa que descreve corretamente um governo oligárquico.
Resposta
Alternativa b) Um pequeno grupo de pessoas concentra o poder político.
Resolução passo a passo
Vamos separar a palavra em pedaços, como os gregos faziam: oligo quer dizer poucos e arquia quer dizer governo. Então oligarquia = governo de poucos.
Agora é só procurar a alternativa que fala de um grupo pequeno mandando. É exatamente a letra b.
As outras não servem: a letra a descreve a democracia (o povo decide votando); a letra c descreve a monarquia hereditária (um rei que passa o trono ao filho); a letra d está errada porque, na Grécia, estrangeiros e escravizados nunca votavam.
Resposta: letra b.
4Verdadeiro ou falso
Classifique as afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F):
I. Os gregos fundaram pólis apenas na Península Balcânica. II. Atenas ficava na região da Ática e foi o berço da democracia. III. A rivalidade entre Esparta e Atenas abriu caminho para guerras entre os próprios gregos. IV. Esparta foi, por muito tempo, a maior potência militar do mundo grego.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – F; II – V; III – V; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Falsa. Os gregos não ficaram só na Península Balcânica. Eles navegaram e fundaram pólis também nas ilhas do Mar Egeu, na Ásia Menor (como Mileto) e até no sul da Itália e da Sicília.
II. Verdadeira. Atenas ficava na região da Ática e foi lá que nasceu a democracia, com as reformas de Clístenes.
III. Verdadeira. Esparta e Atenas disputavam o poder no mundo grego. Essa rivalidade explodiu na Guerra do Peloponeso, uma guerra de gregos contra gregos.
IV. Verdadeira. Por causa da educação militar e do exército muito treinado, Esparta foi durante muito tempo a maior potência militar da Grécia.
Esparta: fundação e sociedade
5Dissertativo
Esparta foi fundada pelos dórios, por volta do século IX a.C., pela união de quatro aldeias vizinhas.
Explique o que os dórios fizeram com as terras e com as pessoas que já viviam na região do Peloponeso quando chegaram lá.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os dórios tomaram as terras dos povos que já viviam ali e transformaram esses habitantes em servos e trabalhadores submetidos a eles. As melhores terras ficaram com os dórios (os esparciatas), e os antigos moradores viraram hilotas (servos do Estado) ou periecos (livres, mas sem direitos políticos).
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem eram os dórios. Eram um povo guerreiro que desceu para o sul da Grécia e, por volta do século IX a.C., uniu quatro aldeias e formou Esparta.
Passo 2: pensar no que acontece quando um povo guerreiro chega e vence. Eles não dividiram as terras em partes iguais: tomaram as melhores terras para si.
Passo 3: pensar nas pessoas. Os antigos moradores foram dominados. Uma parte virou hilota, ou seja, servo do Estado, obrigado a trabalhar a terra e entregar metade da colheita. Outra parte virou perieco: continuou livre, cuidava do comércio e do artesanato, mas não podia participar da política.
Passo 4: concluir. A conquista dória explica por que Esparta tinha uma elite pequena mandando em uma maioria dominada — e por que essa elite vivia com medo de revoltas.
6Dissertativo
A sociedade espartana estava dividida em três grupos. Relacione cada grupo à sua descrição, escrevendo o nome correto ao lado de cada frase:
Grupos: esparciatas, hilotas, periecos
I. Eram servos do Estado, trabalhavam as terras e entregavam metade da produção. II. Formavam a elite, eram descendentes dos dórios e representavam cerca de 10% da população. III. Eram livres, dedicavam-se ao comércio e à manufatura, mas não podiam participar da política.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – hilotas; II – esparciatas; III – periecos.
Resolução passo a passo
Vamos analisar frase por frase.
I. Hilotas. A pista é "servos do Estado" e "entregavam metade da produção". Os hilotas não pertenciam a um dono particular: pertenciam ao Estado espartano e trabalhavam nas terras dos esparciatas.
II. Esparciatas. A pista é "elite", "descendentes dos dórios" e "cerca de 10% da população". Os esparciatas eram os únicos cidadãos, donos das terras e guerreiros.
III. Periecos. A pista é "livres", "comércio e manufatura" e "não podiam participar da política". Esses eram os periecos, que moravam em volta da cidade (a palavra quer dizer os que vivem ao redor).
7Múltipla escolha
Os hilotas eram considerados um bem do Estado espartano e várias vezes se revoltaram contra os esparciatas.
Qual era a reação dos esparciatas diante do medo dessas revoltas?
Resposta
Alternativa b) Mantinham um clima de terror, organizando assassinatos em massa de hilotas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar do problema dos espartanos. Os esparciatas eram pouquíssimos (cerca de 10% da população) e os hilotas eram a maioria. Um povo pequeno mandando numa maioria dominada vive com medo.
Passo 2: pensar na solução que eles escolheram. Em vez de dar direitos, os espartanos usaram o medo como arma: espalhavam terror e chegavam a organizar matanças de hilotas, inclusive com jovens soldados enviados ao campo para matar à noite.
Passo 3: eliminar as outras. Libertar hilotas (a) ou dar terras e cidadania (c) enfraqueceria a elite. Expulsá-los (d) deixaria Esparta sem quem trabalhasse a terra.
Resposta: letra b.
8Dissertativo
Em Esparta, era proibido aos esparciatas realizar qualquer trabalho manual.
a) De onde vinha, então, a renda dos esparciatas? b) Quem realizava o trabalho nas terras deles?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) A renda vinha das terras que os esparciatas possuíam (os lotes de terra do Estado) e da produção agrícola dessas terras. b) Quem trabalhava nelas eram os hilotas, que entregavam metade da produção aos esparciatas.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): se o esparciata não podia trabalhar com as mãos, o dinheiro dele tinha que vir de outro lugar. Ele era dono de terras, e a colheita dessas terras era a sua renda. Assim ele podia passar a vida treinando para a guerra.
Passo 2 (item b): alguém precisava plantar e colher. Esse trabalho era feito pelos hilotas, que eram obrigados a entregar metade da produção ao esparciata dono da terra.
Passo 3: perceber a lógica do sistema. O trabalho dos hilotas sustentava a vida militar dos esparciatas — por isso os hilotas eram tão importantes e tão vigiados.
9Dissertativo
As mulheres esparciatas tinham mais direitos do que as mulheres de muitas outras sociedades antigas. Elas participavam de reuniões políticas, cuidavam das finanças da família e praticavam esportes.
Explique por que os espartanos incentivavam o treino físico das mulheres. Qual papel eles consideravam o mais importante para elas?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os espartanos acreditavam que mulheres fortes e saudáveis gerariam filhos fortes e saudáveis. O papel considerado mais importante para elas era o de mães de futuros guerreiros.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o objetivo número um de Esparta: ter o melhor exército da Grécia.
Passo 2: para ter bons soldados, era preciso ter crianças fortes. E, para os espartanos, uma mãe forte teria filhos fortes. Por isso as meninas corriam, lutavam e faziam ginástica, coisa rara em outras cidades antigas.
Passo 3: entender o outro lado. Elas tinham mais liberdade que as atenienses — cuidavam do dinheiro da família e podiam ir a reuniões —, mas isso não era liberdade total: o Estado esperava delas, acima de tudo, o papel de mães de guerreiros.
Passo 4: escrever a resposta juntando as duas ideias: treino físico para gerar filhos fortes e papel principal de mãe.
A organização política de Esparta
10Múltipla escolha
Esparta era governada por dois reis vitalícios e hereditários ao mesmo tempo. Esse regime recebe um nome especial.
Qual é esse nome?
Resposta
Alternativa b) Diarquia.
Resolução passo a passo
Vamos olhar a palavra por partes: di quer dizer dois (como em dividir) e arquia quer dizer governo. Então diarquia = governo de dois.
Em Esparta havia dois reis ao mesmo tempo, de famílias diferentes. Eles eram vitalícios (governavam até morrer) e hereditários (o cargo passava para o filho). Um dos motivos era que um rei vigiava o outro, impedindo que um só ficasse poderoso demais.
As outras opções não servem: monarquia é o governo de um rei; democracia é o governo do povo; tirania é quando alguém toma o poder à força.
Resposta: letra b.
11Dissertativo
Descreva a função de cada um destes órgãos do governo espartano:
a) Gerúsia b) Eforato c) Ápela
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Gerúsia: conselho de anciãos formado por 28 gerontes (esparciatas com mais de 60 anos) mais os dois reis; elaborava as leis, dava conselhos e julgava crimes graves. b) Eforato: grupo de cinco éforos, magistrados eleitos por um ano, que fiscalizavam os reis, cuidavam da administração e da justiça — com o tempo, passaram a governar de fato. c) Ápela: assembleia dos esparciatas com mais de 30 anos, que aprovava ou rejeitava as propostas da Gerúsia.
Resolução passo a passo
Vamos por partes, como se fosse a "planta" do governo espartano.
a) Gerúsia. O nome vem de geronte, que quer dizer velho. Era o conselho dos anciãos: 28 esparciatas com mais de 60 anos, somados aos 2 reis (total de 30 pessoas). Eles preparavam as leis e julgavam os crimes mais graves.
b) Eforato. Eram os cinco éforos, eleitos para um mandato de 1 ano. Cuidavam do dia a dia da cidade, da justiça e vigiavam até os reis. Com o passar do tempo ficaram tão fortes que, no século VI a.C., eram eles que realmente mandavam.
c) Ápela. Era a assembleia dos cidadãos esparciatas com mais de 30 anos. Mas atenção: eles não criavam as leis; apenas aceitavam ou recusavam o que a Gerúsia propunha. Por isso o poder do povo era pequeno e o regime era uma oligarquia.
12Verdadeiro ou falso
Classifique as afirmações sobre a política espartana em verdadeiras (V) ou falsas (F):
I. A Gerúsia era formada por 28 esparciatas com mais de 60 anos, chamados gerontes. II. Os éforos eram cinco magistrados eleitos para um mandato de um ano. III. Qualquer morador de Esparta, inclusive os hilotas, podia votar na Ápela. IV. Com o tempo, o Eforato ganhou tanta importância que, no século VI a.C., eram os éforos que realmente governavam a cidade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – V; III – F; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. A Gerúsia tinha mesmo 28 gerontes, todos esparciatas com mais de 60 anos, e contava ainda com os dois reis.
II. Verdadeira. Os éforos eram cinco e ficavam no cargo por apenas um ano.
III. Falsa. Aqui está a pegadinha. Na Ápela só votavam os esparciatas homens com mais de 30 anos. Hilotas, periecos e mulheres ficavam de fora.
IV. Verdadeira. O Eforato foi ganhando força e, no século VI a.C., os éforos eram quem de fato governava Esparta.
13Calcule
Um menino esparciata nasceu em Esparta. Sabendo que apenas os esparciatas com mais de 30 anos podiam participar da vida política e que os gerontes precisavam ter mais de 60 anos, calcule:
a) Quantos anos ele precisará esperar, a partir do nascimento, para poder votar na Ápela? b) Quantos anos a mais, depois disso, ele precisará esperar para poder ser eleito geronte?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 30 anos. b) Mais 30 anos (60 − 30 = 30).
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): a regra diz que só participava da política quem tinha mais de 30 anos. Como ele acabou de nascer (idade 0), a conta é:
30 − 0 = 30 anos de espera para votar na Ápela.
Passo 2 (item b): para ser geronte era preciso ter mais de 60 anos. Ele já terá 30 quando começar a votar, então falta:
60 − 30 = 30 anos a mais.
Passo 3: conferindo o total. Do nascimento até virar geronte são 60 anos no total, que é a soma 30 + 30. Isso mostra que Esparta era governada por gente bem experiente — e idosa.
A educação militar espartana e os hoplitas
14Múltipla escolha
Em Esparta, os meninos eram afastados da família e levados para os quartéis para começar a formação militar.
Com que idade isso acontecia?
Resposta
Alternativa b) Aos 7 anos.
Resolução passo a passo
Em Esparta, a criança pertencia ao Estado, não só à família. Por isso o menino esparciata saía de casa muito cedo.
Aos 7 anos ele era levado para os quartéis e começava a formação militar, chamada de agogê. Lá aprendia a obedecer, a suportar a dor, o frio e a fome.
As outras idades marcam etapas seguintes: aos 12 o treino ficava mais duro, aos 18 ele começava a servir como soldado e aos 30 virava cidadão pleno. Mas a saída de casa acontecia aos 7.
Resposta: letra b.
15Dissertativo
Descreva as etapas da formação do guerreiro espartano, indicando o que acontecia:
a) dos 7 aos 12 anos; b) a partir dos 18 anos; c) dos 20 aos 30 anos; d) depois dos 30 anos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Dos 7 aos 12 anos: o menino saía de casa e ia para o quartel, onde aprendia leitura, escrita, música e, principalmente, exercícios físicos, disciplina e obediência, vivendo em condições duras. b) A partir dos 18 anos: passava a integrar o exército e recebia treinamento militar pesado, participando de missões e vigiando os hilotas. c) Dos 20 aos 30 anos: era soldado em tempo integral, morava nos quartéis com os companheiros e podia se casar, mas continuava vivendo com a tropa. d) Depois dos 30 anos: tornava-se cidadão pleno, podia participar da Ápela e viver com a família, mas continuava à disposição do exército.
Resolução passo a passo
Vamos montar a linha da vida do guerreiro espartano, etapa por etapa.
a) 7 aos 12 anos. O menino é separado da família e vai morar no quartel. Aprende o básico de letras e música, mas o foco é o corpo: correr, lutar, aguentar frio e fome. O objetivo é criar disciplina e obediência.
b) A partir dos 18 anos. O jovem entra no exército de verdade. O treino fica mais pesado e ele participa de missões, inclusive na vigilância dos hilotas.
c) Dos 20 aos 30 anos. É soldado em tempo integral. Mesmo casado, continua morando com os companheiros de tropa e faz as refeições em conjunto.
d) Depois dos 30 anos. Aí sim ele vira cidadão pleno: pode votar na Ápela e morar com a família. Mas nunca deixa de ser soldado — pode ser chamado para a guerra a qualquer momento.
16Calcule
Os hoplitas eram os guerreiros gregos e formavam a principal força dos exércitos. A indumentária deles (armadura e armas) chegava a pesar cerca de 35 kg.
Se o escudo de madeira coberto de bronze pesava cerca de 9 kg, quantos quilos pesavam as outras peças do equipamento juntas (couraça, perneiras, elmo, lança e espada)?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
26 kg.
Resolução passo a passo
Passo 1: anotar os dados. O equipamento completo pesava cerca de 35 kg. Só o escudo pesava 9 kg.
Passo 2: entender a pergunta. Ela quer saber quanto pesa o resto, ou seja, tudo menos o escudo. Isso é uma subtração.
Passo 3: fazer a conta.
35 − 9 = 26
Passo 4: responder com a unidade. As outras peças (couraça, perneiras, elmo, lança e espada) pesavam juntas cerca de 26 kg. Para você ter ideia, é como carregar dois sacos grandes de arroz enquanto marcha!
17Múltipla escolha
Por causa do peso do equipamento, os hoplitas contavam com uma ajuda especial durante as marchas até o campo de batalha.
Qual era essa ajuda?
Resposta
Alternativa b) Eles eram acompanhados por ajudantes que carregavam as armas.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar no problema. Carregar 35 kg por muitos quilômetros deixaria o soldado exausto antes mesmo de lutar.
Passo 2: lembrar da solução grega. Cada hoplita marchava acompanhado de um ajudante (muitas vezes um servo ou escravizado), que levava parte do equipamento. Assim o guerreiro chegava descansado ao campo de batalha e só então vestia a armadura.
Passo 3: eliminar as outras. As opções a, c e d inventam situações que não existiam.
Resposta: letra b.
18Dissertativo
Os espartanos desenhavam a letra grega lambda em seus escudos.
Explique com suas palavras qual era a utilidade desse símbolo nas batalhas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O lambda era a primeira letra de "Lacedemônia", nome da região de Esparta. Pintado nos escudos, funcionava como um símbolo de identificação: no meio da batalha, o guerreiro reconhecia rapidamente quem era amigo e quem era inimigo, o que ajudava a manter a formação em bloco.
Resolução passo a passo
Passo 1: descobrir o que a letra significava. O lambda (Λ) era a primeira letra de Lacedemônia, o nome da terra dos espartanos.
Passo 2: imaginar a batalha. Havia poeira, gritos, muita gente amontoada e todos com capacete cobrindo o rosto. Era muito fácil se confundir.
Passo 3: entender a função. O símbolo funcionava como um uniforme de time: bastava olhar o escudo para saber quem estava do seu lado. Isso ajudava o exército a manter a formação em bloco (a falange), que era a grande força dos hoplitas.
Passo 4: fechar a resposta dizendo que o lambda servia para identificar os soldados de Esparta e evitar confusão no combate.
Atenas e a sociedade ateniense
19Dissertativo
Atenas foi fundada pelos jônios, por volta do século IX a.C., na região da Ática. A cidade ficava perto do mar e tinha um porto chamado Pireu.
Explique como a localização de Atenas influenciou as atividades econômicas dos atenienses.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Como Atenas ficava perto do mar e tinha o porto do Pireu, os atenienses se dedicaram principalmente ao comércio marítimo, à navegação e ao artesanato (manufaturas), além da agricultura em solo pouco fértil. O mar permitiu trocas com outros povos, entrada de riquezas e também a troca de ideias e conhecimentos.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar o mapa mentalmente. Atenas ficava na Ática, uma região de solo pobre e pedregoso, mas bem perto do Mar Egeu, com o porto do Pireu ao lado.
Passo 2: pensar na consequência. Se a terra não produzia muito, era preciso comprar alimentos de fora. E como fazer isso? Pelo mar.
Passo 3: listar as atividades que nasceram daí: comércio marítimo, navegação, construção de navios e produção de objetos para vender, como vasos de cerâmica e azeite.
Passo 4: lembrar do efeito extra. Junto com os produtos, chegavam pessoas e ideias de outros povos. Isso ajudou Atenas a se tornar um grande centro de cultura, filosofia e arte.
20Múltipla escolha
Em Atenas, o grupo dos cidadãos era o menor da população, mas era o único que tinha direitos políticos.
Quem era considerado cidadão em Atenas?
Resposta
Alternativa b) Os homens livres cujos pais também eram cidadãos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a regra ateniense. Ser cidadão em Atenas dependia do nascimento: era preciso ser homem, livre e filho de pais atenienses. Só esse grupo votava e ocupava cargos.
Passo 2: eliminar as erradas. A letra a inclui estrangeiros, mas os metecos não tinham direitos políticos. A letra c fala só dos eupátridas — eles eram a aristocracia, mas depois das reformas outros homens livres também viraram cidadãos. A letra d inclui as mulheres, que nunca foram cidadãs em Atenas.
Passo 3: concluir. A resposta certa é a letra b. Isso mostra que a democracia ateniense era limitada: a maior parte da população ficava de fora.
21Verdadeiro ou falso
Os metecos eram estrangeiros e ex-escravizados que viviam em Atenas.
Classifique as afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F):
I. Um grego nascido em Esparta era considerado estrangeiro em Atenas. II. Os metecos podiam comprar terras em Atenas. III. Os metecos não tinham direitos civis nem políticos. IV. Um meteco jamais poderia se tornar cidadão, em nenhuma situação.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – F; III – F; IV – F.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. Cada pólis era um Estado independente. Por isso um grego de Esparta, ou de Corinto, era estrangeiro em Atenas e entrava no grupo dos metecos.
II. Falsa. Os metecos não podiam comprar terras em Atenas. Eles viviam do comércio e do artesanato, e ainda pagavam um imposto especial para morar na cidade.
III. Falsa. Cuidado com o "nem": os metecos não tinham direitos políticos (não votavam), mas tinham alguns direitos civis, como trabalhar, ter negócios e recorrer à justiça.
IV. Falsa. A palavra jamais deixa a frase absoluta demais. Em casos raros, por serviços prestados à cidade, um meteco podia receber a cidadania.
22Dissertativo
O texto do capítulo diz que os gregos conseguiram se desenvolver na filosofia, nas artes e nas ciências, mas "à custa do trabalho escravo de pobres, estrangeiros e inimigos".
Explique essa frase. Por que a existência de muitos escravizados ajudou os cidadãos atenienses a se dedicarem à cultura?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Significa que o brilho cultural de Atenas foi possível porque os escravizados faziam o trabalho pesado do dia a dia (campo, minas, casa, oficinas). Como não precisavam trabalhar para sobreviver, os cidadãos tinham tempo livre para estudar filosofia, criar arte, ir ao teatro e participar das assembleias. Ou seja, a liberdade de poucos se apoiava na falta de liberdade de muitos.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a frase. Ela quer dizer que a cultura grega teve um preço, e quem pagou foram os escravizados.
Passo 2: pensar em quem eram os escravizados. Eram prisioneiros de guerra, pessoas endividadas e estrangeiros capturados. Eles trabalhavam nas minas, nas plantações, nas casas e nas oficinas.
Passo 3: fazer a ligação. Se outra pessoa planta a comida e cuida da casa, sobra tempo livre para o cidadão. E tempo livre é justamente o que se precisa para debater na assembleia, estudar com um filósofo ou escrever peças de teatro.
Passo 4: concluir com espírito crítico. Por isso dizemos que a democracia ateniense era desigual: ela dava liberdade a poucos e se sustentava no trabalho forçado de muitos.
23Dissertativo
Compare a situação das mulheres em Atenas e em Esparta. Escreva um parágrafo para cada cidade, indicando o que elas podiam e o que não podiam fazer.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Em Atenas: as mulheres não eram cidadãs, não votavam nem ocupavam cargos públicos; passavam a maior parte do tempo em casa, cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos, e viviam sob a autoridade do pai ou do marido; saíam pouco e quase sempre acompanhadas. Em Esparta: as mulheres tinham mais liberdade; praticavam esportes, cuidavam das finanças e das terras da família enquanto os homens estavam na guerra e podiam frequentar reuniões, embora também não votassem e tivessem como papel principal gerar filhos fortes para o exército.
Resolução passo a passo
Passo 1: montar o parágrafo sobre Atenas. Lembre que só o homem livre filho de atenienses era cidadão. Então a mulher ateniense não votava e vivia bastante reclusa, cuidando da casa e dos filhos, sob a autoridade do pai ou do marido.
Passo 2: montar o parágrafo sobre Esparta. Como os homens passavam a vida nos quartéis e nas guerras, alguém precisava administrar as terras e o dinheiro: eram as mulheres. Elas também treinavam o corpo e podiam ir a reuniões.
Passo 3: comparar. A espartana tinha mais liberdade e mais responsabilidade que a ateniense — mas nas duas cidades as mulheres não eram cidadãs e não votavam.
Passo 4: escrever o texto em dois parágrafos, um para cada cidade, terminando com essa semelhança.
A política em Atenas: da monarquia à democracia
24Dissertativo
Coloque em ordem as fases políticas de Atenas, numerando de 1 a 4:
( ) Governo oligárquico dos eupátridas. ( ) Monarquia, com o rei chamado basileu. ( ) Reformas de Clístenes e nascimento da democracia. ( ) Reformas de Sólon, que acabaram com a escravidão por dívida.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Governo oligárquico dos eupátridas; ( 1 ) Monarquia, com o rei chamado basileu; ( 4 ) Reformas de Clístenes e nascimento da democracia; ( 3 ) Reformas de Sólon, que acabaram com a escravidão por dívida.
Resolução passo a passo
Passo 1: começar pelo mais antigo. No início, Atenas era uma monarquia, governada por um rei chamado basileu. Logo, número 1.
Passo 2: o que veio depois. Os grandes proprietários de terras, os eupátridas, tiraram o poder do rei e formaram uma oligarquia. Número 2.
Passo 3: a crise. A oligarquia gerou dívidas e escravidão de camponeses. Então, no início do século VI a.C., Sólon fez reformas e proibiu a escravidão por dívida. Número 3.
Passo 4: o desfecho. Em 510 a.C., Clístenes criou os demos e as tribos e deu origem à democracia. Número 4.
25Múltipla escolha
Quando os eupátridas assumiram o poder em Atenas, eles tomaram as terras dos pequenos proprietários que lhes deviam dinheiro.
Qual foi a consequência dessa política para muitos desses pequenos proprietários?
Resposta
Alternativa b) Muitos foram escravizados por causa das dívidas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a situação. O pequeno proprietário tinha pouca terra. Se a colheita fosse ruim, ele pegava dinheiro emprestado com um eupátrida.
Passo 2: ver o que acontecia se ele não pagasse. Primeiro perdia a terra. Depois, como não tinha mais nada para dar, respondia pela dívida com o próprio corpo: virava escravizado por dívida.
Passo 3: perceber a consequência histórica. Esse problema ficou tão grave que gerou revoltas — e foi justamente por isso que Sólon proibiu a escravidão por dívida.
Resposta: letra b.
26Dissertativo
Explique quem foi Sólon e cite duas medidas importantes que ele tomou como legislador de Atenas, no início do século VI a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Sólon foi um legislador ateniense escolhido no início do século VI a.C. para fazer reformas e resolver a crise entre os eupátridas e o restante da população. Duas medidas: (1) acabou com a escravidão por dívida e libertou os que haviam sido escravizados dessa forma; (2) dividiu a sociedade em classes de acordo com a riqueza (e não pelo nascimento), permitindo que homens livres não nobres participassem da assembleia e da vida política.
Resolução passo a passo
Passo 1: identificar quem foi Sólon. Ele não era rei nem tirano: foi escolhido como legislador, ou seja, alguém encarregado de criar leis novas para acalmar a cidade.
Passo 2: lembrar o problema que ele precisava resolver. Muitos camponeses estavam endividados e virando escravos dos eupátridas. Isso ameaçava explodir numa revolta.
Passo 3: citar a primeira medida — o fim da escravidão por dívida. Nenhum ateniense poderia mais ser escravizado por dever dinheiro, e os que já estavam nessa situação foram libertados.
Passo 4: citar a segunda medida — a divisão da sociedade por riqueza, e não por família nobre. Assim, quem não era eupátrida também passou a poder participar da assembleia. Foi um passo importante rumo à democracia.
27Dissertativo
Clístenes assumiu o governo de Atenas em 510 a.C. e dividiu a cidade e as regiões próximas em demos, que podem ser comparados a distritos. Depois criou dez tribos, e cada tribo reunia moradores do litoral, do interior e da área urbana.
Por que essa organização enfraqueceu o poder da aristocracia? Explique com suas palavras.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque, ao misturar em cada tribo moradores do litoral, do interior e da cidade, Clístenes desfez os antigos grupos baseados em laços de família e vizinhança, que eram controlados pelas famílias aristocráticas. Sem poder mandar em um território inteiro ligado a seus parentes e dependentes, os nobres perderam influência sobre os votos, e a participação passou a depender do local de moradia (o demo), e não do nascimento.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender de onde vinha a força dos aristocratas. Cada família nobre mandava numa região e nas pessoas que dependiam dela — parentes, vizinhos, camponeses. Nas votações, esse grupo todo seguia o chefe.
Passo 2: ver o que Clístenes fez. Ele dividiu a Ática em cerca de cem demos (parecidos com distritos ou bairros) e depois criou dez tribos.
Passo 3: notar o truque. Cada tribo era formada por demos de três lugares diferentes: litoral, interior e área urbana. Ou seja, gente que não se conhecia e não dependia do mesmo nobre foi colocada junta.
Passo 4: concluir. Com os grupos misturados, o nobre não controlava mais um bloco inteiro de votos. O que passou a valer era onde a pessoa morava, e não de que família ela vinha. Assim nasceu a democracia ateniense.
28Múltipla escolha
A palavra democracia vem do grego: demos = povo e cracia = governo.
Assinale a alternativa que descreve corretamente como funcionava a votação na democracia ateniense.
Resposta
Alternativa b) Bastava levantar a mão, e o voto do rico valia o mesmo que o do pobre.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar como era a assembleia ateniense. Os cidadãos se reuniam num mesmo lugar, ouviam os discursos e votavam ali mesmo, na hora, levantando a mão.
Passo 2: lembrar da regra de igualdade. Entre os cidadãos, cada voto valia um voto: o do rico não valia mais que o do pobre.
Passo 3: eliminar as outras. A letra a está errada porque o voto não era diferenciado por riqueza. A letra c descreve a democracia representativa, que é a nossa, e não a ateniense, que era direta. A letra d descreve a monarquia com a oligarquia.
Resposta: letra b.
29Calcule
Foram criados cerca de cem demos em Atenas e, depois, dez tribos.
Se os cem demos fossem divididos em partes iguais entre as dez tribos, quantos demos ficariam em cada tribo?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
10 demos em cada tribo.
Resolução passo a passo
Passo 1: anotar os dados. Eram cerca de 100 demos e 10 tribos.
Passo 2: escolher a operação. "Dividir em partes iguais" pede uma divisão.
Passo 3: calcular.
100 ÷ 10 = 10
Passo 4: conferir com a multiplicação: 10 tribos × 10 demos = 100 demos. Confere! Então cada tribo ficaria com 10 demos.
Para ir além: diferentes tipos de democracia
30Dissertativo
Existem dois tipos principais de democracia: a democracia direta e a democracia representativa.
Explique a diferença entre elas e diga qual delas era praticada em Atenas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Na democracia direta, os próprios cidadãos discutem e votam as decisões, sem intermediários. Na democracia representativa, os cidadãos elegem representantes (vereadores, deputados, presidente) que decidem em nome deles. Em Atenas era praticada a democracia direta.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar as duas ideias. Na democracia direta, o próprio cidadão levanta a mão e decide. Na democracia representativa, ele escolhe alguém para decidir por ele.
Passo 2: pensar em exemplos. A representativa é o que temos no Brasil: votamos em deputados e no presidente. A direta aparece hoje em plebiscitos, reuniões de condomínio e assembleias de escola.
Passo 3: aplicar a Atenas. Lá, os cidadãos iam pessoalmente à assembleia e votavam as leis. Portanto, Atenas tinha democracia direta.
Passo 4: lembrar de um detalhe importante. Essa democracia direta só funcionava porque o número de cidadãos era pequeno — mulheres, estrangeiros e escravizados ficavam de fora.
31Múltipla escolha
No Brasil, a população elege vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente.
Isso significa que o Brasil vive em uma:
Resposta
Alternativa c) democracia representativa.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar a pista do enunciado. No Brasil, a população elege vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente.
Passo 2: ver o que isso significa. Nós não votamos cada lei; escolhemos pessoas para decidir por nós. Isso é exatamente a democracia representativa.
Passo 3: eliminar as outras. Não temos rei (não é monarquia), não somos governados por um pequeno grupo de nobres (não é oligarquia) e não votamos todas as leis pessoalmente (não é democracia direta como a de Atenas).
Resposta: letra c.
32Verdadeiro ou falso
Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
I. A democracia tem cerca de 2500 anos e nunca mudou desde que foi criada. II. Na Suíça, os cidadãos votam várias vezes por ano sobre diversas questões, e suas decisões viram leis. III. Hoje, a democracia direta aparece em pequenos grupos, como reuniões de condomínio e associações de bairro. IV. Em uma democracia representativa, o eleitor transfere a um representante o poder de decidir em seu nome.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – F; II – V; III – V; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Falsa. A democracia tem cerca de 2500 anos, mas mudou muito. Em Atenas, mulheres, estrangeiros e escravizados não votavam; hoje o voto é bem mais amplo e existe a forma representativa.
II. Verdadeira. A Suíça é o exemplo mais famoso de democracia direta atual: os cidadãos votam várias vezes por ano em consultas, e essas decisões viram leis.
III. Verdadeira. Em grupos pequenos — condomínio, associação de bairro, grêmio da escola — todo mundo pode discutir e votar. É democracia direta no dia a dia.
IV. Verdadeira. É essa a ideia de representar: o eleitor entrega a alguém o poder de decidir em seu nome.
33Dissertativo
O texto do capítulo dá conselhos sobre como escolher um candidato nas eleições.
Cite dois desses conselhos e explique por que eles ajudam a fortalecer a democracia no Brasil.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dois conselhos possíveis: (1) pesquisar a história e as propostas do candidato antes de votar, verificando se ele já cumpriu o que prometeu; (2) checar as informações em fontes confiáveis, evitando acreditar em notícias falsas e em promessas exageradas. Esses cuidados fortalecem a democracia porque fazem o eleitor escolher com consciência, elegendo representantes mais preparados e honestos, e ainda permitem cobrar depois o cumprimento das promessas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar os conselhos do capítulo. Eles giram em torno de se informar antes de votar: conhecer as propostas, olhar o passado do candidato e desconfiar de promessas milagrosas.
Passo 2: escolher dois deles. Por exemplo, pesquisar as propostas e conferir as informações em fontes confiáveis.
Passo 3: explicar o porquê do primeiro. Se o eleitor conhece as propostas, ele vota pensando no que é melhor para a cidade — e não só por simpatia ou por um jingle animado.
Passo 4: explicar o porquê do segundo. As notícias falsas enganam o eleitor e podem eleger alguém despreparado. Conferir a informação protege a escolha.
Passo 5: fechar com a ideia principal: um eleitor informado escolhe melhor e também cobra o representante depois. Isso deixa a democracia mais forte.
Atenas em guerra: Guerras Médicas e Confederação de Delos
34Dissertativo
As Guerras Médicas foram os conflitos entre gregos e persas. O nome vem de medo, um dos povos que formaram o Império Persa.
Explique o que levou os gregos da Ásia Menor, liderados pela cidade de Mileto, a se rebelarem contra o domínio persa.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As cidades gregas da Ásia Menor, como Mileto, haviam sido conquistadas pelo Império Persa e passaram a pagar pesados tributos e a obedecer a governantes escolhidos pelos persas, perdendo sua autonomia. Cansados dessa dominação e da cobrança de impostos, os gregos de Mileto se revoltaram e receberam apoio de Atenas, o que provocou a reação persa e deu início às Guerras Médicas.
Resolução passo a passo
Passo 1: localizar o lugar. Os gregos não moravam só na Balcânica: havia pólis na Ásia Menor (onde hoje é a Turquia), do outro lado do Mar Egeu. Mileto era uma delas.
Passo 2: ver o que aconteceu. O Império Persa cresceu e dominou essas cidades. Elas passaram a pagar tributos (impostos) e a obedecer a governantes indicados pelos persas.
Passo 3: entender o motivo da revolta. Os gregos estavam acostumados a ser pólis independentes. Perder a autonomia e ainda pagar impostos altos gerou revolta.
Passo 4: ligar ao conflito maior. Atenas enviou ajuda aos rebeldes. Os persas venceram a revolta, mas ficaram furiosos com Atenas — e resolveram atacar a Grécia. Assim começaram as Guerras Médicas.
35Múltipla escolha
Em 490 a.C., sob o comando do rei Dario, 50 mil soldados persas invadiram o território grego, mas foram derrotados pelos atenienses.
Em que batalha isso aconteceu?
Resposta
Alternativa b) Batalha de Maratona.
Resolução passo a passo
Passo 1: guardar a data. 490 a.C., rei Dario, invasão persa pela planície de Maratona, perto de Atenas.
Passo 2: lembrar o resultado. Mesmo em menor número, os hoplitas atenienses venceram os persas. É dessa batalha que vem o nome da corrida de maratona, por causa do soldado que teria corrido até Atenas para anunciar a vitória.
Passo 3: eliminar as outras. Mileto foi o começo da revolta, não essa batalha. A Guerra do Peloponeso foi entre gregos, muito depois. Alexandria só foi fundada em 331 a.C.
Resposta: letra b.
36Calcule
Em 480 a.C., os persas voltaram a atacar com um exército de 250 mil homens. Em 490 a.C., o exército persa tinha 50 mil soldados.
a) Quantos soldados a mais os persas reuniram na segunda invasão? b) O exército de 480 a.C. era quantas vezes maior que o de 490 a.C.?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 200 mil soldados a mais. b) 5 vezes maior.
Resolução passo a passo
Passo 1: organizar os dados. 490 a.C. → 50 mil soldados. 480 a.C. → 250 mil soldados.
Passo 2 (item a): "quantos a mais" pede subtração.
250 000 − 50 000 = 200 000 soldados a mais.
Passo 3 (item b): "quantas vezes maior" pede divisão.
250 000 ÷ 50 000 = 5
Passo 4: conferir. 50 000 × 5 = 250 000. Confere! O segundo exército era 5 vezes maior, o que mostra como os persas queriam vingança.
37Dissertativo
Em 478 a.C., Atenas liderou a criação da Confederação de Delos, uma aliança militar marítima de defesa.
Explique: a) Para que serviu essa aliança no começo. b) Por que Esparta saiu dela e o que os espartanos criaram em resposta.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) No começo, a Confederação de Delos foi uma aliança militar de defesa: as pólis se uniam e contribuíam com navios, soldados ou dinheiro para proteger o mundo grego de um novo ataque persa. O tesouro comum ficava na ilha de Delos. b) Esparta saiu porque não aceitava a liderança e o crescente domínio de Atenas sobre as outras cidades; em resposta, os espartanos organizaram sua própria aliança, a Liga do Peloponeso, reunindo as cidades do Peloponeso.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): lembrar o contexto de 478 a.C.. Os persas tinham sido derrotados, mas podiam voltar. Por isso as pólis se uniram numa aliança de defesa, liderada por Atenas, com o tesouro guardado na ilha de Delos.
Passo 2: cada cidade contribuía com navios, soldados ou dinheiro. Quem tinha pouca frota pagava tributo — e Atenas, com a maior marinha, comandava tudo.
Passo 3 (item b): observar o que deu errado. Atenas foi tomando conta: transferiu o tesouro para si, usou o dinheiro em suas obras e passou a mandar nas aliadas. Esparta não aceitou essa liderança ateniense e saiu.
Passo 4: dizer a resposta espartana. Eles criaram sua própria aliança, a Liga do Peloponeso. Essa divisão preparou o terreno para a Guerra do Peloponeso.
38Verdadeiro ou falso
Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
I. Os persas conseguiram invadir e incendiar Atenas antes de serem expulsos. II. A Confederação de Delos chegou a reunir cerca de 200 pólis. III. Os tributos pagos pelas cidades da Confederação viraram uma importante fonte de renda para Atenas. IV. Depois das Guerras Médicas, Atenas abandonou qualquer ideia de expansão e não conquistou novos territórios.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – V; III – V; IV – F.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. Na segunda invasão (480 a.C.), os persas chegaram a entrar em Atenas e incendiar a cidade, inclusive o templo que depois seria substituído pelo Parthenon. Só depois foram expulsos.
II. Verdadeira. A Confederação de Delos cresceu muito e chegou a reunir cerca de 200 pólis.
III. Verdadeira. Os tributos pagos pelas cidades aliadas viraram uma fonte enorme de renda para Atenas — dinheiro usado até nas grandes obras da cidade.
IV. Falsa. Ao contrário: depois das Guerras Médicas, Atenas ficou mais poderosa e ampliou sua influência, dominando outras cidades e territórios.
39Múltipla escolha
Após as vitórias contra os persas, Atenas passou por uma grande reconstrução, ganhando teatros, mercados, ginásios e templos como o Erecteion e o Parthenon.
Esse período de esplendor ficou conhecido como:
Resposta
Alternativa b) Século de Péricles.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem governava Atenas no auge. Era Péricles, o estratego mais famoso da cidade, entre 446 a.C. e 431 a.C.
Passo 2: ligar ao que aconteceu. Nesse período Atenas foi reconstruída e ganhou teatros, mercados, ginásios e templos como o Parthenon e o Erecteion. A filosofia, o teatro e as artes floresceram.
Passo 3: por isso essa fase de esplendor ficou conhecida como Século de Péricles.
Passo 4: eliminar as outras. Sólon e Clístenes vieram bem antes; o Período Helenístico só começou com Alexandre, mais de cem anos depois.
Resposta: letra b.
40Dissertativo
O estratego era o magistrado de maior prestígio de Atenas. Péricles ocupou esse cargo entre 446 a.C. e 431 a.C.
a) Quais eram as funções de um estratego? b) Durante quantos anos Péricles ocupou esse cargo?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) O estratego era o magistrado de maior prestígio de Atenas: comandava o exército e a frota, cuidava das questões militares e tinha grande influência nas decisões políticas da cidade; era eleito e podia ser reeleito. b) Péricles ocupou o cargo por 15 anos (446 − 431 = 15).
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): entender a palavra. Estratego vem da mesma raiz de estratégia. Era o chefe militar de Atenas, responsável pelo exército e pelos navios.
Passo 2: notar o poder político. Como Atenas dependia muito da guerra e do mar, o estratego acabava influenciando também as decisões da cidade. Além disso, ele podia ser reeleito várias vezes — foi assim que Péricles ficou tanto tempo no comando.
Passo 3 (item b): fazer a conta com os anos antes de Cristo. Quanto maior o número, mais antigo o ano. Então subtraímos o menor do maior:
446 − 431 = 15 anos
Passo 4: responder que Péricles foi estratego por cerca de 15 anos, período conhecido como Século de Péricles.
Zoom: os frisos do Parthenon
41Múltipla escolha
O Parthenon foi construído para substituir um templo destruído pelos persas em 480 a.C. e é o principal exemplo da arquitetura do Período Clássico de Atenas.
A qual divindade o Parthenon foi dedicado?
Resposta
Alternativa c) A Palas Atena, deusa protetora da cidade.
Resolução passo a passo
Passo 1: usar o nome da cidade como pista. Atenas tem esse nome por causa da deusa Atena, considerada a protetora da pólis.
Passo 2: lembrar do templo. O Parthenon, construído na Acrópole, foi dedicado a Palas Atena e abrigava uma enorme estátua da deusa, com cerca de 12 metros de altura.
Passo 3: eliminar as outras. Zeus, Poseidon e Hefesto eram deuses importantes, mas o Parthenon não era deles.
Resposta: letra c.
42Dissertativo
Ao longo dos séculos, o Parthenon teve usos muito diferentes, conforme o povo que dominava o território grego.
Cite dois desses usos descritos no capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dois usos possíveis: (1) foi transformado em igreja cristã durante o domínio bizantino; (2) foi usado como mesquita pelos turcos otomanos e também como depósito de pólvora (paiol), o que causou uma grande explosão e sua destruição parcial.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o uso original. O Parthenon nasceu como templo grego dedicado a Atena, no século V a.C.
Passo 2: seguir a linha do tempo. Quando os cristãos passaram a dominar a região, o prédio virou uma igreja.
Passo 3: continuar. Depois, com os turcos otomanos, ele foi usado como mesquita e, mais tarde, como depósito de pólvora. Uma explosão durante um ataque destruiu boa parte da construção.
Passo 4: citar dois desses usos na resposta. A lição é que o mesmo prédio serviu a religiões e povos diferentes, conforme quem mandava no território.
43Verdadeiro ou falso
Os frisos de mármore do Parthenon mostram cenas da Procissão das Grandes Panateneias, uma festa em homenagem à deusa Atena.
Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
I. A festa das Panateneias acontecia a cada quatro anos. II. Nos frisos, os deuses são representados do mesmo tamanho que os humanos. III. A cada festival, os gregos faziam um novo peplo para a estátua de 12 metros da deusa Atena. IV. O peplo era uma peça do vestuário feminino em formato quadrado, dobrada e colocada sobre os ombros.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – F; III – V; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. As Grandes Panateneias eram a festa maior em honra de Atena e aconteciam a cada quatro anos.
II. Falsa. Nos frisos, os deuses aparecem maiores que os humanos. Esse recurso mostrava a importância e a superioridade deles.
III. Verdadeira. A cada festival, os gregos teciam um novo peplo (um manto) para vestir a estátua de 12 metros da deusa. Ele era levado na procissão.
IV. Verdadeira. O peplo era mesmo uma peça feminina, um pano em formato quadrado que se dobrava e prendia sobre os ombros.
A Guerra do Peloponeso e a conquista do mundo grego
44Calcule
A Guerra do Peloponeso começou em 431 a.C. e terminou em 404 a.C.
a) Quantos anos durou o conflito? b) Quais foram os dois grupos de aliados que se enfrentaram nessa guerra?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 27 anos (431 − 404 = 27). b) De um lado, Atenas e as cidades da Confederação de Delos; do outro, Esparta e as cidades da Liga do Peloponeso.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): anotar as datas. Início em 431 a.C. e fim em 404 a.C.. Como são anos antes de Cristo, o número maior é o mais antigo.
Passo 2: fazer a subtração.
431 − 404 = 27 anos
Passo 3 (item b): lembrar dos dois blocos. Atenas liderava a Confederação de Delos; Esparta liderava a Liga do Peloponeso.
Passo 4: perceber o drama da história. Foi uma guerra longa, de quase 30 anos, entre gregos contra gregos — e ela enfraqueceu todo o mundo grego.
45Múltipla escolha
Quem venceu a Guerra do Peloponeso e o que aconteceu com o governo de Atenas depois da derrota?
Resposta
Alternativa b) Esparta venceu, com ajuda dos persas, acabou com a democracia ateniense e implantou um governo oligárquico em Atenas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o resultado. Quem venceu a Guerra do Peloponeso foi Esparta, em 404 a.C.
Passo 2: notar um detalhe curioso. Os espartanos receberam ajuda financeira dos persas, os antigos inimigos de todos os gregos.
Passo 3: ver o que aconteceu com Atenas. A cidade perdeu a frota, perdeu o império marítimo e teve a democracia derrubada. No lugar dela, os vencedores implantaram um governo oligárquico.
Passo 4: descartar as demais opções, que contam uma história diferente da real.
Resposta: letra b.
46Dissertativo
Mesmo tendo saído vitoriosa, Esparta não conseguiu manter sua força por muito tempo.
Explique quais foram os efeitos da Guerra do Peloponeso sobre o conjunto das pólis gregas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A guerra deixou todas as pólis enfraquecidas: houve muitas mortes, destruição de plantações e cidades, empobrecimento, fome e revoltas internas. O comércio foi prejudicado e as rivalidades continuaram, com novos conflitos (como o de Tebas contra Esparta). Divididas e sem forças, as cidades gregas ficaram vulneráveis e acabaram sendo conquistadas pelos macedônios.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar no tempo. Foram 27 anos de guerra. Guerra longa significa muitas mortes, campos destruídos e cofres vazios.
Passo 2: pensar em Atenas. Perdeu o império, a frota e a democracia (por um tempo), e ficou empobrecida.
Passo 3: pensar em Esparta. Venceu, mas gastou muito e tinha poucos cidadãos-soldados. Logo foi derrotada por Tebas e perdeu a liderança.
Passo 4: juntar tudo. O mundo grego ficou dividido, pobre e sem um líder forte. Foi nesse momento de fraqueza que os macedônios de Filipe II invadiram e dominaram a Grécia.
47Dissertativo
Por volta de 340 a.C., os macedônios invadiram o território grego sob o comando do rei Filipe II.
Por que as pólis gregas se tornaram um alvo fácil para os macedônios nessa época?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque as pólis estavam enfraquecidas e desunidas depois de décadas de guerras entre si, principalmente a Guerra do Peloponeso. Elas haviam perdido soldados, riquezas e navios, continuavam rivais e não conseguiram se unir contra o inimigo comum. Enquanto isso, a Macedônia estava unida sob um rei forte e tinha um exército bem treinado e organizado.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar da situação grega por volta de 340 a.C. As pólis vinham de guerras longas: Atenas contra Esparta, depois Tebas contra Esparta. Todo mundo estava cansado e empobrecido.
Passo 2: destacar a desunião. Cada pólis era um Estado independente e desconfiava das outras. Elas não formaram um exército único a tempo.
Passo 3: olhar o outro lado. A Macedônia, ao norte, era um reino unido, com um rei forte, Filipe II, e um exército profissional e bem treinado.
Passo 4: concluir. Um reino unido contra várias cidades brigadas entre si: por isso a conquista foi relativamente fácil.
48Múltipla escolha
A conquista da Grécia pelos macedônios marcou uma mudança na história do povo grego.
Qual foi essa mudança?
Resposta
Alternativa b) Pela primeira vez, as cidades gregas ficaram unidas sob um mesmo governo, deixando de ser Estados autônomos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar como era antes. Cada pólis era independente, com leis, governo e exército próprios. Elas nunca haviam sido governadas por um único chefe.
Passo 2: ver o que mudou com a conquista macedônica. Filipe II passou a comandar todas elas. As cidades perderam a autonomia e ficaram sob um só governo.
Passo 3: eliminar as outras. As pólis não ficaram mais independentes (a), a democracia não foi espalhada (c) e os gregos não abandonaram a Balcânica (d).
Resposta: letra b.
Alexandre, o Grande, e o Helenismo
49Dissertativo
Em 336 a.C., Filipe II foi assassinado e seu filho Alexandre assumiu o trono aos 20 anos.
Cite três regiões ou territórios conquistados pelas tropas de Alexandre, de acordo com o mapa e o texto do capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Três exemplos: o Egito, a Fenícia (região da Síria e Palestina), a Mesopotábia/Mesopotâmia e o Império Persa, além da Ásia Menor e regiões até o Rio Indo, na Índia. Bastam três, como: Egito, Império Persa e Índia (Vale do Indo).
Resolução passo a passo
Passo 1: começar pelo ponto de partida. Alexandre saiu da Macedônia, já com a Grécia sob seu domínio.
Passo 2: seguir o caminho no mapa. Ele atravessou para a Ásia Menor, desceu pela Fenícia e Palestina e conquistou o Egito, onde fundou Alexandria em 331 a.C.
Passo 3: continuar para o leste. Derrotou o Império Persa, tomando a Mesopotâmia e a Pérsia, e avançou até o Rio Indo, na região da Índia.
Passo 4: escolher três desses lugares para a resposta, por exemplo: Egito, Império Persa e Índia.
50Múltipla escolha
Alexandre foi discípulo do filósofo Aristóteles e admirava muito a cultura grega. Por isso, espalhou essa cultura pelos povos conquistados.
A fusão do conhecimento grego com o dos outros povos deu origem a um movimento cultural chamado:
Resposta
Alternativa b) Helenismo.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar a origem da palavra. Os gregos chamavam a si mesmos de helenos e à sua terra de Hélade. Daí vem Helenismo.
Passo 2: entender o que foi. Alexandre levou a língua, a arte, a filosofia e os costumes gregos para os povos conquistados. Ao mesmo tempo, absorveu conhecimentos do Egito, da Pérsia e da Índia. Essa mistura de culturas é o Helenismo.
Passo 3: eliminar as outras. Classicismo se refere ao Período Clássico grego; oligarquia é um tipo de governo; Renascimento é um movimento europeu de muitos séculos depois.
Resposta: letra b.
51Dissertativo
Alexandre fundou várias cidades por onde passou, muitas com o nome de Alexandria.
Explique por que a Alexandria do Egito, fundada em 331 a.C., se tornou um dos principais centros de saber do Mundo Antigo. Cite pelo menos dois motivos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Motivos possíveis: (1) sua localização estratégica, junto ao Mar Mediterrâneo e perto do Rio Nilo, fez dela um grande porto e centro comercial, por onde passavam pessoas, produtos e ideias de vários povos; (2) nela foram construídos a Biblioteca de Alexandria, que reuniu mais de 700 mil manuscritos, e o Museu, onde sábios estudavam ciências, matemática, medicina e filosofia; (3) o Farol de Alexandria e a riqueza da cidade atraíam estudiosos de todo o Mundo Antigo.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar na localização. Alexandria ficava no litoral do Egito, no Mediterrâneo, perto do delta do Nilo. Isso a transformou num porto movimentado, ponto de encontro entre Europa, África e Ásia.
Passo 2: lembrar que, junto com os navios, chegavam pessoas e ideias. Gregos, egípcios, judeus e persas circulavam pela cidade.
Passo 3: destacar as instituições. A Biblioteca de Alexandria juntou mais de 700 mil manuscritos, e o Museu abrigava sábios que estudavam matemática, astronomia e medicina.
Passo 4: escolher pelo menos dois desses motivos para a resposta — por exemplo, a posição privilegiada de porto e a existência da biblioteca.
52Verdadeiro ou falso
Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
I. Todo o território do Império Macedônico foi conquistado em apenas 12 anos. II. Alexandre colocou generais de sua confiança para comandar as terras dominadas. III. Alexandre destruiu as rotas comerciais das regiões conquistadas. IV. A biblioteca de Alexandria chegou a reunir mais de 700 mil manuscritos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – V; III – F; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. Alexandre conquistou um império enorme em cerca de 12 anos (de 336 a.C. até sua morte, em 323 a.C.). Foi uma expansão muito rápida.
II. Verdadeira. Como não podia estar em todo lugar, ele deixava generais de confiança governando as regiões conquistadas.
III. Falsa. Ao contrário: ele fortaleceu o comércio, fundou cidades e ligou rotas comerciais entre Ocidente e Oriente.
IV. Verdadeira. A Biblioteca de Alexandria chegou a reunir mais de 700 mil manuscritos, sendo o maior acervo do Mundo Antigo.
53Calcule
O Farol de Alexandria foi construído em 280 a.C. e destruído por um terremoto em 1375. Ele tinha entre 115 e 150 metros de altura e sua luz podia ser vista a 50 km de distância.
a) Quantos anos o farol permaneceu de pé? b) Qual a diferença, em metros, entre a maior e a menor altura estimada para o farol?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 1655 anos. b) 35 metros.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): atenção à mudança de era! O farol foi construído em 280 a.C. e destruído em 1375 d.C.. Quando um fato começa antes de Cristo e termina depois, a gente soma os dois números.
280 + 1375 = 1655 anos
(Se contarmos apenas os anos antes de Cristo até o ano zero: 280 anos; depois, mais 1375 anos.)
Passo 2 (item b): a altura estimada ia de 115 m a 150 m. A diferença é uma subtração.
150 − 115 = 35 metros
Passo 3: interpretar. O farol ficou de pé por mais de mil e seiscentos anos — e a diferença entre as estimativas de altura é de 35 metros, mais ou menos a altura de um prédio de 12 andares.
Enquanto isso... Segundo Império Babilônico
54Múltipla escolha
Enquanto Atenas ganhava sua primeira Constituição, a cidade da Babilônia voltava a ser um centro político e cultural importante.
Quem foi o governante que expandiu os territórios e formou o chamado Segundo Império Babilônico?
Resposta
Alternativa b) Nabucodonosor II.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar os dois impérios babilônicos. O Primeiro foi o de Hamurabi, famoso pelo código de leis, bem mais antigo.
Passo 2: identificar o Segundo Império Babilônico. Ele foi formado pelos caldeus e teve seu auge com Nabucodonosor II, que ampliou os territórios e mandou construir palácios, templos e jardins.
Passo 3: eliminar as outras. Ciro II e Dario eram persas — aliás, foi Ciro II quem conquistou a Babilônia em 539 a.C.
Resposta: letra b.
55Dissertativo
Explique como os caldeus conseguiram assumir o controle da Babilônia no final do século VII a.C. e o que aconteceu com a cidade em 539 a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os caldeus, um povo que vivia na região, aproveitaram o enfraquecimento do Império Assírio e se aliaram a outros povos (como os medos) para derrotar os assírios no final do século VII a.C., assumindo o controle da Babilônia e formando o Segundo Império Babilônico. Em 539 a.C., a cidade foi conquistada pelos persas, sob o comando de Ciro II, e passou a fazer parte do Império Persa.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem mandava antes. A Babilônia estava sob domínio dos assírios, um povo guerreiro muito temido.
Passo 2: ver a oportunidade. No fim do século VII a.C., o Império Assírio estava enfraquecido por guerras e revoltas. Os caldeus aproveitaram e, junto com aliados, derrubaram os assírios.
Passo 3: destacar o resultado. Nasceu o Segundo Império Babilônico, que teve seu auge com Nabucodonosor II, quando a cidade ganhou palácios, templos e jardins.
Passo 4: contar o fim. Em 539 a.C., os persas de Ciro II conquistaram a Babilônia, que virou parte do Império Persa. Ou seja: quem venceu um dia acabou também sendo vencido.
56Verdadeiro ou falso
Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
I. A Babilônia foi construída às margens do Rio Eufrates. II. O Primeiro Império Babilônico teve como centro a cidade da Babilônia, sob o reinado de Hamurabi. III. Depois da morte de Hamurabi, a Babilônia continuou sempre independente e nunca foi dominada por outros povos. IV. Nabucodonosor II mandou construir palácios, templos e jardins para recuperar a glória da cidade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – V; III – F; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. A Babilônia ficava às margens do Rio Eufrates, na Mesopotâmia — a região "entre rios" (Tigre e Eufrates).
II. Verdadeira. O Primeiro Império Babilônico teve a Babilônia como capital e seu governante mais famoso foi Hamurabi.
III. Falsa. Depois da morte de Hamurabi, a cidade foi dominada por outros povos, entre eles os assírios, e só voltou a brilhar com os caldeus.
IV. Verdadeira.Nabucodonosor II mandou erguer palácios, templos e jardins para devolver a glória à cidade.
Ler e descobrir: fontes históricas sobre Esparta
57Dissertativo
Leia o trecho escrito pelo historiador grego Xenofonte (adaptado):
*"Em outras cidades, os pais entregam os filhos a um mestre que lhes ensina letras, música e exercícios. Em Esparta, porém, em vez de cada um cuidar da educação do próprio filho, ela foi confiada a um responsável do Estado, com poder para castigar duramente quem não obedecesse."*
a) Segundo o texto, qual é a grande diferença entre a educação em Esparta e a das outras cidades gregas? b) Por que essa diferença combina com o modo de vida militarizado dos espartanos?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Nas outras cidades gregas, cada família escolhia um mestre particular e cuidava da educação do próprio filho; em Esparta, a educação era responsabilidade do Estado, entregue a um encarregado público que podia castigar duramente quem desobedecesse. b) Porque em Esparta o objetivo era formar soldados obedientes e disciplinados para defender a cidade. Uma educação controlada pelo Estado garantia que todos recebessem o mesmo treinamento militar e aprendessem a obedecer às autoridades, e não apenas aos pais.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): ler o texto de Xenofonte procurando a comparação. Ele diz: em outras cidades, os pais entregam os filhos a um mestre; em Esparta, a educação foi confiada a um responsável do Estado.
Passo 2: escrever a diferença com suas palavras: educação particular/familiar nas outras pólis × educação pública e estatal em Esparta, com direito a castigos duros.
Passo 3 (item b): ligar com o que já sabemos. Esparta precisava de um exército forte porque era uma minoria dominando os hilotas.
Passo 4: concluir. Se o Estado controla a educação, todos os meninos recebem o mesmo treino e aprendem a obedecer ao Estado acima de tudo. Isso combina perfeitamente com uma sociedade militarizada.
58Múltipla escolha
O trecho de Plutarco estudado no capítulo conta que jovens espartanos eram enviados ao campo com punhais e, à noite, matavam os hilotas que encontravam.
Esse relato mostra que:
Resposta
Alternativa b) a violência contra os hilotas fazia parte da formação dos jovens e servia para manter o medo entre os dominados.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender a cena descrita por Plutarco. Jovens espartanos eram mandados ao campo com punhais e matavam hilotas à noite. Essa prática era organizada pelo Estado, não era um crime isolado.
Passo 2: pensar nos dois objetivos. Primeiro, treinar o jovem para matar e agir com frieza. Segundo, espalhar o terror entre os hilotas, para que não se revoltassem.
Passo 3: eliminar as outras. A letra a diz que havia paz e igualdade — o texto mostra o contrário. A letra c erra ao chamar os hilotas de estrangeiros de fora: eles viviam dentro do território. A letra d erra porque a prática era orientada pelo Estado.
Resposta: letra b.
59Dissertativo
Textos antigos como os de Plutarco são chamados de fontes históricas, porque ajudam os historiadores a entender o passado.
Escreva um parágrafo explicando o que o trecho sobre a educação espartana (dormir sobre colchões de palha feitos à mão, andar descalço, receber um único manto por ano) nos revela sobre os valores que Esparta queria ensinar aos meninos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Exemplo de parágrafo: "O trecho mostra que Esparta queria ensinar aos meninos a resistência, a simplicidade e a obediência. Ao dormir em colchões de palha feitos por eles mesmos, andar descalços e receber um único manto por ano, os jovens aprendiam a suportar o frio, a dor e a falta de conforto sem reclamar. Também aprendiam a se virar sozinhos e a não valorizar o luxo nem os bens materiais. Tudo isso servia para formar guerreiros duros, disciplinados e prontos para as dificuldades da guerra."
Resolução passo a passo
Passo 1: separar os detalhes do texto: colchões de palha feitos à mão, andar descalço, um manto por ano.
Passo 2: perguntar "o que cada detalhe ensina?". Fazer o próprio colchão ensina autonomia. Andar descalço e ter pouca roupa ensina a suportar o desconforto. Ter só um manto ensina a viver com pouco.
Passo 3: juntar tudo num valor central. Esparta queria formar guerreiros resistentes, simples e obedientes, que não reclamassem das dificuldades da guerra.
Passo 4: escrever o parágrafo citando pelo menos dois exemplos do texto e explicando o valor por trás deles.
Explore seus conhecimentos: revisão geral
60Múltipla escolha
Leia: *"Eram poucos em relação aos outros grupos e viviam com medo de revoltas. Por isso, dedicavam-se totalmente às armas. O trabalho na agricultura e no comércio era considerado indigno para eles."*
O texto se refere aos:
Resposta
Alternativa b) esparciatas de Esparta.
Resolução passo a passo
Passo 1: pegar as pistas do texto. "Eram poucos" → cerca de 10% da população. "Viviam com medo de revoltas" → medo dos hilotas. "Dedicavam-se totalmente às armas" → vida militar. "Trabalho era indigno" → proibição do trabalho manual.
Passo 2: juntar tudo. Só um grupo reúne todas essas características: os esparciatas, a elite de Esparta.
Passo 3: eliminar os outros. Os eupátridas eram nobres atenienses e viviam de suas terras, mas não eram uma casta militar com medo de revoltas de servos. Os metecos eram estrangeiros em Atenas e viviam justamente do comércio. Os periecos também trabalhavam no comércio e no artesanato.
Resposta: letra b.
61Múltipla escolha
Sobre a democracia ateniense, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Mulheres, escravizados e estrangeiros ficavam de fora da cidadania.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a regra da cidadania ateniense: homem, livre e filho de pais atenienses.
Passo 2: ver quem sobra de fora: mulheres, escravizados e metecos (estrangeiros). Isso confirma a letra b.
Passo 3: eliminar as outras. A letra a está errada porque nem todos os moradores votavam. A letra c está errada porque, depois de Sólon e Clístenes, qualquer cidadão podia falar e propor na assembleia. A letra d está errada porque entre os cidadãos cada voto valia o mesmo.
Resposta: letra b. Ou seja, a democracia ateniense era importante, mas limitada.
62Dissertativo
Compare os regimes políticos de Atenas e Esparta no Período Clássico. Escreva um texto de dois parágrafos indicando quem tinha o poder em cada cidade e como as decisões eram tomadas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Parágrafo 1 (Esparta): Esparta tinha um regime oligárquico, ou seja, o poder ficava nas mãos de poucos. Havia dois reis ao mesmo tempo (diarquia), com funções sobretudo militares e religiosas, e o poder real estava na Gerúsia (28 gerontes com mais de 60 anos, mais os reis), que elaborava as leis, e no Eforato (cinco éforos eleitos por um ano), que fiscalizava tudo e acabou governando de fato. A Ápela, assembleia dos esparciatas com mais de 30 anos, só podia aceitar ou recusar as propostas prontas, sem debater ou criar leis. Parágrafo 2 (Atenas): Atenas, depois das reformas de Sólon e principalmente de Clístenes, tornou-se uma democracia direta. Os cidadãos (homens livres, filhos de pais atenienses, maiores de idade) reuniam-se na assembleia (Eclésia), discutiam os assuntos da cidade e votavam levantando a mão, com o voto de todos valendo igual. Havia ainda conselhos e magistrados, como os estrategos, escolhidos entre os cidadãos. Mulheres, escravizados e estrangeiros ficavam fora dessa participação.
Resolução passo a passo
Passo 1: organizar o texto em dois parágrafos, um para cada cidade, como o enunciado pede.
Passo 2: responder "quem tinha o poder" em Esparta. Resposta: poucos — dois reis, os 28 gerontes da Gerúsia e os cinco éforos. Regime: oligarquia.
Passo 3: responder "como as decisões eram tomadas" em Esparta. A Gerúsia preparava as leis e a Ápela apenas aprovava ou rejeitava. O povo tinha pouquíssimo espaço.
Passo 4: fazer o mesmo com Atenas. Quem tinha o poder: os cidadãos, reunidos em assembleia. Como decidiam: debatendo e votando, com um voto para cada cidadão. Regime: democracia direta.
Passo 5: terminar lembrando que, mesmo em Atenas, a maioria da população (mulheres, escravizados e metecos) ficava de fora.
63Múltipla escolha
Sobre as Guerras Médicas (500-479 a.C.), assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) A expansão persa sobre as cidades gregas da Ásia Menor tornou o conflito inevitável.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem lutou nas Guerras Médicas: gregos contra persas. O nome vem dos medos, um dos povos do Império Persa.
Passo 2: lembrar a causa. Os persas dominaram as pólis gregas da Ásia Menor, cobraram tributos e tiraram sua autonomia. Mileto se revoltou, Atenas ajudou e a guerra estourou.
Passo 3: eliminar as outras. A letra a descreve a Guerra do Peloponeso. A letra c troca os persas pelos fenícios. A letra d mistura macedônios e assírios, que não têm a ver com esse conflito.
Resposta: letra b.
64Dissertativo
Monte uma linha do tempo em ordem cronológica com os seguintes acontecimentos, escrevendo o ano de cada um:
• Batalha de Maratona • Criação da Confederação de Delos • Início da Guerra do Peloponeso • Fim da Guerra do Peloponeso • Filipe II é aclamado governante da Grécia • Fundação de Alexandria, no Egito
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
1) Batalha de Maratona – 490 a.C.; 2) Criação da Confederação de Delos – 478 a.C.; 3) Início da Guerra do Peloponeso – 431 a.C.; 4) Fim da Guerra do Peloponeso – 404 a.C.; 5) Filipe II é aclamado governante da Grécia – por volta de 338/337 a.C. (aproximadamente 340 a.C.); 6) Fundação de Alexandria, no Egito – 331 a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a regra dos anos antes de Cristo: quanto maior o número, mais antigo o acontecimento. Então 490 a.C. vem antes de 478 a.C.
Passo 2: anotar as datas de cada evento: Maratona (490 a.C.), Confederação de Delos (478 a.C.), início da Guerra do Peloponeso (431 a.C.), fim da guerra (404 a.C.), Filipe II governante da Grécia (por volta de 338 a.C.), fundação de Alexandria (331 a.C.).
Passo 3: colocar em ordem decrescente dos números: 490 → 478 → 431 → 404 → 338 → 331.
Passo 4: montar a linha do tempo com uma seta, do mais antigo para o mais recente, escrevendo o ano embaixo de cada acontecimento. Assim dá para ver a história inteira: primeiro a luta contra os persas, depois a guerra entre gregos e, por fim, a conquista macedônica.
65Múltipla escolha
A fundação de Atenas e de Esparta teve relação direta com a organização social de cada uma.
Assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Esparta resultou da invasão dória, marcada pela submissão dos habitantes que já viviam na região.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem fundou cada cidade. Esparta foi fundada pelos dórios; Atenas, pelos jônios.
Passo 2: ligar a fundação à sociedade. Como os dórios chegaram conquistando, eles submeteram os moradores locais, que viraram hilotas e periecos. Isso explica a sociedade dividida e militarizada de Esparta.
Passo 3: eliminar as outras. A letra a troca os fundadores de Atenas. A letra c está errada porque os dórios não dividiram o governo com os conquistados — só os esparciatas mandavam. A letra d está errada: os macedônios só chegaram séculos depois.
Resposta: letra b.
O seu progresso é salvo automaticamente neste iPad.
Atenção: este navegador não está deixando salvar o progresso.
As respostas vão sumir ao fechar a página.
Capítulo 10 — Grécia dos Períodos Clássico e Helenístico
Resumo rápido
Capítulo 10 — Grécia dos Períodos Clássico e Helenístico
Resumo rápido
1Esparta e Atenas: as maiores pólis gregas
Os gregos viviam em pólis, que eram cidades-Estado independentes. As duas mais importantes foram Esparta e Atenas, mas elas eram bem diferentes uma da outra.
Esparta ficava no Peloponeso e foi a maior potência militar da Grécia. Seu governo era uma oligarquia, palavra que significa "governo de poucos": só um pequeno grupo mandava.
Atenas ficava na região da Ática, perto do mar, e foi o berço da democracia, o regime em que os cidadãos participam das decisões.
A rivalidade entre as duas cidades gerou guerras que enfraqueceram a Grécia e abriram caminho para a conquista pelos macedônios.
2Esparta
Esparta foi fundada pelos dórios por volta do século IX a.C., no Peloponeso. Os dórios conquistaram a região, tomaram as terras e dividiram os lotes entre si.
Quem morava ali antes foi dominado. Por isso, a forma como Esparta nasceu explica a divisão da sociedade espartana.
2.1A sociedade espartana
A população se dividia em três grupos.
Os esparciatas eram a elite: descendentes dos dórios, só 10% da população. Só eles participavam da política (a partir dos 30 anos) e não podiam fazer trabalho manual, pois viviam da renda das terras.
Os hilotas eram servos do Estado. Eram os povos que resistiram aos dórios: perderam terras e direitos e tinham de entregar metade do que produziam. Muitas vezes se revoltaram.
Os periecos eram livres, não haviam resistido à invasão. Não participavam da política, mas trabalhavam com comércio e artesanato e serviam ao Exército.
As mulheres espartanas tinham mais direitos que em outras cidades: cuidavam das finanças da família, praticavam esportes e opinavam. Ainda assim, esperava-se delas gerar filhos fortes para a guerra.
2.2A organização política de Esparta
Esparta tinha diarquia: dois reis ao mesmo tempo, vitalícios e hereditários. Eles cuidavam da religião e do exército, mas dividiam o poder com três órgãos.
A Gerúsia era formada por 28 esparciatas com mais de 60 anos (os gerontes), com cargo até a morte. Eles propunham leis e julgavam crimes.
O Eforato tinha 5 magistrados (éforos) eleitos por 1 ano. Com o tempo, passaram a governar de fato, fiscalizando reis, Gerúsia e Ápela.
A Ápela reunia esparciatas com mais de 30 anos. Votava as leis da Gerúsia e elegia os membros da Gerúsia e do Eforato.
2.3A educação militar
Esparta era uma sociedade militarizada. Aos 7 anos, os meninos saíam de casa e iam para os quartéis.
Dos 7 aos 12 anos treinavam esportes e aprendiam disciplina e bravura. A partir dos 18 anos o treino ficava mais duro: andavam descalços e eram chicoteados para aprender a suportar a dor.
Dos 20 aos 30 anos ficavam nos quartéis esperando a guerra. Só depois dos 30 saíam do serviço militar, mas podiam ser chamados até os 60.
Os guerreiros gregos eram chamados de hoplitas. Levavam lança, espada, escudo, couraça, perneiras e elmo — tudo pesando cerca de 35 kg.
3Atenas
Atenas foi fundada pelos jônios por volta do século IX a.C., na região da Ática. Ficava perto do mar e tinha o porto do Pireu.
Por isso, os atenienses viviam muito do comércio marítimo e da pesca, e não da guerra como os espartanos.
3.1A sociedade ateniense
Havia três grupos.
Os cidadãos eram homens livres filhos de cidadãos. Eram a menor parte da população, mas os únicos com direitos políticos. Entre eles estavam os eupátridas (famílias aristocráticas donas das melhores terras), pequenos proprietários, camponeses, artesãos e comerciantes.
Os metecos eram estrangeiros e ex-escravizados. Não podiam ter terras nem votar.
Os escravizados eram a base da pirâmide, em geral prisioneiros de guerra. O trabalho deles deixava os cidadãos livres para se dedicar à política, à arte e à filosofia.
Mulheres, escravizados e metecos não eram cidadãos. As mulheres atenienses tinham vida muito limitada: cuidavam da casa e dos filhos.
3.2A política em Atenas
Atenas começou como monarquia: um rei (o basileu) governava com um conselho de eupátridas. Depois de cerca de 200 anos, os eupátridas tomaram o poder e criaram uma oligarquia.
Os eupátridas ficaram com as terras de quem devia dinheiro, e muita gente virou escravizada por dívida. Isso gerou revoltas e forçou reformas.
Surgiram os tiranos (governavam pela força) e os legisladores (mudavam as leis). Sólon, no século VI a.C., acabou com a escravidão por dívida e devolveu terras aos endividados.
Clístenes, em 510 a.C., dividiu a cidade em demos (algo como distritos) e criou dez tribos, cada uma misturando moradores do litoral, do interior e da cidade. Assim enfraqueceu a aristocracia e nasceu a democracia (demos = povo; cracia = governo).
Na assembleia, qualquer cidadão podia falar e votar levantando a mão. O voto do rico valia o mesmo que o do pobre.
3.3Tipos de democracia (para ir além)
Em Atenas havia democracia direta: o próprio cidadão votava as decisões, sem intermediários.
No Brasil temos democracia representativa: elegemos representantes (vereadores, deputados, presidente) que decidem em nosso nome. Por isso votar com atenção é tão importante.
Exemplo
A Suíça ainda usa democracia direta: a cada três meses os cidadãos votam questões que viram leis.
4Atenas em guerra: as Guerras Médicas
As Guerras Médicas foram os conflitos entre gregos e persas (séc. V a.C.). O nome vem dos medos, um dos povos do Império Persa.
Os persas dominavam colônias gregas na Ásia Menor, cobravam impostos e interferiam na política local. Os gregos, liderados por Mileto, se rebelaram, e os persas destruíram a cidade em 494 a.C.
Em 490 a.C., o rei Dario invadiu a Grécia com 50 mil soldados, mas os atenienses venceram na Batalha de Maratona.
Em 480 a.C., os persas voltaram com 250 mil homens, chegaram a incendiar Atenas, mas Esparta e Atenas unidas expulsaram os invasores.
4.1Confederação de Delos e Século de Péricles
Com a vitória, Atenas virou a maior potência grega e começou o Período Clássico. Em 478 a.C., criou a Confederação de Delos, uma aliança militar marítima de defesa.
Atenas passou a cobrar tributos das cerca de 200 pólis aliadas e usou esse dinheiro para se expandir. Esparta saiu da aliança e criou a Liga do Peloponeso.
Atenas foi reconstruída com teatros, mercados e templos. Na Acrópole ergueram o Erecteion e o Parthenon, templo da deusa Palas Atena.
Esse tempo de esplendor (446–431 a.C.) ficou conhecido como Século de Péricles, pois Péricles era o estratego (o principal magistrado de Atenas).
5A conquista do mundo grego
A rivalidade econômica, política e militar entre Atenas e Esparta explodiu na Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.).
Atenas lutou com a Confederação de Delos; Esparta, com a Liga do Peloponeso. Esparta venceu, com ajuda dos persas, acabou com a democracia ateniense e instalou uma oligarquia em Atenas.
Os 27 anos de guerra empobreceram as pólis e deixaram os gregos desunidos e fracos.
5.1O avanço macedônio e Alexandre
Por volta de 340 a.C., o rei Filipe II, da Macedônia (região ao norte da Grécia), invadiu o território grego e virou governante da Grécia. Pela primeira vez as pólis ficaram unidas sob um só governo, perdendo a autonomia.
Em 336 a.C., Filipe foi assassinado e seu filho Alexandre, de 20 anos, assumiu. Em apenas 12 anos conquistou a Ásia Menor, o Oriente Médio, o norte da África e a Pérsia, chegando até a Índia — por isso ficou conhecido como Alexandre, o Grande.
Ele fundou várias cidades (muitas chamadas Alexandria) e abriu novas rotas comerciais.
5.2O Helenismo
Alexandre, aluno do filósofo Aristóteles, admirava a cultura grega e a espalhou pelos povos conquistados.
A mistura do conhecimento grego com o dos outros povos criou o Helenismo, marca do chamado Período Helenístico.
Alexandria, no Egito (fundada em 331 a.C.), virou o maior centro de saber do Mundo Antigo, com uma biblioteca de mais de 700 mil manuscritos e o famoso Farol, uma das sete maravilhas.
6Resumo do capítulo
Neste capítulo você estudou: a vida em Esparta (oligarquia e sociedade militarizada) e em Atenas (comércio e democracia); as Guerras Médicas contra os persas; a Guerra do Peloponeso entre gregos; e as conquistas de Alexandre com o surgimento do Helenismo.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Esparta e Atenas, as maiores pólis gregas
1Múltipla escolha
Os gregos da Antiguidade viviam em pólis, que eram cidades independentes, com governo e leis próprias. Entre as mais importantes estavam Esparta, Atenas, Tebas, Corinto e Argos.
Observando o mapa da Grécia Antiga estudado no capítulo, assinale a alternativa que indica corretamente a localização de Esparta.
Resposta
Alternativa b) Na Península do Peloponeso, uma região montanhosa.
Resolução passo a passo
Primeiro, vamos lembrar o que é uma pólis: era uma cidade-Estado grega, ou seja, uma cidade independente, com governo, leis e exército próprios.
No mapa da Grécia Antiga, o território grego principal fica na Península Balcânica. A parte de baixo dessa península, ligada ao resto por uma faixa estreita de terra, é a Península do Peloponeso. É ali que ficava Esparta, numa região cheia de montanhas e longe do mar.
Agora vamos eliminar as outras opções. A letra a fala da Ática: essa era a região de Atenas, não de Esparta. A letra c fala da Macedônia, que ficava ao norte e era a terra de Filipe II e Alexandre. A letra d fala da Península Itálica, que é onde hoje fica a Itália — bem longe da Grécia.
Por isso, a resposta certa é a letra b.
2Dissertativo
Leia a frase: "Esparta e Atenas foram as duas pólis mais influentes da Grécia Antiga, mas tinham características muito diferentes."
Escreva um parágrafo curto explicando uma diferença importante entre essas duas cidades. Fale sobre o que cada uma delas mais valorizava: a guerra ou a participação dos cidadãos no governo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Esparta valorizava a guerra e formava soldados; Atenas valorizava a participação dos cidadãos no governo e o comércio. Exemplo de parágrafo: "Esparta e Atenas eram muito diferentes. Em Esparta, o mais importante era a força militar: os meninos saíam de casa aos 7 anos para virar guerreiros e o governo ficava nas mãos de poucas pessoas. Já em Atenas, o mais importante era a política: os cidadãos se reuniam em assembleias para discutir e votar as leis da cidade, e foi lá que nasceu a democracia."
Resolução passo a passo
Passo 1: descobrir o que a pergunta quer. Ela pede uma diferença entre as duas cidades, falando de guerra e de participação no governo.
Passo 2: pensar em Esparta. Lá tudo girava em torno do exército. O menino esparciata era treinado desde cedo para ser guerreiro, o trabalho manual era proibido para a elite e o governo era uma oligarquia (o poder ficava nas mãos de poucos).
Passo 3: pensar em Atenas. Lá o povo tinha porto, comércio e viagens. Os cidadãos se reuniam em assembleias e votavam as decisões da cidade. Foi em Atenas que nasceu a democracia.
Passo 4: juntar tudo em um parágrafo curto, dizendo que Esparta valorizava a guerra e Atenas valorizava a participação política. Qualquer texto com essa ideia central está correto.
3Múltipla escolha
A palavra oligarquia vem do grego e significa "governo de poucos".
Com base nessa ideia, marque a alternativa que descreve corretamente um governo oligárquico.
Resposta
Alternativa b) Um pequeno grupo de pessoas concentra o poder político.
Resolução passo a passo
Vamos separar a palavra em pedaços, como os gregos faziam: oligo quer dizer poucos e arquia quer dizer governo. Então oligarquia = governo de poucos.
Agora é só procurar a alternativa que fala de um grupo pequeno mandando. É exatamente a letra b.
As outras não servem: a letra a descreve a democracia (o povo decide votando); a letra c descreve a monarquia hereditária (um rei que passa o trono ao filho); a letra d está errada porque, na Grécia, estrangeiros e escravizados nunca votavam.
Resposta: letra b.
Esparta: fundação e sociedade
4Dissertativo
Esparta foi fundada pelos dórios, por volta do século IX a.C., pela união de quatro aldeias vizinhas.
Explique o que os dórios fizeram com as terras e com as pessoas que já viviam na região do Peloponeso quando chegaram lá.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os dórios tomaram as terras dos povos que já viviam ali e transformaram esses habitantes em servos e trabalhadores submetidos a eles. As melhores terras ficaram com os dórios (os esparciatas), e os antigos moradores viraram hilotas (servos do Estado) ou periecos (livres, mas sem direitos políticos).
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem eram os dórios. Eram um povo guerreiro que desceu para o sul da Grécia e, por volta do século IX a.C., uniu quatro aldeias e formou Esparta.
Passo 2: pensar no que acontece quando um povo guerreiro chega e vence. Eles não dividiram as terras em partes iguais: tomaram as melhores terras para si.
Passo 3: pensar nas pessoas. Os antigos moradores foram dominados. Uma parte virou hilota, ou seja, servo do Estado, obrigado a trabalhar a terra e entregar metade da colheita. Outra parte virou perieco: continuou livre, cuidava do comércio e do artesanato, mas não podia participar da política.
Passo 4: concluir. A conquista dória explica por que Esparta tinha uma elite pequena mandando em uma maioria dominada — e por que essa elite vivia com medo de revoltas.
5Dissertativo
A sociedade espartana estava dividida em três grupos. Relacione cada grupo à sua descrição, escrevendo o nome correto ao lado de cada frase:
Grupos: esparciatas, hilotas, periecos
I. Eram servos do Estado, trabalhavam as terras e entregavam metade da produção. II. Formavam a elite, eram descendentes dos dórios e representavam cerca de 10% da população. III. Eram livres, dedicavam-se ao comércio e à manufatura, mas não podiam participar da política.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – hilotas; II – esparciatas; III – periecos.
Resolução passo a passo
Vamos analisar frase por frase.
I. Hilotas. A pista é "servos do Estado" e "entregavam metade da produção". Os hilotas não pertenciam a um dono particular: pertenciam ao Estado espartano e trabalhavam nas terras dos esparciatas.
II. Esparciatas. A pista é "elite", "descendentes dos dórios" e "cerca de 10% da população". Os esparciatas eram os únicos cidadãos, donos das terras e guerreiros.
III. Periecos. A pista é "livres", "comércio e manufatura" e "não podiam participar da política". Esses eram os periecos, que moravam em volta da cidade (a palavra quer dizer os que vivem ao redor).
6Múltipla escolha
Os hilotas eram considerados um bem do Estado espartano e várias vezes se revoltaram contra os esparciatas.
Qual era a reação dos esparciatas diante do medo dessas revoltas?
Resposta
Alternativa b) Mantinham um clima de terror, organizando assassinatos em massa de hilotas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar do problema dos espartanos. Os esparciatas eram pouquíssimos (cerca de 10% da população) e os hilotas eram a maioria. Um povo pequeno mandando numa maioria dominada vive com medo.
Passo 2: pensar na solução que eles escolheram. Em vez de dar direitos, os espartanos usaram o medo como arma: espalhavam terror e chegavam a organizar matanças de hilotas, inclusive com jovens soldados enviados ao campo para matar à noite.
Passo 3: eliminar as outras. Libertar hilotas (a) ou dar terras e cidadania (c) enfraqueceria a elite. Expulsá-los (d) deixaria Esparta sem quem trabalhasse a terra.
Resposta: letra b.
7Dissertativo
As mulheres esparciatas tinham mais direitos do que as mulheres de muitas outras sociedades antigas. Elas participavam de reuniões políticas, cuidavam das finanças da família e praticavam esportes.
Explique por que os espartanos incentivavam o treino físico das mulheres. Qual papel eles consideravam o mais importante para elas?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os espartanos acreditavam que mulheres fortes e saudáveis gerariam filhos fortes e saudáveis. O papel considerado mais importante para elas era o de mães de futuros guerreiros.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar o objetivo número um de Esparta: ter o melhor exército da Grécia.
Passo 2: para ter bons soldados, era preciso ter crianças fortes. E, para os espartanos, uma mãe forte teria filhos fortes. Por isso as meninas corriam, lutavam e faziam ginástica, coisa rara em outras cidades antigas.
Passo 3: entender o outro lado. Elas tinham mais liberdade que as atenienses — cuidavam do dinheiro da família e podiam ir a reuniões —, mas isso não era liberdade total: o Estado esperava delas, acima de tudo, o papel de mães de guerreiros.
Passo 4: escrever a resposta juntando as duas ideias: treino físico para gerar filhos fortes e papel principal de mãe.
A organização política de Esparta
8Múltipla escolha
Esparta era governada por dois reis vitalícios e hereditários ao mesmo tempo. Esse regime recebe um nome especial.
Qual é esse nome?
Resposta
Alternativa b) Diarquia.
Resolução passo a passo
Vamos olhar a palavra por partes: di quer dizer dois (como em dividir) e arquia quer dizer governo. Então diarquia = governo de dois.
Em Esparta havia dois reis ao mesmo tempo, de famílias diferentes. Eles eram vitalícios (governavam até morrer) e hereditários (o cargo passava para o filho). Um dos motivos era que um rei vigiava o outro, impedindo que um só ficasse poderoso demais.
As outras opções não servem: monarquia é o governo de um rei; democracia é o governo do povo; tirania é quando alguém toma o poder à força.
Resposta: letra b.
9Dissertativo
Descreva a função de cada um destes órgãos do governo espartano:
a) Gerúsia b) Eforato c) Ápela
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Gerúsia: conselho de anciãos formado por 28 gerontes (esparciatas com mais de 60 anos) mais os dois reis; elaborava as leis, dava conselhos e julgava crimes graves. b) Eforato: grupo de cinco éforos, magistrados eleitos por um ano, que fiscalizavam os reis, cuidavam da administração e da justiça — com o tempo, passaram a governar de fato. c) Ápela: assembleia dos esparciatas com mais de 30 anos, que aprovava ou rejeitava as propostas da Gerúsia.
Resolução passo a passo
Vamos por partes, como se fosse a "planta" do governo espartano.
a) Gerúsia. O nome vem de geronte, que quer dizer velho. Era o conselho dos anciãos: 28 esparciatas com mais de 60 anos, somados aos 2 reis (total de 30 pessoas). Eles preparavam as leis e julgavam os crimes mais graves.
b) Eforato. Eram os cinco éforos, eleitos para um mandato de 1 ano. Cuidavam do dia a dia da cidade, da justiça e vigiavam até os reis. Com o passar do tempo ficaram tão fortes que, no século VI a.C., eram eles que realmente mandavam.
c) Ápela. Era a assembleia dos cidadãos esparciatas com mais de 30 anos. Mas atenção: eles não criavam as leis; apenas aceitavam ou recusavam o que a Gerúsia propunha. Por isso o poder do povo era pequeno e o regime era uma oligarquia.
10Verdadeiro ou falso
Classifique as afirmações sobre a política espartana em verdadeiras (V) ou falsas (F):
I. A Gerúsia era formada por 28 esparciatas com mais de 60 anos, chamados gerontes. II. Os éforos eram cinco magistrados eleitos para um mandato de um ano. III. Qualquer morador de Esparta, inclusive os hilotas, podia votar na Ápela. IV. Com o tempo, o Eforato ganhou tanta importância que, no século VI a.C., eram os éforos que realmente governavam a cidade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – V; III – F; IV – V.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. A Gerúsia tinha mesmo 28 gerontes, todos esparciatas com mais de 60 anos, e contava ainda com os dois reis.
II. Verdadeira. Os éforos eram cinco e ficavam no cargo por apenas um ano.
III. Falsa. Aqui está a pegadinha. Na Ápela só votavam os esparciatas homens com mais de 30 anos. Hilotas, periecos e mulheres ficavam de fora.
IV. Verdadeira. O Eforato foi ganhando força e, no século VI a.C., os éforos eram quem de fato governava Esparta.
A educação militar espartana e os hoplitas
11Múltipla escolha
Em Esparta, os meninos eram afastados da família e levados para os quartéis para começar a formação militar.
Com que idade isso acontecia?
Resposta
Alternativa b) Aos 7 anos.
Resolução passo a passo
Em Esparta, a criança pertencia ao Estado, não só à família. Por isso o menino esparciata saía de casa muito cedo.
Aos 7 anos ele era levado para os quartéis e começava a formação militar, chamada de agogê. Lá aprendia a obedecer, a suportar a dor, o frio e a fome.
As outras idades marcam etapas seguintes: aos 12 o treino ficava mais duro, aos 18 ele começava a servir como soldado e aos 30 virava cidadão pleno. Mas a saída de casa acontecia aos 7.
Resposta: letra b.
12Dissertativo
Descreva as etapas da formação do guerreiro espartano, indicando o que acontecia:
a) dos 7 aos 12 anos; b) a partir dos 18 anos; c) dos 20 aos 30 anos; d) depois dos 30 anos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Dos 7 aos 12 anos: o menino saía de casa e ia para o quartel, onde aprendia leitura, escrita, música e, principalmente, exercícios físicos, disciplina e obediência, vivendo em condições duras. b) A partir dos 18 anos: passava a integrar o exército e recebia treinamento militar pesado, participando de missões e vigiando os hilotas. c) Dos 20 aos 30 anos: era soldado em tempo integral, morava nos quartéis com os companheiros e podia se casar, mas continuava vivendo com a tropa. d) Depois dos 30 anos: tornava-se cidadão pleno, podia participar da Ápela e viver com a família, mas continuava à disposição do exército.
Resolução passo a passo
Vamos montar a linha da vida do guerreiro espartano, etapa por etapa.
a) 7 aos 12 anos. O menino é separado da família e vai morar no quartel. Aprende o básico de letras e música, mas o foco é o corpo: correr, lutar, aguentar frio e fome. O objetivo é criar disciplina e obediência.
b) A partir dos 18 anos. O jovem entra no exército de verdade. O treino fica mais pesado e ele participa de missões, inclusive na vigilância dos hilotas.
c) Dos 20 aos 30 anos. É soldado em tempo integral. Mesmo casado, continua morando com os companheiros de tropa e faz as refeições em conjunto.
d) Depois dos 30 anos. Aí sim ele vira cidadão pleno: pode votar na Ápela e morar com a família. Mas nunca deixa de ser soldado — pode ser chamado para a guerra a qualquer momento.
13Calcule
Os hoplitas eram os guerreiros gregos e formavam a principal força dos exércitos. A indumentária deles (armadura e armas) chegava a pesar cerca de 35 kg.
Se o escudo de madeira coberto de bronze pesava cerca de 9 kg, quantos quilos pesavam as outras peças do equipamento juntas (couraça, perneiras, elmo, lança e espada)?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
26 kg.
Resolução passo a passo
Passo 1: anotar os dados. O equipamento completo pesava cerca de 35 kg. Só o escudo pesava 9 kg.
Passo 2: entender a pergunta. Ela quer saber quanto pesa o resto, ou seja, tudo menos o escudo. Isso é uma subtração.
Passo 3: fazer a conta.
35 − 9 = 26
Passo 4: responder com a unidade. As outras peças (couraça, perneiras, elmo, lança e espada) pesavam juntas cerca de 26 kg. Para você ter ideia, é como carregar dois sacos grandes de arroz enquanto marcha!
Atenas e a sociedade ateniense
14Dissertativo
Atenas foi fundada pelos jônios, por volta do século IX a.C., na região da Ática. A cidade ficava perto do mar e tinha um porto chamado Pireu.
Explique como a localização de Atenas influenciou as atividades econômicas dos atenienses.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Como Atenas ficava perto do mar e tinha o porto do Pireu, os atenienses se dedicaram principalmente ao comércio marítimo, à navegação e ao artesanato (manufaturas), além da agricultura em solo pouco fértil. O mar permitiu trocas com outros povos, entrada de riquezas e também a troca de ideias e conhecimentos.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar o mapa mentalmente. Atenas ficava na Ática, uma região de solo pobre e pedregoso, mas bem perto do Mar Egeu, com o porto do Pireu ao lado.
Passo 2: pensar na consequência. Se a terra não produzia muito, era preciso comprar alimentos de fora. E como fazer isso? Pelo mar.
Passo 3: listar as atividades que nasceram daí: comércio marítimo, navegação, construção de navios e produção de objetos para vender, como vasos de cerâmica e azeite.
Passo 4: lembrar do efeito extra. Junto com os produtos, chegavam pessoas e ideias de outros povos. Isso ajudou Atenas a se tornar um grande centro de cultura, filosofia e arte.
15Múltipla escolha
Em Atenas, o grupo dos cidadãos era o menor da população, mas era o único que tinha direitos políticos.
Quem era considerado cidadão em Atenas?
Resposta
Alternativa b) Os homens livres cujos pais também eram cidadãos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a regra ateniense. Ser cidadão em Atenas dependia do nascimento: era preciso ser homem, livre e filho de pais atenienses. Só esse grupo votava e ocupava cargos.
Passo 2: eliminar as erradas. A letra a inclui estrangeiros, mas os metecos não tinham direitos políticos. A letra c fala só dos eupátridas — eles eram a aristocracia, mas depois das reformas outros homens livres também viraram cidadãos. A letra d inclui as mulheres, que nunca foram cidadãs em Atenas.
Passo 3: concluir. A resposta certa é a letra b. Isso mostra que a democracia ateniense era limitada: a maior parte da população ficava de fora.
16Verdadeiro ou falso
Os metecos eram estrangeiros e ex-escravizados que viviam em Atenas.
Classifique as afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F):
I. Um grego nascido em Esparta era considerado estrangeiro em Atenas. II. Os metecos podiam comprar terras em Atenas. III. Os metecos não tinham direitos civis nem políticos. IV. Um meteco jamais poderia se tornar cidadão, em nenhuma situação.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I – V; II – F; III – F; IV – F.
Resolução passo a passo
I. Verdadeira. Cada pólis era um Estado independente. Por isso um grego de Esparta, ou de Corinto, era estrangeiro em Atenas e entrava no grupo dos metecos.
II. Falsa. Os metecos não podiam comprar terras em Atenas. Eles viviam do comércio e do artesanato, e ainda pagavam um imposto especial para morar na cidade.
III. Falsa. Cuidado com o "nem": os metecos não tinham direitos políticos (não votavam), mas tinham alguns direitos civis, como trabalhar, ter negócios e recorrer à justiça.
IV. Falsa. A palavra jamais deixa a frase absoluta demais. Em casos raros, por serviços prestados à cidade, um meteco podia receber a cidadania.
17Dissertativo
Compare a situação das mulheres em Atenas e em Esparta. Escreva um parágrafo para cada cidade, indicando o que elas podiam e o que não podiam fazer.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Em Atenas: as mulheres não eram cidadãs, não votavam nem ocupavam cargos públicos; passavam a maior parte do tempo em casa, cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos, e viviam sob a autoridade do pai ou do marido; saíam pouco e quase sempre acompanhadas. Em Esparta: as mulheres tinham mais liberdade; praticavam esportes, cuidavam das finanças e das terras da família enquanto os homens estavam na guerra e podiam frequentar reuniões, embora também não votassem e tivessem como papel principal gerar filhos fortes para o exército.
Resolução passo a passo
Passo 1: montar o parágrafo sobre Atenas. Lembre que só o homem livre filho de atenienses era cidadão. Então a mulher ateniense não votava e vivia bastante reclusa, cuidando da casa e dos filhos, sob a autoridade do pai ou do marido.
Passo 2: montar o parágrafo sobre Esparta. Como os homens passavam a vida nos quartéis e nas guerras, alguém precisava administrar as terras e o dinheiro: eram as mulheres. Elas também treinavam o corpo e podiam ir a reuniões.
Passo 3: comparar. A espartana tinha mais liberdade e mais responsabilidade que a ateniense — mas nas duas cidades as mulheres não eram cidadãs e não votavam.
Passo 4: escrever o texto em dois parágrafos, um para cada cidade, terminando com essa semelhança.
A política em Atenas: da monarquia à democracia
18Dissertativo
Coloque em ordem as fases políticas de Atenas, numerando de 1 a 4:
( ) Governo oligárquico dos eupátridas. ( ) Monarquia, com o rei chamado basileu. ( ) Reformas de Clístenes e nascimento da democracia. ( ) Reformas de Sólon, que acabaram com a escravidão por dívida.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Governo oligárquico dos eupátridas; ( 1 ) Monarquia, com o rei chamado basileu; ( 4 ) Reformas de Clístenes e nascimento da democracia; ( 3 ) Reformas de Sólon, que acabaram com a escravidão por dívida.
Resolução passo a passo
Passo 1: começar pelo mais antigo. No início, Atenas era uma monarquia, governada por um rei chamado basileu. Logo, número 1.
Passo 2: o que veio depois. Os grandes proprietários de terras, os eupátridas, tiraram o poder do rei e formaram uma oligarquia. Número 2.
Passo 3: a crise. A oligarquia gerou dívidas e escravidão de camponeses. Então, no início do século VI a.C., Sólon fez reformas e proibiu a escravidão por dívida. Número 3.
Passo 4: o desfecho. Em 510 a.C., Clístenes criou os demos e as tribos e deu origem à democracia. Número 4.
19Dissertativo
Explique quem foi Sólon e cite duas medidas importantes que ele tomou como legislador de Atenas, no início do século VI a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Sólon foi um legislador ateniense escolhido no início do século VI a.C. para fazer reformas e resolver a crise entre os eupátridas e o restante da população. Duas medidas: (1) acabou com a escravidão por dívida e libertou os que haviam sido escravizados dessa forma; (2) dividiu a sociedade em classes de acordo com a riqueza (e não pelo nascimento), permitindo que homens livres não nobres participassem da assembleia e da vida política.
Resolução passo a passo
Passo 1: identificar quem foi Sólon. Ele não era rei nem tirano: foi escolhido como legislador, ou seja, alguém encarregado de criar leis novas para acalmar a cidade.
Passo 2: lembrar o problema que ele precisava resolver. Muitos camponeses estavam endividados e virando escravos dos eupátridas. Isso ameaçava explodir numa revolta.
Passo 3: citar a primeira medida — o fim da escravidão por dívida. Nenhum ateniense poderia mais ser escravizado por dever dinheiro, e os que já estavam nessa situação foram libertados.
Passo 4: citar a segunda medida — a divisão da sociedade por riqueza, e não por família nobre. Assim, quem não era eupátrida também passou a poder participar da assembleia. Foi um passo importante rumo à democracia.
20Dissertativo
Clístenes assumiu o governo de Atenas em 510 a.C. e dividiu a cidade e as regiões próximas em demos, que podem ser comparados a distritos. Depois criou dez tribos, e cada tribo reunia moradores do litoral, do interior e da área urbana.
Por que essa organização enfraqueceu o poder da aristocracia? Explique com suas palavras.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque, ao misturar em cada tribo moradores do litoral, do interior e da cidade, Clístenes desfez os antigos grupos baseados em laços de família e vizinhança, que eram controlados pelas famílias aristocráticas. Sem poder mandar em um território inteiro ligado a seus parentes e dependentes, os nobres perderam influência sobre os votos, e a participação passou a depender do local de moradia (o demo), e não do nascimento.
Resolução passo a passo
Passo 1: entender de onde vinha a força dos aristocratas. Cada família nobre mandava numa região e nas pessoas que dependiam dela — parentes, vizinhos, camponeses. Nas votações, esse grupo todo seguia o chefe.
Passo 2: ver o que Clístenes fez. Ele dividiu a Ática em cerca de cem demos (parecidos com distritos ou bairros) e depois criou dez tribos.
Passo 3: notar o truque. Cada tribo era formada por demos de três lugares diferentes: litoral, interior e área urbana. Ou seja, gente que não se conhecia e não dependia do mesmo nobre foi colocada junta.
Passo 4: concluir. Com os grupos misturados, o nobre não controlava mais um bloco inteiro de votos. O que passou a valer era onde a pessoa morava, e não de que família ela vinha. Assim nasceu a democracia ateniense.
21Múltipla escolha
A palavra democracia vem do grego: demos = povo e cracia = governo.
Assinale a alternativa que descreve corretamente como funcionava a votação na democracia ateniense.
Resposta
Alternativa b) Bastava levantar a mão, e o voto do rico valia o mesmo que o do pobre.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar como era a assembleia ateniense. Os cidadãos se reuniam num mesmo lugar, ouviam os discursos e votavam ali mesmo, na hora, levantando a mão.
Passo 2: lembrar da regra de igualdade. Entre os cidadãos, cada voto valia um voto: o do rico não valia mais que o do pobre.
Passo 3: eliminar as outras. A letra a está errada porque o voto não era diferenciado por riqueza. A letra c descreve a democracia representativa, que é a nossa, e não a ateniense, que era direta. A letra d descreve a monarquia com a oligarquia.
Resposta: letra b.
Para ir além: diferentes tipos de democracia
22Dissertativo
Existem dois tipos principais de democracia: a democracia direta e a democracia representativa.
Explique a diferença entre elas e diga qual delas era praticada em Atenas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Na democracia direta, os próprios cidadãos discutem e votam as decisões, sem intermediários. Na democracia representativa, os cidadãos elegem representantes (vereadores, deputados, presidente) que decidem em nome deles. Em Atenas era praticada a democracia direta.
Resolução passo a passo
Passo 1: separar as duas ideias. Na democracia direta, o próprio cidadão levanta a mão e decide. Na democracia representativa, ele escolhe alguém para decidir por ele.
Passo 2: pensar em exemplos. A representativa é o que temos no Brasil: votamos em deputados e no presidente. A direta aparece hoje em plebiscitos, reuniões de condomínio e assembleias de escola.
Passo 3: aplicar a Atenas. Lá, os cidadãos iam pessoalmente à assembleia e votavam as leis. Portanto, Atenas tinha democracia direta.
Passo 4: lembrar de um detalhe importante. Essa democracia direta só funcionava porque o número de cidadãos era pequeno — mulheres, estrangeiros e escravizados ficavam de fora.
23Múltipla escolha
No Brasil, a população elege vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente.
Isso significa que o Brasil vive em uma:
Resposta
Alternativa c) democracia representativa.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar a pista do enunciado. No Brasil, a população elege vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente.
Passo 2: ver o que isso significa. Nós não votamos cada lei; escolhemos pessoas para decidir por nós. Isso é exatamente a democracia representativa.
Passo 3: eliminar as outras. Não temos rei (não é monarquia), não somos governados por um pequeno grupo de nobres (não é oligarquia) e não votamos todas as leis pessoalmente (não é democracia direta como a de Atenas).
Resposta: letra c.
Atenas em guerra: Guerras Médicas e Confederação de Delos
24Dissertativo
As Guerras Médicas foram os conflitos entre gregos e persas. O nome vem de medo, um dos povos que formaram o Império Persa.
Explique o que levou os gregos da Ásia Menor, liderados pela cidade de Mileto, a se rebelarem contra o domínio persa.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As cidades gregas da Ásia Menor, como Mileto, haviam sido conquistadas pelo Império Persa e passaram a pagar pesados tributos e a obedecer a governantes escolhidos pelos persas, perdendo sua autonomia. Cansados dessa dominação e da cobrança de impostos, os gregos de Mileto se revoltaram e receberam apoio de Atenas, o que provocou a reação persa e deu início às Guerras Médicas.
Resolução passo a passo
Passo 1: localizar o lugar. Os gregos não moravam só na Balcânica: havia pólis na Ásia Menor (onde hoje é a Turquia), do outro lado do Mar Egeu. Mileto era uma delas.
Passo 2: ver o que aconteceu. O Império Persa cresceu e dominou essas cidades. Elas passaram a pagar tributos (impostos) e a obedecer a governantes indicados pelos persas.
Passo 3: entender o motivo da revolta. Os gregos estavam acostumados a ser pólis independentes. Perder a autonomia e ainda pagar impostos altos gerou revolta.
Passo 4: ligar ao conflito maior. Atenas enviou ajuda aos rebeldes. Os persas venceram a revolta, mas ficaram furiosos com Atenas — e resolveram atacar a Grécia. Assim começaram as Guerras Médicas.
25Calcule
Em 480 a.C., os persas voltaram a atacar com um exército de 250 mil homens. Em 490 a.C., o exército persa tinha 50 mil soldados.
a) Quantos soldados a mais os persas reuniram na segunda invasão? b) O exército de 480 a.C. era quantas vezes maior que o de 490 a.C.?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 200 mil soldados a mais. b) 5 vezes maior.
Resolução passo a passo
Passo 1: organizar os dados. 490 a.C. → 50 mil soldados. 480 a.C. → 250 mil soldados.
Passo 2 (item a): "quantos a mais" pede subtração.
250 000 − 50 000 = 200 000 soldados a mais.
Passo 3 (item b): "quantas vezes maior" pede divisão.
250 000 ÷ 50 000 = 5
Passo 4: conferir. 50 000 × 5 = 250 000. Confere! O segundo exército era 5 vezes maior, o que mostra como os persas queriam vingança.
26Dissertativo
Em 478 a.C., Atenas liderou a criação da Confederação de Delos, uma aliança militar marítima de defesa.
Explique: a) Para que serviu essa aliança no começo. b) Por que Esparta saiu dela e o que os espartanos criaram em resposta.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) No começo, a Confederação de Delos foi uma aliança militar de defesa: as pólis se uniam e contribuíam com navios, soldados ou dinheiro para proteger o mundo grego de um novo ataque persa. O tesouro comum ficava na ilha de Delos. b) Esparta saiu porque não aceitava a liderança e o crescente domínio de Atenas sobre as outras cidades; em resposta, os espartanos organizaram sua própria aliança, a Liga do Peloponeso, reunindo as cidades do Peloponeso.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): lembrar o contexto de 478 a.C.. Os persas tinham sido derrotados, mas podiam voltar. Por isso as pólis se uniram numa aliança de defesa, liderada por Atenas, com o tesouro guardado na ilha de Delos.
Passo 2: cada cidade contribuía com navios, soldados ou dinheiro. Quem tinha pouca frota pagava tributo — e Atenas, com a maior marinha, comandava tudo.
Passo 3 (item b): observar o que deu errado. Atenas foi tomando conta: transferiu o tesouro para si, usou o dinheiro em suas obras e passou a mandar nas aliadas. Esparta não aceitou essa liderança ateniense e saiu.
Passo 4: dizer a resposta espartana. Eles criaram sua própria aliança, a Liga do Peloponeso. Essa divisão preparou o terreno para a Guerra do Peloponeso.
27Múltipla escolha
Após as vitórias contra os persas, Atenas passou por uma grande reconstrução, ganhando teatros, mercados, ginásios e templos como o Erecteion e o Parthenon.
Esse período de esplendor ficou conhecido como:
Resposta
Alternativa b) Século de Péricles.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem governava Atenas no auge. Era Péricles, o estratego mais famoso da cidade, entre 446 a.C. e 431 a.C.
Passo 2: ligar ao que aconteceu. Nesse período Atenas foi reconstruída e ganhou teatros, mercados, ginásios e templos como o Parthenon e o Erecteion. A filosofia, o teatro e as artes floresceram.
Passo 3: por isso essa fase de esplendor ficou conhecida como Século de Péricles.
Passo 4: eliminar as outras. Sólon e Clístenes vieram bem antes; o Período Helenístico só começou com Alexandre, mais de cem anos depois.
Resposta: letra b.
Zoom: os frisos do Parthenon
28Múltipla escolha
O Parthenon foi construído para substituir um templo destruído pelos persas em 480 a.C. e é o principal exemplo da arquitetura do Período Clássico de Atenas.
A qual divindade o Parthenon foi dedicado?
Resposta
Alternativa c) A Palas Atena, deusa protetora da cidade.
Resolução passo a passo
Passo 1: usar o nome da cidade como pista. Atenas tem esse nome por causa da deusa Atena, considerada a protetora da pólis.
Passo 2: lembrar do templo. O Parthenon, construído na Acrópole, foi dedicado a Palas Atena e abrigava uma enorme estátua da deusa, com cerca de 12 metros de altura.
Passo 3: eliminar as outras. Zeus, Poseidon e Hefesto eram deuses importantes, mas o Parthenon não era deles.
Resposta: letra c.
A Guerra do Peloponeso e a conquista do mundo grego
29Calcule
A Guerra do Peloponeso começou em 431 a.C. e terminou em 404 a.C.
a) Quantos anos durou o conflito? b) Quais foram os dois grupos de aliados que se enfrentaram nessa guerra?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 27 anos (431 − 404 = 27). b) De um lado, Atenas e as cidades da Confederação de Delos; do outro, Esparta e as cidades da Liga do Peloponeso.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): anotar as datas. Início em 431 a.C. e fim em 404 a.C.. Como são anos antes de Cristo, o número maior é o mais antigo.
Passo 2: fazer a subtração.
431 − 404 = 27 anos
Passo 3 (item b): lembrar dos dois blocos. Atenas liderava a Confederação de Delos; Esparta liderava a Liga do Peloponeso.
Passo 4: perceber o drama da história. Foi uma guerra longa, de quase 30 anos, entre gregos contra gregos — e ela enfraqueceu todo o mundo grego.
30Dissertativo
Mesmo tendo saído vitoriosa, Esparta não conseguiu manter sua força por muito tempo.
Explique quais foram os efeitos da Guerra do Peloponeso sobre o conjunto das pólis gregas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A guerra deixou todas as pólis enfraquecidas: houve muitas mortes, destruição de plantações e cidades, empobrecimento, fome e revoltas internas. O comércio foi prejudicado e as rivalidades continuaram, com novos conflitos (como o de Tebas contra Esparta). Divididas e sem forças, as cidades gregas ficaram vulneráveis e acabaram sendo conquistadas pelos macedônios.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar no tempo. Foram 27 anos de guerra. Guerra longa significa muitas mortes, campos destruídos e cofres vazios.
Passo 2: pensar em Atenas. Perdeu o império, a frota e a democracia (por um tempo), e ficou empobrecida.
Passo 3: pensar em Esparta. Venceu, mas gastou muito e tinha poucos cidadãos-soldados. Logo foi derrotada por Tebas e perdeu a liderança.
Passo 4: juntar tudo. O mundo grego ficou dividido, pobre e sem um líder forte. Foi nesse momento de fraqueza que os macedônios de Filipe II invadiram e dominaram a Grécia.
Alexandre, o Grande, e o Helenismo
31Múltipla escolha
Alexandre foi discípulo do filósofo Aristóteles e admirava muito a cultura grega. Por isso, espalhou essa cultura pelos povos conquistados.
A fusão do conhecimento grego com o dos outros povos deu origem a um movimento cultural chamado:
Resposta
Alternativa b) Helenismo.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhar a origem da palavra. Os gregos chamavam a si mesmos de helenos e à sua terra de Hélade. Daí vem Helenismo.
Passo 2: entender o que foi. Alexandre levou a língua, a arte, a filosofia e os costumes gregos para os povos conquistados. Ao mesmo tempo, absorveu conhecimentos do Egito, da Pérsia e da Índia. Essa mistura de culturas é o Helenismo.
Passo 3: eliminar as outras. Classicismo se refere ao Período Clássico grego; oligarquia é um tipo de governo; Renascimento é um movimento europeu de muitos séculos depois.
Resposta: letra b.
32Dissertativo
Alexandre fundou várias cidades por onde passou, muitas com o nome de Alexandria.
Explique por que a Alexandria do Egito, fundada em 331 a.C., se tornou um dos principais centros de saber do Mundo Antigo. Cite pelo menos dois motivos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Motivos possíveis: (1) sua localização estratégica, junto ao Mar Mediterrâneo e perto do Rio Nilo, fez dela um grande porto e centro comercial, por onde passavam pessoas, produtos e ideias de vários povos; (2) nela foram construídos a Biblioteca de Alexandria, que reuniu mais de 700 mil manuscritos, e o Museu, onde sábios estudavam ciências, matemática, medicina e filosofia; (3) o Farol de Alexandria e a riqueza da cidade atraíam estudiosos de todo o Mundo Antigo.
Resolução passo a passo
Passo 1: pensar na localização. Alexandria ficava no litoral do Egito, no Mediterrâneo, perto do delta do Nilo. Isso a transformou num porto movimentado, ponto de encontro entre Europa, África e Ásia.
Passo 2: lembrar que, junto com os navios, chegavam pessoas e ideias. Gregos, egípcios, judeus e persas circulavam pela cidade.
Passo 3: destacar as instituições. A Biblioteca de Alexandria juntou mais de 700 mil manuscritos, e o Museu abrigava sábios que estudavam matemática, astronomia e medicina.
Passo 4: escolher pelo menos dois desses motivos para a resposta — por exemplo, a posição privilegiada de porto e a existência da biblioteca.
Enquanto isso... Segundo Império Babilônico
33Dissertativo
Explique como os caldeus conseguiram assumir o controle da Babilônia no final do século VII a.C. e o que aconteceu com a cidade em 539 a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os caldeus, um povo que vivia na região, aproveitaram o enfraquecimento do Império Assírio e se aliaram a outros povos (como os medos) para derrotar os assírios no final do século VII a.C., assumindo o controle da Babilônia e formando o Segundo Império Babilônico. Em 539 a.C., a cidade foi conquistada pelos persas, sob o comando de Ciro II, e passou a fazer parte do Império Persa.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar quem mandava antes. A Babilônia estava sob domínio dos assírios, um povo guerreiro muito temido.
Passo 2: ver a oportunidade. No fim do século VII a.C., o Império Assírio estava enfraquecido por guerras e revoltas. Os caldeus aproveitaram e, junto com aliados, derrubaram os assírios.
Passo 3: destacar o resultado. Nasceu o Segundo Império Babilônico, que teve seu auge com Nabucodonosor II, quando a cidade ganhou palácios, templos e jardins.
Passo 4: contar o fim. Em 539 a.C., os persas de Ciro II conquistaram a Babilônia, que virou parte do Império Persa. Ou seja: quem venceu um dia acabou também sendo vencido.
Ler e descobrir: fontes históricas sobre Esparta
34Dissertativo
Leia o trecho escrito pelo historiador grego Xenofonte (adaptado):
*"Em outras cidades, os pais entregam os filhos a um mestre que lhes ensina letras, música e exercícios. Em Esparta, porém, em vez de cada um cuidar da educação do próprio filho, ela foi confiada a um responsável do Estado, com poder para castigar duramente quem não obedecesse."*
a) Segundo o texto, qual é a grande diferença entre a educação em Esparta e a das outras cidades gregas? b) Por que essa diferença combina com o modo de vida militarizado dos espartanos?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Nas outras cidades gregas, cada família escolhia um mestre particular e cuidava da educação do próprio filho; em Esparta, a educação era responsabilidade do Estado, entregue a um encarregado público que podia castigar duramente quem desobedecesse. b) Porque em Esparta o objetivo era formar soldados obedientes e disciplinados para defender a cidade. Uma educação controlada pelo Estado garantia que todos recebessem o mesmo treinamento militar e aprendessem a obedecer às autoridades, e não apenas aos pais.
Resolução passo a passo
Passo 1 (item a): ler o texto de Xenofonte procurando a comparação. Ele diz: em outras cidades, os pais entregam os filhos a um mestre; em Esparta, a educação foi confiada a um responsável do Estado.
Passo 2: escrever a diferença com suas palavras: educação particular/familiar nas outras pólis × educação pública e estatal em Esparta, com direito a castigos duros.
Passo 3 (item b): ligar com o que já sabemos. Esparta precisava de um exército forte porque era uma minoria dominando os hilotas.
Passo 4: concluir. Se o Estado controla a educação, todos os meninos recebem o mesmo treino e aprendem a obedecer ao Estado acima de tudo. Isso combina perfeitamente com uma sociedade militarizada.
Explore seus conhecimentos: revisão geral
35Dissertativo
Compare os regimes políticos de Atenas e Esparta no Período Clássico. Escreva um texto de dois parágrafos indicando quem tinha o poder em cada cidade e como as decisões eram tomadas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Parágrafo 1 (Esparta): Esparta tinha um regime oligárquico, ou seja, o poder ficava nas mãos de poucos. Havia dois reis ao mesmo tempo (diarquia), com funções sobretudo militares e religiosas, e o poder real estava na Gerúsia (28 gerontes com mais de 60 anos, mais os reis), que elaborava as leis, e no Eforato (cinco éforos eleitos por um ano), que fiscalizava tudo e acabou governando de fato. A Ápela, assembleia dos esparciatas com mais de 30 anos, só podia aceitar ou recusar as propostas prontas, sem debater ou criar leis. Parágrafo 2 (Atenas): Atenas, depois das reformas de Sólon e principalmente de Clístenes, tornou-se uma democracia direta. Os cidadãos (homens livres, filhos de pais atenienses, maiores de idade) reuniam-se na assembleia (Eclésia), discutiam os assuntos da cidade e votavam levantando a mão, com o voto de todos valendo igual. Havia ainda conselhos e magistrados, como os estrategos, escolhidos entre os cidadãos. Mulheres, escravizados e estrangeiros ficavam fora dessa participação.
Resolução passo a passo
Passo 1: organizar o texto em dois parágrafos, um para cada cidade, como o enunciado pede.
Passo 2: responder "quem tinha o poder" em Esparta. Resposta: poucos — dois reis, os 28 gerontes da Gerúsia e os cinco éforos. Regime: oligarquia.
Passo 3: responder "como as decisões eram tomadas" em Esparta. A Gerúsia preparava as leis e a Ápela apenas aprovava ou rejeitava. O povo tinha pouquíssimo espaço.
Passo 4: fazer o mesmo com Atenas. Quem tinha o poder: os cidadãos, reunidos em assembleia. Como decidiam: debatendo e votando, com um voto para cada cidadão. Regime: democracia direta.
Passo 5: terminar lembrando que, mesmo em Atenas, a maioria da população (mulheres, escravizados e metecos) ficava de fora.
36Dissertativo
Monte uma linha do tempo em ordem cronológica com os seguintes acontecimentos, escrevendo o ano de cada um:
• Batalha de Maratona • Criação da Confederação de Delos • Início da Guerra do Peloponeso • Fim da Guerra do Peloponeso • Filipe II é aclamado governante da Grécia • Fundação de Alexandria, no Egito
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
1) Batalha de Maratona – 490 a.C.; 2) Criação da Confederação de Delos – 478 a.C.; 3) Início da Guerra do Peloponeso – 431 a.C.; 4) Fim da Guerra do Peloponeso – 404 a.C.; 5) Filipe II é aclamado governante da Grécia – por volta de 338/337 a.C. (aproximadamente 340 a.C.); 6) Fundação de Alexandria, no Egito – 331 a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembrar a regra dos anos antes de Cristo: quanto maior o número, mais antigo o acontecimento. Então 490 a.C. vem antes de 478 a.C.
Passo 2: anotar as datas de cada evento: Maratona (490 a.C.), Confederação de Delos (478 a.C.), início da Guerra do Peloponeso (431 a.C.), fim da guerra (404 a.C.), Filipe II governante da Grécia (por volta de 338 a.C.), fundação de Alexandria (331 a.C.).
Passo 3: colocar em ordem decrescente dos números: 490 → 478 → 431 → 404 → 338 → 331.
Passo 4: montar a linha do tempo com uma seta, do mais antigo para o mais recente, escrevendo o ano embaixo de cada acontecimento. Assim dá para ver a história inteira: primeiro a luta contra os persas, depois a guerra entre gregos e, por fim, a conquista macedônica.
O seu progresso é salvo automaticamente neste iPad.
Atenção: este navegador não está deixando salvar o progresso.
As respostas vão sumir ao fechar a página.